terça-feira, 28 de julho de 2009

Campeonato Continental das Américas - várias rodadas...

Atendendo a inúmeros pedidos - de um total de cinco - com margem de erro de dois para mais ou para menos (e pela influência do filme Sim Senhor - aquele com o Jim Carrey) - eis que posto!

Acabamos de chegar da quarta rodada e estamos preparando... O cinema para amanhã. Opções: Inimigo Público, A Proposta ou o novo do Harry Potter - esse só o Felipe quer ver... E ele não está brincando!
Respondendo algumas perguntas (que na verdade é uma só): Sim... joguei, na segunda rodada, na última mesa (131). O Vivaldão me acordou as duas horas da manhã para me contar isso. E achou o máximo. Bom, o que dizer?! - perguntaram em comentários. Bem, é mais ou menos como ser convidado para jantar e colocarem sua mesa do lado de fora (e você ainda vai ter de pagar a conta). Acabei ganhando e o Felipe também - um "pouquinho" mais para dentro do salão.
Mas a vida não é só isso: descobri um baita (palavra curiosa!) livro do Vivaldão que logo mais roubarei, digo, pegarei emprestado: Memórias do Presente: 100 entrevistas do MAIS! - Conhecimento das Artes.

Descobri também que meu irmão ganhou um rato de pelúcia que deveria ser fofinho... Mas sei lá, ele me causa medo:

(Vivaldão e Felipe estão brigando por causa da poltrona - isso ainda é mais bizarro.)

Falando em descobertas, melhoras para o nosso campeão Felipe (não o El Debs - o Massa!).

Na terceira rodada exalto o empate do Feliposo contra o Leitão - minha derrota, e a derrota do Marcel - visitem o blog EXCLAMA! - passou desapercebidas (óbvio ululante)... Aliás, despercebidas até de nós mesmos (nem tão óbvio assim). E falando em nós mesmos, quarta rodada e eu e o Marcel tivemos que nos enfrentar. Empate de (in)comun (des)acordo - enquanto isso Felipe deixou de me vingar e empatou com o MI Leonardo Duarte.

Bem, é isso - ou nada disso - por enquanto. São Paulo vai fazendo um tempo agradável - frio, chuva, e um belo tempo sempre nublado.

Canseira e muito xadrez pela frente... Paciência e vamos se divertir (nada mais, nada menos). Falando em frente: Blog do Disconzi - aprenda a defender uma mesa com o GM Ehlvest!

Até mais!

sábado, 25 de julho de 2009

Campeonato Continental das Américas - primeira rodada

Morto. Eis a palavra. De 130 mesas, com um ritmo de 1h30 p/ 40 lances + 3o minutos KO (acréscimo de 30 segundos por lance) fui o último a terminar! (A rodada que começou as 16 e terminou às 21! Show de bola!).
Felipe ganhou e eu acabei perdendo (era um argentino de 2370 mais ou menos: Leonardo Duarte. Bom, lá tem aos montes desse tipo! Você olha para o lado e pá! Tem um argentino de 2400 do seu lado. E tem, heim?! Dá gosto de ver!).
Bom, seguindo a filosofia que esse torneio é sem compromissos ou cobranças, apenas experiências, não posso reclamar.
Link's úteis:
(o duro é ter que aguentar o El Debs zuando minha habilidade no manuseio das ferramentas do blog... Pura inveja! Detalhe: ele está assistindo Tomates Verdes Fritos - e ainda fica falando que não está!)
Recados:
- Fabrício: deposita o dinheiro do Vivaldão na conta dele - te passei um e-mail, portanto, OLHE O E-MAIL! (e tem como depositar mais uns 50?! Senão vou morrer de fome!);
- Abraços para todo mundo que eu cumprimentei, ou não, lá no torneio, mas, principalmente, para o pessoal de Ribeirão: Aranha, Name, Jukemura e Vanessa Feliciano!;
- Cassião: o árbitro mais elegante do torneio!
Amanhã, rodada de manhã. Almoço, lá pelas 15 da tarde. Com licença que vou desmaiar...
Até amanhã!

Campeonato Continental das Américas

Faltam 20 minutos para o ponta pé inicial!
Pela primeira vez pulando uma postagem (mas não esquecendo! Regionais Franca 2009!) cá estamos: Eu e Felipe El Debs rumo ao mundial!

Felipe está dizendo: Posta logo essa merda!

FALAREMOS DEPOIS!

Abraços!

Torneios AK Hold´em Club - Araraquara

Recebendo um fantástico convite, e a coragem, do grande amigo Edson Scobby, arbitrei (isso mesmo! Nada de estágios! ARBITREI!) o 1° e 2° torneio AK Hold´em Club em Araraquara. De forma geral os torneios correram tranquilamente e agradeço a todos pela paciência, participação e apoio! E pelos litros de leite que todo mundo levou junto com a inscrição!

Para a galeria de campeões, registro os dois campeões do primeiro, e segundo torneio, respectivamente:

- Marcel Heimar
- Silvio Shiroma

Sem muitas histórias, ou nenhuma história, mas está aqui registrado os torneios!

(posteriormente, tentarei achar a classificação dos dois torneios! E para não passar em branco, consultem - eu garanto!: http://exclamasanca.blogspot.com/2009/06/2-torneio-ak-holdem-club.html)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Inter Clubes 2009

"O cinema é um modo divino de contar a vida." (Federico Fellini)


Notícia de última hora! Matão é 3° lugar no Inter Clubes Paulista de Xadrez!
É, está certo... Não foi engraçado.
Pois é: cá estamos mais uma vez: desatualizados e, como começo acreditar, cada vez mais “desatualizantes” (o Word não reconheceu a palavra.)

Não podemos reclamar muito, pessoal. O mundo é isso: a novela da Record continua jogando cada vez mais mutantes na tela – a última que eu vi: um deles era o “derradeiro sobrevivente da cidade de Atlantes” e acabava tendo a Pedra Filosofal – é, eles tinham a Pedra Filosofal! – roubada (!) na escola (!!) onde estuda (!!!.); o time do Santos não segurou o Corinthians do Ronaldo (é complicado. Dou o braço a torcer: ele acaba pesando na balança); a Matonense se classificou para a 2° fase da A2 do Campeonato Paulista; O Michael Jackson morreu – e havia ingressos para o funeral. Aliás, agora as músicas dos Beatles voltaram para o Paul?!; Theo Beck(er) é o “maluco” do momento: Andressa, volta para ele!; Alguma Guerra importante fez 100 anos e será lembrada nos Vestibulares (que estão mudando). Dica: O Homem pisando na lua, logo, Guerra Fria!; O presidente, ou não, de Holduras, continua passeando por aí; tivemos mais uma continuação do Exterminador do Futuro (que só vai acabar quando aquilo tudo virar verdade... DE VERDADE). E é aí que eu queria chegar: cinema, ficção. Quem disse que a arte imita a vida?! Não seria a vida que imita a arte?!

Portanto, deixando aqui uma singela homenagem a sétima arte, vamos tentar fazer um flash-back sobre o que foi (ou deveria ter sido) o

CAMPEONATO PAULISTA INTERCLUBES 2009.
- 28 de fevereiro e 1 de março (na Hebraica)
- 7 e 8 de março (no Esporte Clube Pinheiros)

Roteiro: Leonardo Vivaldo
Diretor de fotografia: Herman Claudius
Diretor de Arte: Fernando César Frare
Figurino: Felipe El Debs
Direção: Christian
Efeitos Especiais: Fernando Arrais
Edição: Eduard Marra de Tesoura
Produção: Mário Biava


Prólogo
A história começa com Fernando Frare e Leonardo Vivaldo dentro de um ônibus rumo a São Paulo. Eles pensam no curioso fato de dois “débeis mentais” (Vivaldão e El Debs) estarem esperando eles lá em SP. Contudo, durante as quase 5 horas de viagem, se deparam com a realidade: trabalho, faculdade, família, 5 horas de ônibus, trânsito, stress, fome, sono: eis o mundo em que resolveram entrar por livre e espontânea (de) pressão (?)... Em fim: quem eram os verdadeiros débeis?!

(nota: chegando no metrô República eles se deparam com a mesma cena do ano anterior: estavam quebrando, no mesmo lugar, com as mesmas britadeiras, e o mesmo som ensurdecedor, o mesmo piso do metrô. Ou é a reforma de piso mais longa da história do metrô ou eles estavam entrando em De Volta para o Futuro. Nem uma nem outra coisa: bem-vindo ao prefeito Kassab*.)
* essa foi explicitamente para o Vivaldão



1° Rodada: Além da linha vermelha

1 Aramaçan A 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 ATC 2 3.0 x 1.0 Iniciantes
3 Circulo Militar "A" 0.5 x 3.5 Clube de Xadrez de Matão
4 CXS A 3.5 x 0.5 CXS B

Del Bosco 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
El Debs 1 x Charles Man de Toledo
Da Mata 0 x 1 F. Vivaldo
F. Frare 1 x Cléber Holanda

É isso. Começou a “bagaça”. Ouvem-se os tiros e os Sargentos gritam: GO, go, go, go! RUN, RUN! Fire in the hole! Fire in the hole!

Não tinha mais volta: já estávamos Além da Linha Vermelha.

O batalhão era composto por:

Soldado raso Leonardo “Ryan” Vivaldo (todo mundo podia matar uns alemães e voltar para casa e pronto. Acabou a Guerra e você é um feliz veterano atormentado, morando numa casa de cerca branca numa cidadezinha do estado de Massachusetts, acordando no meio da noite com os gritos de seu companheiro que foi morto ao seu lado, e teve as tripas caindo para fora, mas não: todo filme de Guerra tem que ter sempre um idiota para complicar as coisas. No caso aqui o idiota sou eu: “Vai lá, Ryan e fique segurando a ponte contra os tanques e a infantaria Alemã. O quê?! Relaxe... Os reforços chegarão a tempo!).

Segundo Tenente Felipe El Debs (todo filme de guerra tem sempre um estrangeiro que ajuda os mocinhos americanos – tem os “carcamanos”, os “tchiacanos” e, neste caso, temos a força árabe. Especialista em explosivos: é o homem bomba do grupo.)

Primeiro Sargento Fernando Vivaldo (o Sargento, que é sempre o melhor amigo do Capitão e despreza os outros soldados, tem sempre duas possibilidades no filme: ou ele morre numa “morte honrada”, salvando metade do pessoal, ou ele vive para dizer “O Capitão era um grande cara”. Ou nada disso também...)

Capitão Fernando César Frare (o capitão é o cara que fica lá atrás e manda os outros correrem... Até alguém bater continência para ele e ele acabar tomando um tiro na cabeça.)

Para um começo, nada mal: saímos praticamente sem baixas: 3,5 a 0,5. Claro que o Ryan meteu a cabeça lá na frente e quase perdeu a orelha: começava, aqui, um filme particular. Como bem acrescentou o mestre Herman “Vivaldinho escapou hoje”. El Debs e Vivaldo ganharam bem e o Frare ganhou uma partida curiosa.

2° Rodada – Titanic

1 Pinheiros A 2.5 x 1.5 CXS B
2 Clube de Xadrez de Matão 1.5 x 2.5 CXS A
3 Iniciantes 1.0 x 3.0 Circulo Militar "A"
4 Aramaçan A 4.0 x 0.0 ATC 2

L.Vivaldo 0.5 x 0.5 L. Coelho
Ovelha 1 x 0 El Debs
F. Vivaldo 1 x 0 Sega
Campello 1 x 0 F. Frare

Nem só de alemães maldosos vive o cinema. O cinema também é amor.
Mas nem só de finais felizes vive o amor do cinema: enquanto lá na frente o senhor Leonardo (Di Crapio) abre os braços e abraça a Kate Winslet, digo, o empate, lá atrás o casco racha e água começa a f*&%# tudo... E assim foi...

“O Barco está afundando! Mulheres, Crianças e... Vivaldos primeiros!”

Vamos comemorar que deste naufrágio a família se salvou! (ao contrário do ano passado, aliás!). Eu mantive a meta de deixar os “alemães” não passarem a ponte e selei o pacto de Varsóvia com o MI Coelho. Vivaldão descontou a derrota do ano passado para o MF Sega (provavelmente as aulas de Play 3 que o Vivaldão teve com o primo Fernando Arrais fizeram toda a diferença). Contudo, Felipe não acertou contra 8. Da4 do MI Ovelha e o Frare acabou se animando no ataque contra o Campello (dado curioso: depois da Najdorf Campello jogou 6.Tg1 e teve um pessoal – inclusive nós da equipe – que ficamos procurando, durante uns 30 segundos, qual teria sido o lance do Branco. E quase achamos que o Frare não tinha apertado o relógio!).

Bem, ou mal, em suma: perdemos... Aliás, não resisto: seria demais dizer que Santos montou um “ataque” animal nos primeiros tabuleiros?!

3° RodadaOs outros

1 ATC 2 0 .5 x 3.5 Pinheiros A
2 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Aramaçan A
3 CXS A 4.0 x 0.0 Iniciantes
4 CXS B 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão

Flávio Prol Medeiro 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs 1 x 0 Giulliano Cunico
P. Bartkus 0.5 x 0.5 F. Vivaldo
F. Frare 0.5 x Domingo Razões

Fazer uma continuação é sempre um perigo. Nesse caso, saímos de um naufrágio nas praias de Santos e quase embarcamos num navio fantasma... O Ryan continuava lá na frente – correndo, tomando tiro e escapando: no final o empate com o filho do presidente, o Flávio, foi justo. Felipe ganhou bem do Cunico e Vivaldão e Frare selaram a paz – Vivaldão estava empatado e o adversário do Frare tinha lá suas razões...

4° Rodada – Inimigo íntimo

1 Pinheiros A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
2 Iniciantes 0.0 x 4.0 CXS B
3 Aramaçan A 2.0 x 2.0 CXS A
4 ATC 2 0.0 x 4.0 Círculo Militar "A"

Tanto tiro, tanta bomba, uma hora sobra para o Ryan. Depois de ficar desfilando na frente tomei um balaço na fuça e fui cair do outro lado da Ponte do Rio Kwai – E tem coisas que a gente nunca aprende: assim como o ano passado cai no papo do Felipe e joguei uma abertura por sugestão dele. Mas dessa vez nem foi tanta culpa da abertura: foi culpa do Herman mesmo (e também minha, claro); Felipe ganhou de Schuett, apesar de ter pendurado um peão no meio da partida – nenhum dos dois viu; Vivaldão, depois de fazer muita besteira em uma posição quase ganha, ficou perdido, mas mais uma vez uso de suas poções mágicas e escapou das praias da Normandia sem um arranhão – mas também não matou ninguém: tablas; Neb ganhou, firme, de Eduardo Batista.

5° RodadaQuem quer ser um milionário?!

1 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 CXS A 4.0 x 0.0 ATC 2
3 CXS B 0.0 x 4.0 Aramaçan A
4 Clube de Xadrez de Matão 3.5 x 0.5 Iniciantes

L. Vivaldo 0.5 x 0.5 Paulo D. Leal
Thiago de Souza 0 x 1 Felipe El Debs
Fernando Vivaldo 1 x 0 Natasha Camargo
Fernando Frare WO

Demonstrando que eu entendia tanto do Ataque Inglês quanto Wilson Churchill entendia de carnaval, depois de algumas propostas de empate por parte de meu adversário acabei aceitando quando comecei a desconfiar que eu estivesse perdido; A equipe ganhou bem – e o Neb de WO.

No almoço, para tentar esfriar a cabeça, resolvemos entrar em uma livraria.
Depois de muito olhar acabei encontrando uma edição de bolso, muito simpática, de um dos contos que mais gosto: A morte de Ivan Illitch, de Tostói. Era uma edição de bolso, dessas que se compra na banca de jornais, e continha a seguinte descrição:

• Mais conhecido por seus romances mais longos, como "Guerra e Paz" e "Anna Karenina", o Conde Tolstoi mostra ser um mestre também na novela curta. Através da história de um burocrata medíocre, Tolstoi nos leva a explorar os recônditos da alma de todo ser humano.
• Editora: L&PM
• Autor: LEON TOLSTOI
• ISBN: 8525406007
• Origem: Nacional
• Ano: 1997
• Edição: 1
• Número de páginas: 99
• Acabamento: Brochura
• Formato: Pequeno

O preço médio do livro é R$ 10, 00. Mas, como eu estava em PINHEIROS, subiu um pouquinho: R$ 27, 00!!! (eu falei para todo mundo que foi vinte de tanta vergonha que fiquei! Apenas agora estou revelando o valor real! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!! ). Fiquei tão atordoado quando a vendedora me falou do preço que, atônico, paguei o livro!!! PAGUEI!!! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!!
Antes da próxima rodada, cada vez que olhava para o livro, tinha vontade de sair chutando tudo ali. Solução: dei o livro de presente para o El Debs.

R$ 27, 00!!!

6° Rodada300

1 Pinheiros A 4.0 x 0.0 Iniciantes
2 Aramaçan A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
3 ATC 2 2.0 x 2.0 CXS B
4 Circulo Militar "A" 0.5x 3.5 CXS A

Edson Tsuboi 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs
0.5 x 0.5 Mauro Guimarães de Souza
Sadi Dumont 1 x 0 F. Vivaldo
Fernando Frare 1 x 0 Edson Rodrigo da Silva

Ainda que já praticamente impossível alcançar o time de Santos, continuávamos resistindo firmes, e não tão fortes, na batalha. Dessa vez, a equipe que estava mais perto de nós: Aramaçan A – traduzindo: Santo André, em aramaico meridional arcaico. E a coisa foi dura... El Debs ganhou e Frare também. Vivaldão deixou escapar uma partida completamente ganha e eu, depois de altos e baixos, e altos, baixos, e altos de novo – e jogando com praticamente mais ninguém no salão – acabei empatando (a posição repetiu três vezes e eu não havia reparado).

7° Rodada Último tango em Paris

1 CXS A 2.0:2.0 Pinheiros A
2 CXS B 3.5: .5 Circulo Militar "A"
3 Clube de Xadrez de Matão 3.0:1.0 ATC 2
4 Iniciantes 0.0:4.0 Aramaçan A

L. Vivaldo 1 x 0 Victor Li
Celso Gutierrez 0 x 1 Felipe El Debs
F. Vivaldo 0 x 1 Rafael Casagrande
Giovanni Costa 0 X 1 Fernando Frare

Chegamos aqui com a necessidade de ganharmos de 4 a zero para ficarmos em segundo. E, para mudar um pouco as coisas, não ganhamos e ficamos em terceiro. Aliás, lembrei só recentemente que a long, long time a go, num Aberto do Interior na cidade de Itápolis, aonde conheci o, na época, talentoso Felipe El Debs – que na época era apenas, para mim, “um gordinho chato e mala” – eu também perdi para o senhor Rafael Casagrande. Portanto, se cuida rapaz: o dia que eu e meu irmão te encontrar na rua, você está perdido (tenho que dizer que é brincadeira ou não tem problema manter o suspense? Hitcock?! O que me diz?!).

Bem, o que dizer? Dançamos o Último Tango em Paris sem direito a manteiga (ou margarina – depende do gosto do freguês... Ou do Marlon Brando).

Segue, abaixo, bonitas tabelas e a única foto que tiramos – aliás, a única foto que quem tirou foi o mestre Herman para gente.

(todas as fotos e tabelas serão colocadas em momento oportuno)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alphaville, Itú e Barrinha

Seguindo a série “vamos colocar tudo em dia e ser sucinto”, segui o Mestre Fide, já Mestre Internacional por direito, mas não por lei, e quase Grande Mestre, Felipe El Debs, nas duas últimas etapas do circuito 21 minutos da Federação Paulista de Xadrez.

(Presidente Horácio que conseguiu uma ótima segunda colocação no torneio de Alphaville)

(A Patrícia também estava lá - a camiseta do Santos, atrás, não foi intencional!)

Enquanto Felipe jogou, eu, mais uma vez, fui atrás dos meus estágios de Arbitragem junto a FPX – tendo como algoz, digo, Árbitro supervisor, o sempre modesto (não, não... o Modesto é outro!) Christian Claudius van Riemsdijk. Os dois torneios correram de forma tranqüila. Segue as classificações:

3° Etapa do Circuito Dinâmico 2009 – AlphavilleClassificação Final

1. Marcus Vinicius “Ovelha” Moreira
2. Horácio Prol Medeiros
3. Everaldo Matsuura
4. Renato Rodrigues Quintili
5. Felipe de Cresce El Debs
6. José Antônio Nery Júnior
7. Luiz Guilherme Aurelli
8. Mauro Guimarães de Souza
9. Álvaro Zimmermann Aranha
10. Ângelo de Leon Cultri
(total de 68 jogadores)


17° Open de Xadrez Cidade de ItuClassificação Final

1. Sandro Fabio Mareco
2. André Diamant
3. Krikor Sevag Mekhitarian
4. Everaldo Matsuura5. Rafael Dualibe Leitão
6. Edson Kenji Tsuboi
7. Alexandr Hilario Takeda Fier
8. Edson da Cruz Sampaio
9. Felipe de Cresce El Debs
10. Jefferson dos Santos Oliveira
(num total de mais de 233 jogadores – foram 234)

Antes de sairmos da etapa 21, não poderia deixar de citar a revelação do torneio de Itú: Alexandre Demer Sigrist (2223 de ranting 21) que apesar de uma módica 71° posição (com suados 4 pontos – em 7 possíveis e, porque não?, também impossíveis) mostrou um xadrez vigoroso e eclético: operações quase cirúrgicas no peão dama, contra os esquemas colle da vida; pressão posicional insuportável na Ruy Lopez e muito vigor estratégico no Gambito Benko! Deixo aqui, portanto, a minha previsão: olho nesse rapaz!
E, para terminar, o fechado de Barrinha, com o incorruptível Neb representando a terra da saudade. O que dizer?! Ele foi jogar xadrez no carnaval! CARNAVAL! CARNAVAL!:

Torneio Fechado Memorial Jamil Calil - Barrinha/SP - 20 a 24 de fevereiro de 2009

1. Evandro Amorim Barbosa
2. Alfeu Júnior Varela Bueno
3. Fernando César Frare
4. Gérson Peres Batista
5. Gabriel Ricardo Name
6. Sílvio Haruo Shiroma
7. Sérgio Silva
8. Renan Alves Brandão
9. Evandro Brandão
10. Eliseu da Silva Batista


(percebem a animação nas fotos?! CARNAVAL!)

Bem, é isso aí. Não é a cobertura do século, mas está feita.
Forte abraço.

sábado, 4 de abril de 2009

Aconteceu em Dresden... Olimpíadas de Xadrez 2008 – Alemanha

O que falar das olimpíadas de Dresden?! Eu nem estava lá... E foi pensando nisso que disse: “Felipe, tire o maior número de fotos possíveis!”. E adivinhem?! Ele tirou impressionantes 3 (TRÊS! TRÊS!) fotos! (sendo que ele aparece só em uma – e nada tem haver com xadrez!). O que eu faço?! Mando matar?!

Voltado ao assunto (se é que eu sai dele alguma vez), na época pensamos até em fazer uma cobertura diária, partida por partida, mas enquanto o senhor Felipe El Debs comia schucrutes em um hotel com diária em torno de 500 dólares, nós estávamos batendo peças no interior de São Paulo, nos Jogos Abertos - alojados em uma escola de ensino fundamental e acordando com o aprazível sol das 9 horas (é nessa hora que o sol fica insuportável - e é quase impossível continuar fingindo que a luminosidade que você estava "sentido" é igual aquela quando sua mãe abre a porta do seu quarto). Portanto, isso ficou impraticável.

Novamente, voltando ao assunto (agora me pergunto: não seria a falta de assunto?!), nem foi a ausência de comunicação como o Felipe que atrapalhou falarmos das Olimpíadas, pois conversávamos com ele todo dia, depois das rodadas de Dresden. E ele sempre perguntava alguma coisa de preparação para o Vivaldão (sim, sim... Não tem cabimento!).

O que eu quero dizer é: tirando o fato de que ele viu muita coisa interessante como: a cara que o Radjabov fez quando abandonou contra Van Wely – para alegria do Sigrist; os seguranças do Krammink; o dedo de prosa que teve com o Topalov; a decepção com a vitória do Carlsen na primeira rodada – sim, os Tops também enrolam!; é difícil extrair mais alguma coisa... Mas, enfim, vamos tentar.
Portanto, segue, abaixo, a matéria publicada no jornal de Matão “A Comarca” sobre as Olimpíadas de Dresden (qualquer semelhança com o texto sobre o mesmo, que se encontra no Blog do MI Disconzi, é mera coincidência – singularidades modernas! Sem direitos autorais, certo?! Desculpe mestre, é que na correria de mandar a matéria para o Jornal, bem, sabe como é...):

“Entre os dias 12 e 25 de novembro, aconteceu, em Dresden, (Sajonia, Alemanha) a 23ª Olimpíada de Xadrez. Participaram da competição 156 equipes de 152 nações distintas – apresentando, em sua grande maioria, os melhores jogadores de seu país. "A vitória ficou nas mãos da fortíssima equipe da Armênia. Aliás, sagraram-se bicampeões, a frente de Israel, Estados Unidos, China e da temerosa equipe da Rússia, que obteve apenas uma modesta quinta colocação", reporta Leonardo Vivaldo, diretor do Clube de Xadrez de Matão (CXM).

"A China também faz muito bonito nos tabuleiros, a exemplo dos esportes disputados em Pequim. Já faz algum tempo que a Rússia não possui mais a hegemonia enxadrística, como ocorreu durante praticamente todo o Século 20. Contudo, vale lembrar: com exceção da China (na verdade, se pensarmos bem, também não é uma exceção, muito pelo contrário), todas as dez primeiras colocadas tinham algum vínculo com a antiga União Soviética: ou são países que faziam parte dela ou seus jogadores são formados por expatriados da mãe Rússia. Curiosamente esse é o caso dos Estados Unidos, por exemplo, que conta com os seguintes 'americanos': Gata Kasmky e Alexander Onichuk. Stálin deve estar se revirando no túmulo...", comenta Leonardo.

A equipe brasileira - que terminou em uma honrosa 58ª colocação, atrás do Paraguai, mas a frente da Argentina - contou com dois Grandes Mestres: Jayme Sunye e Darcy Lima (ex-presidente da Confederação Brasileira de Xadrez - CBX); dois Mestres Internacionais: André Diamant (o mais novo da equipe, com apenas 18 anos) e Cícero Nogueira Braga - que já defendeu a equipe de xadrez de Matão na década de 90 - e por fim, o Mestre Fide - mas já MI por direito: o matonense Felipe de Cresce El Debs.

"Por si só, esse fato já seria histórico: é a primeira vez que um integrante da equipe matonense disputa o mais importante torneio de xadrez do mundo. Contudo, mais que isso, Felipe - atualmente o 14° maior Ranting do xadrez brasileiro; e que recentemente conseguiu a obtenção do Título de Mestre Internacional -, fez uma participação brilhante - para afirmar o mínimo - somando 8 pontos em 10 possíveis. Ele deixou de jogar apenas uma rodada - a primeira -, pois havia perdido o crachá que permitia acesso ao salão do torneio! O Felipe fez um Ranting performance de 2.590 pontos - além de somar mais 19 pontos de Ranting - realizando assim, não apenas uma norma de Grande Mestre, mas sim duas!", relata Leonardo.

"Acontece que o peso de uma norma, em Olimpíadas, é dobrado. Os títulos de Mestres são divididos pela Fide em três categorias: Mestre Fide, MI e GMI. Enquanto o título de Mestre Fide é conquistado apenas quando o jogador atinge uma pontuação superior a 2.300 pontos de Ranting Fide, os títulos de MI e GM são conquistados somente depois que o jogador consegue realizar no mínimo três 'normas', ou seja: jogar um número 'x' de partidas contra jogadores que já tenham o título; e conseguir 50%, ou mais de pontos contra esses jogadores. Para cada torneio que o jogador atinge essa média, é computada uma 'norma'", explica.

Leonardo lamenta a falta de três GM´s Brasileiros: Rafael Leitão, Gilberto Millos e Giovanni Vescovi. "Eles ficaram disputando os Jogos Abertos do Interior de São Paulo. Muitos enxadristas podem achar um absurdo trocar Dresden pelo Interior Paulista, mas é necessário compreender que a maioria dos enxadristas profissionais no Brasil tem como principais fontes de renda os patrocínios das Prefeituras. E os Jogos Abertos é o subsídio do patrocínio. Além disso, os jogadores podem contar com patrocínios privados, aulas particulares, premiação de eventos (ainda que, muitas vez, escassos – mas já se melhorou muito!), cachets por participação em torneios fechados (limitados), simultâneas (ocasionais), cursos e palestras", coloca.

"Contudo, a CBX agiu bem em se preocupar logo no início do ano com a formação da equipe, permitindo tempo para que os jogadores pudessem treinar, se prepararem fisicamente, técnica e psicologicamente, montando uma agenda de participação em eventos durante o ano. Em edição anterior também houve a feliz idéia de reunir a equipe olímpica com o treinador russo Mark Dvoretzky. E, claro, não podemos esquecer que a CBX cobriu todos os custos da viagem a Dresden", frisa Leonardo.

No final desse ano, El Debs ainda deve se preocupar em sanar seus compromissos acadêmicos - é estudante de Economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) - e voltar a tempo para comemorar seus grandes feitos com os colegas enxadristas de Matão. "Vale lembrar que ele presenteou o amigo Fernando César Frare com uma garrafa de Absinto e eu com uma garrafa de Vodka", sorri Leonardo.

"Sinceramente, não estava entendendo muito bem o que era participar de uma Olimpíada de Xadrez. Parecia mais uma viagem como outra qualquer – como ir para os Jogos Abertos - só que de avião. Mas, chegando lá, vendo todo aquele pessoal que só ouvíamos falar – mais o lugar em si – tudo muda! Foi uma experiência fantástica! Com certeza, um dos maiores prazeres enxadrísticos que já tive", resume El Debs, que nascido em São Carlos, é considerado Matonense nato pelo CXM.”

Seguindo, para não perdermos as fotos que foram enviadas pelo mestre El Debs, façamos, portanto, uma breve reconstituição dos fatos (quais serão as três fotos verdadeiras e quais são montagens?! Tentem descobrir!):

(A vista do quarto do hotel onde nosso intrépido mestre ficou - não parece uma das fases do Call of Dutty?)

(assim que Felipe chegou no aeroporto de Dresden, logo, já se sentiu em casa...)

(fazendo um boquinha! Ninguém é de ferro...)

(Olha ele de novo aí! Haja Neve - nota que os dois intrusos da fotos - lado direito - não estavam jogando o torneio, mas tinha 2308 FIDE - e uma norma de MI cada)

(E porque não o lazer?! Nosso mestre também é um grande pé de valsa!)

(Isso a história não contou: Felipe passou mal, lá em Dresden, com uma forte dor de dente... mas organização de primeira: prontamente foi atendido!)

(Meio indiscreta essa fotografia...)

(Comemoração depois da norma! E toma dança de novo! - não parece o Karpov com ele?!)

(Sempre responsável, Felipe comemorando com um refrigerante! - dissem até que ele vez sucesso com essa história)

(Mal conseguiu a norma Felipe já correu para o computador nos avisar! - coisa que ele fazia todo dia, aliás: conversar com a gente!)

(Felipe na volta, comemorando! E quem foi buscar ele no aeroporto?! Sim! Ele mesmo! Gabriel Salim Name!)
(Felipe no avião - seria o irmão ao lado?!)

Para finalizar: abaixo duas partidas do MI Felipe El Debs, com comentários gentilmente cedidos (sem saber!) pelo MI Rodrigo Disconzi (em caso de processos, entre em contato com José Roberto de Oliveira Júnior – o Tekinho).

(nota: na segunda partida, como todo o respeito, deixei alguns comentários meus que vão com a marca LV)

Danielsen, Hen (2492) - El Debs, Felipe (2447) [A07] 38th Olympiad Dresden GER (5), 17.11.2008

1.g3 d5 2.Cf3 Cf6 3.Bg2 c6 4.d3 Bg4 5.0–0 [Brancas poderiam retardar um pouco o e5 preto 5.b3 Cbd7 6.Bb2 e6 7.Cbd2 Bd6 mas cedo ou tarde e5 viria.]

5...Cbd7 6.h3 [Para um possível g4 no futuro]
6... Bh5 7.Cbd2 e5 8.e4 dxe4 [outra opção seria não tomar em e4, para não ceder a casa c4, mas o centro preto seria minado. 8...Bd6 9.exd5 (9.c3 0–0 10.Dc2 Te8 11.Te1 a5 12.a4 Db6 13.Cb3 Tad8 equilibrado)

9...cxd5 10.c4 0–0 (10...d4 teria uma estrutura Benoni invertida.) 11.cxd5 Cxd5 complicado.] 9.dxe4 Bc5 [9...Be7 Seria outra opção, deixando a casa c5 livre para a manobra Cc5-e6-d4. 10.a4 Para ganrantir o uso da casa c4. 10...a5 11.De2 0–0 12.b3 Te8 13.Bb2 Dc7 14.Tfd1]

10.De2 [Mais jogado é 10.De1 com planos de Ch4-f5 ou f4.]

10... 0–0 11.Td1 [11.g4 Bg6 12.Ch4 Te8 para ocupar a casa f4. 13.Cf5 Cf8 14.Cb3 Bb6 15.Bg5 Ce6 16.Tad1 Dc7 17.Be3 Cf4 0–1 Camara,H (2320) -Vaganian,R (2545)/São Paulo 1977/EXT 98 (55)]11... Dc7 12.a4 a5 13.b3 [13.Cb3 Bb6 14.Be3=]

13...Tfe8 14.Bb2 Cf8 15.Cc4 C6d7 16.Ce3 [16.Bc3 f6 17.Td2 b5 (17...b6) ]

16...Ce6 17.Cf5 [17.Cc4 Cd4]

17...Tad8 18.Td3 f6 19.Tad1 Cdf8 20.Bc3 b6 21.T3d2 Cg5 22.h4 [Debilita um pouco a ala do rei, mas alivia a pressão do Cg5 e permite Bh3]

22...Cge6 23.Bh3 [a posição das pretas já atingiu seu limite de reforço e ajustes, não há muito o que fazer]
23...Txd2 24.Txd2 Td8 25.Rg2 Txd2 26.Dxd2 Dd8 27.De2 [27.Dxd8= devido a posição embolada das peças na ala do rei, brancas deveriam se contentar com a igualdade.]

27... Bf7 28.Bg4 h5 29.Bh3 Cg6 30.Rh2 Ce7 31.Bg2 Dd7 32.Bh3 Cxf5 33.Bxf5 g6 34.Bh3 Dd6 35.Bf1 Rg7 36.Rg2 Bb4 37.Bb2 Dd7 38.Rg1 Bc5 39.Bc3 Dd6 40.Dd3 De7 [parecia tentador 40...Dxd3 41.Bxd3 Bb4 mas 42.Bxb4 (42.Bb2? Cc5–+) 42...axb4 43.Bc4 Cc5 44.Bxf7 Rxf7 45.Cd2=]

41.Bh3 Bb4 42.Bxb4 axb4 43.Bxe6 [43.Bf1; parece mais ativo 43.Da6!? Dd8! (43...Dc5 44.Db7÷) 44.Bxe6 (44.Db7? Cc5–+; 44.Bf1 Dd1µ) 44...Bxe6÷]

43...Bxe6 44.De3 c5 45.Cd2 Dd6 46.Rg2 Dd8 47.f4!? exf4 48.gxf4 Bc8 49.Rf2 Bb7 50.Cf3 Dd1!? [Buscando jogo. 50... De7 51.e5 fxe5 52.Dxe5+ Dxe5 53.fxe5 Be4 54.Ce1 Rf7 55.Re3 Bf5=]

51.Dd3 Dxd3 52.cxd3 Bc8 53.d4 cxd4 54.Cxd4 g5! 55.Rg3 gxh4+!? [desequilibrando a partida. 55... g4 56.f5=]

56.Rxh4 Bg4 57.Rg3 Rf7 58.Rh4 Bd1 59.Rg3 Re7 60.Rh4? [60.e5!= era essencial para bloquear o rei preto]

60...Rd6 61.Rg3 Rc5 62.Ce6+ Rd6 63.Cd4 Bg4!–+ [E o bispo domina o cavalo. Excelente técnica de finais de Felipe]

64.Cb5+ Rc5 65.Cc7 Rd4 66.Cd5 [66.e5 fxe5 67.fxe5 Rxe5 68.Ca6 (68.Ca8 Rd4 69.Cxb6 Bd1 70.a5 Rc5 71.Rh4 Bxb3 72.Rxh5 Rb5 73.Cc8 Bd5–+) 68...Bd1 69.Cxb4 Bxb3 70.a5 bxa5 71.Cc6+ Rf6 72.Cxa5 Bd5–+ cercando o cavalo; 66.Ca6? Rc3–+]

66...f5?! [lance natural e que a posição parece pedir. [mais exato seria 66...Bd1 67.Cxf6 Bxb3–+]

67.Cxb4? [A melhor defesa era difícil de notar 67.Cxb6! fxe4 68.a5 Rc5 69.Ca4+! este lance que é estranho aos olhos. 69...Rc6! (o mecânico lance 69...Rb5? 70.a6 Be6 parece falhar por 71.f5 Bd5 (71...Bxb3? 72.a7! com duplo 72...Bd5 73.f6+-) 72.a7 Ra6 73.a8D+ Bxa8 74.f6 Bd5 75.Cc5+ Rb6 76.Cxe4 Bxb3 77.Cg5 Bd5 78.f7 Bxf7 79.Cxf7 b3 80.Ce5 Rc5 81.Cd3+ Rc4 82.Cb2+= e o cavalo chega a tempo) 70.a6 e3 71.Cb2 e2 72.Cd3 Rb6 73.Rf2 h4 74.Cxb4 h3 75.Cc2 Rxa6 76.Ce1 Ra5 77.Cd3 (77.f5 Bxf5 78.Rxe2 h2) 77...Bf5 78.Ce1 Rb4–+]

67...fxe4–+ 68.Cc6+ Rc3 69.Ce5 e3 70.b4 Rxb4 0–1

El Debs, F (2447) - Prusikin, M (2538) [A13]38th Olympiad Dresden GER (9), 22.11.2008

1.Cf3 [Felipe gosta de jogar posições dinâmicas e com a iniciativa, sem se importar se a ação ocorrerá somente mais tarde. A Reti e a Inglesa se encaixam bem no seu estilo.

LV: Na verdade, na verdade, o Felipe gosta de posições em que a ação aconteça beeeeeeeeem mais tarde - ou melhor: que não aconteça].

1... Cf6 2.c4 e6 3.g3 d5 4.Bg2 [4.d4 Levaria a partida para a Abertura Catalã diretamente.

LV: Sabendo que ele joga Catalã, porque ele não entrou nela?! Mistérios, mistérios...]

4... dxc4 5.Da4+ Cbd7 6.0–0 a6 7.Dxc4 b5 8.Dc6 [Retira a Torre da coluna A e da diagonal h1–a8. Não sei ao certo para quem isso é vantajoso. Mais jogado é 8.Dc2 Bb7 9.a4 para pressionar b5 com Db3 ou Dd3 e Ca3. 9...c5 10.axb5!? deixando o peão D indefinido se vai a d3 ou d4, permanecendo nos terrenos da Reti/Inglesa.]

8... Tb8 9.d4 Bb7 10.Dc2 c5 11.Bf4?! [Aqui notamos um aparente ganho de tempo em relação à posição da torre preta, mas isso não quer dizer muita coisa, pois c8 parece a casa natural dela. Já o Bispo em f4 costuma ali se alojar quando tem certa estabilidade

LV: O velho e bom otimismo do senhor El Debs - a aparência não é tudo mais é 100%].

11... Tc8 [e agora Felipe tem mais problemas a resolver do que seu oponente.

LV: Realmente: Felipe é um garoto problemático. Esses dias, na FGV, ele conseguiu ser expulso da sala].

12.Cbd2 [Solução "cool". Deixar pretas ganharem um peão central e seguir jogando como se nada tivesse ocorrido. Aliás, nas vezes em que enfrentei Felipe pude notar esta característica em seu jogo

LV: Ou seja (traduzindo): ele pendura e finge que não está acontecendo nada].

12... cxd4 13.Dd3 Be7 [13...Cd5 seria um lance que me incomodaria.

LV: Nada incomoda o velho El Debs. Ele não tem pudor]

14.Tac1 0–0 15.Cxd4? [Nesta fase inicial do jogo, Felipe correu certos riscos e a impressão que meus comentários podem causar é que quero mostrar que ele jogou mal. Mas não se enganem com isso, pois ali, na hora da partida, diante do tabuleiro, a quantidade de pressão que coloca-se no adversário pode contrabalançar posições não muito boas. E isso conta muito para ganhar partidas. 15.Dxd4 Cd5÷

LV: É... Verdade. Mas, convenhamos: ele jogou mal mesmo! ]

15... Txc1 16.Txc1 Bxg2 17.Rxg2 [Esta troca pode parecer uma ofensa aos jogadores da catalã, pois troca o baluarte da diagonal. Mas é um tema posicional recorrente a troca dos bispos para tentar invadir o campo preto via c6].

17... Cc5 [Nessa posição, especificamente, pretas não deveriam sofrer nada devido ao jogo ativo no centro.

LV: Mas a vida... A vida é uma caixinha de surpresa! ].

18.De3 Cd5 19.Df3 Cxf4+ 20.Dxf4 Bg5 21.De5 Cd7 22.Dd6 Bxd2 [até aqui o jogo preto parece ter sido natural e sem erros.

LV: só houve um erro: sentar ao tabuleiro e achar que sairia impune].

23.Td1 Bg5? [23...Da8+! 24.f3 (24.Rg1 Cf6 25.Txd2 Ce4) 24...Bg5 25.Dxd7 Td8 26.Dc7 Bf6 27.e3 e5–+]

24.Cc6 [Enfim a posição branca ganha sentido.

LV: a posição branca, talvez, sempre tenha tido sentido... Ao menos pela lógica distorcida e psicótica do El Debs - Está bem, está bem, não tinha não...].

24... Da8 [Natural, cravando, defendendo c6 e ativando a Tf8. Mas as vantagens pretas deste param por aqui, pois não há potencial de melhora em suas peças e o Bg5 só anda pelas casas pretas...Já as peças brancas tem potencial muito maior. 24...Df6 25.Dxd7 (25.h4 Bh6 26.Dxd7 Dxb2 27.Ce7+ Rh8 28.Dd8 g6) 25...Dxb2 E aqui as pretas tem um peão a mais, mas as brancas tem um certo domínio, devido a Tf8 passiva. Na prática, pretas notaram que Felipe entregou um peão, cedeu o par de bispos e depois deixou peça no ar para depois recuperar, não demonstrando medo de nada. Esta atitude incomoda bastante o adversário, pois ele tem dificuldades em avaliar as posições, pois sabe que seu rival , que aparenta ser “insano e destemido”, sempre vai gostar das suas posições resultantes onde há certa "quizumba".

LV: A melhor seqüência de comentários do ano (2008) no xadrez brasileiro. Vamos por partes:

1°) "entregou um peão"+"cedeu o par de bispos"+"deixou peças no ar" = "demonstrando medo de nada". Em suma: vai jogando por rumo e aos "trupicões". Vale a máxima: Deus ajuda as crianças, os bêbados e os ignorantes)

2°) "Esta atitude incomoda bastante o adversário". Traduzindo: O adversário pensa: "que raios de @#$¨&* esse capivara está fazendo?! Tenha dó..."

3°) "Insano e Destemido". Insando e destemido... INSANO E DESTEMIDO! A melhor, disparada!, definição que já ouvi sobre o estilo do Felipe. Simplesmente Genial. Traduzindo: completamente louco e desbaratado. Non sense!

4°) 'Quizumba"! Eis a chave d'ouro do soneto! Em suma: só restava tentar enrolar... E deu certo!]

25.Dxd7 Tc8 26.Td6 g6 [Quando não se tem o que fazer, a tendência é piorar aos poucos. 27.e4!± ameaçando isolar o Bg5 do jogo].

27... Tf8 28.e5! [28.f4 Bf6 29.e5 Bg7 30.Rh3 Seria possível mas pouco objetivo, além de deixar o rei em temas de perpétuo mais tarde.]

28... Bc1 29.f3! [Muito objetivo e bem calculado!! Brancas invadem território preto via sétima e casa d8].

29... Bxb2 30.Dc7! Rg7 31.Td7 g5 [desespero

L.V. "Ai, aiai, aiaiai... Tá chegando a hora... O dia já vem raiando, meu bem! E eu tenho que ir embora..."]

32.Cd8+- Rg6 33.Dc2+ Rh6 34.Cxf7+ 1–0

Para fechar, os presentes que recebemos do mestre El Debs (o que a delegação brasileira há de ter pensando sobre nós?);




















1°) Vodka com erva tropical exótica para o Vivaldinho;
2°) Absinto (70% álcool), para o Frare;
3°) Gold Label, 18 anos, para o Vivaldão.

Presentes curiosos...
Bem, é isso. Parabéns, Felipe, pelas normas! E parabéns para toda a delegação brasileira - masculina e feminina!

Abraço!