terça-feira, 15 de julho de 2008

FECHAMOS PARA BALANÇO.

NOSSOS TÉCNICOS JÁ ESTÃO EMPENHADOS EM SOLUCIONAR OS PROBLEMAS FÍSICOS, MENTAIS E ESPIRITUAIS QUE HORA ABUNDAM EM NOSSA CARCAÇA CARCOMIDA E DECADENTE.

ESPERAMOS VOLTAR (OU NÃO?) A NOSSA GRADE NORMAL DE PROGRAMAÇÃO DENTRO EM BREVE.

OBRIGADO PELA COMPREENSÃO.

"Lembra-te de esquecer". (Immanuel Kant, filósofo alemão)

domingo, 29 de junho de 2008

Torneio 21´ minutos - Bariri (Um longo mês depois...)

Sim! Acreditem! Voltamos (diretamente das profundezas!?).

Depois de uma cobertura de relativo sucesso sobre o Internacional Mário Covas, em Santos, o Sacrossanto reino do Xadrez De-Pressão entrou em recesso parlamentar de 1 (um) mês. O motivo não poderia ser mais simples: Além das comemorações bacantes doravante as conquistas de nosso amigo Felipe El Debs, vulgo "Pelúcius", que outorgou sua tão merecida norma de MI (e não, eu não direi "PQP! Finalmente!"), várias atividades acadêmicas me conduziram a entrar em um longo período de hibernação enxadrística, e por que não?, social, religiosa e política.

O semestre, acreditem!, ainda não acabou para mim, mas como já passeio pelos corredores da faculdade sentindo uma vontade de mandar tudo para o espaço e ninguém se agüenta mais: Os alunos não agüentam os professores que não alguém os outros professores e os próprios alunos não mais se agüentam. Então, resolvi dar um tempo, negociado com minha consciência, e postar aqui.

O Assunto não poderia ser outro: Felipe de Cresce (já peceberam como esse "decresce" é uma cacofonia curiosa?) El Debs ficou em segundo, empatado com Marcel Heimar ("heeeiimaaaar") na 11ª etapa 21´ minutos na cidade de Bariri (Domingo -29/06). Pelos motivos já apontados lá em cima, não pude comparecer ao evento. Portanto, tenho pouco (na verdade NADA) para dizer sobre o mesmo. Contudo, deixo dois adendos:

1) A classificação foi:

1°)Marcel Heimar (heeeeimaaaar)
2°)Felipe El Debs
3°)...
4°)...
5°)Eugênio Albaneze (EUgênio)
... Ad Infinitum

Pois é, ainda não consta na FPX, muito menos no Clube de Xadrez, o resultado final do torneio (daí as palavras proféticas -ou não- de Sérgio, o Bombeiro: "Não estão atualizando o 21´");

2) Quem quiser saber de histórias, curiosidades, músicas e afins, sobre o torneio de Bariri, por favor acesse o site do pessoal de São Carlos, o famoso EXCLAMA! blog parceiro do Xadrez De-Pressão e que é "capitaneado" pelo senhor Marcel Heimar (enxadrísta, capitão, futuro engenheiro de produção -?!- e numerólogo).

Bem, é isso aí.

Antes de terminar essa postagem é necessário deixar algumas saudações:

- grande abraço ao garoto Arthur, do Espírito Santos, quer dizer, Paraíba, terra do poeta Augusto dos Anjos, que sempre está me convidando para bater uns ping´s e eu quase sempre NÃO aceito. É a correria meu filho! Na próxima, com certeza!;

- Ao meu primo/sobrinho Vitor que eu AINDA não conheço (Filho do casal pop/rock Wanessa e Fernando. Já passaram quase 6 meses do nascimento do jovem mancebo... Não é?!). Contudo, prometo: Na formatura do gúri, quando chegar um velho careca, de óculos, cara de bobo, e der uma abraço nele: familiares, não se assustem! Serei eu... (e o menino levará a "doença" da família: VAI SER SANTISTA!);

- Falando em Santos, mas especificamente no time de futebol do Santos, deixo um aviso: A INVEJA É UMA M*. Não vamos cair só por que o Timão caiu, certo?! Cuca?! Tenha dó, preferia o Visconde de Sabugosa (que aliás, morreu esses dias);

- Ao corajoso time de Futebol da Rússia (vide foto) que jogou muito na EuroCopa 2008! Tenho certeza que alguém naquele time tem lá sua norma de MI;

(alguns da foto, evidentemente, não são Russos. É a festa do Futebol)


- As aulas de Psicologia da Educação e que bem poderiam ter sido Psicodelia da Educação;

- Aos professores do Estado de São Paulo: PAREM COM A GREVE!;

- Ao MI Krikor e ao seu blog que, durante algum tempo, por falta de um endereço do Xadrez De-Pressão, tínhamos DOIS link´s para o Xadrez De-Pressão!,

- Um abraço especial ao mitológico aniversariante de hoje (02/07), o senhor JOCA, vulgo Joaquim de Deus, figura impar (e par) do xadrez paulista e, quiçá, brasileiro!;

- Ao fantástico time do Sport, em especial ao excelentíssimo senhor Carlinhos Bala (Ei, Duga?!Seleção!);

- Ao amigo Paulo Mendonça, obrigado pelo livro!;

- A Taís Julião (Que sabe Deus por onde vai jogar);

Posteriormente, faremos algumas mudanças aqui. Todavia, tudo será esclarecido adiante. Sem mais por hora,

Forte Abraço.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Festival Santista de Xadrez- Mário Covas, 9° Rodada (Final)

Último dia. Última rodada. Últimos comprimidos (ou não)!

A rodada do dia 25 de Maio, domingo, para quem acompanhou, sabe que começou às 10 horas da manhã. Isso Mesmo! 10 DA MANHÃ! E uma coisa dessas só me faz lembrar mais uma vez o axioma máximo do pessoal de Rio Preto, que diz: “Xadrez é bom à tarde... E de Brancas!”. Nada mais sintético e verdadeiro!

Os 15 minutos que separaram o meu acordar e o iniciar das partidas simplesmente inexistem na minha memória. Lembro-me vagamente de ser acordado com os dizeres “Vivaldo, a rodada já começou e você está atrasado”. Depois disso, tudo paira em névoa... Aos poucos me dei conta que já estava em pé, vestido (que sorte!?) e anotando as partidas para passar na internet. E o mais curioso: O Krikor chegou até a me confundir, no abrir da porta, com o GM Zambrana que ainda não tinha chegado (pelo menos não era só eu que estava atrasado). Nesse meio tempo me dei conta que nem sequer tinha reparado na partida do Felipe, que estava jogando de Brancas contra o GM Rafael Leitão. Bom, não era de tarde, mas era de brancas! Rapidamente, pelo que vi, estava tudo bem... Além do mais, qualquer resultado estava de bom tamanho: o filme já tinha terminado para o nosso amigo e aquilo ali eram somente os créditos finais... (!?)

Passado mais algum tempo, o salão já nutria certa inquietação devido à ausência do MI Perdomo (jogando no Regina Helena) e do GM Zambrana (no Mário Covas, que jogaria contra o MI Krikor. Entendeu, agora, o porquê da confusão lá em cima?). Bom, sobrou para eu ir atrás dos figuras.
Mas não foi difícil: eles ainda estavam no quarto, dormindo. Tinham perdido a hora! (E como diria um professor de química que eu tive, que sempre me fazia o favor de me trazer de volta para o mundo real qundo eu resolvi descansar a cabeça literalmente em cima dos livros: “O Sono é o prenúncio da Morte, Shakespeare!”). A Justificava dos mestres, por outro lado, foi mais simples: eles não tinham despertador. Bem que eles podiam ter ligado na recepção do hotel e ter pedido para serem acordados, mas tudo bem... O importante foi que consegui resgatar os “maestros” e trazê-los dos braços de Morpheus ainda a tempo. As caras de sono (ou o boné para disfarçar a correria, no caso do MI Perdomo) não estavam nada demais (até por que eu também estava do mesmíssimo jeito).

No pairar de alguns minutos de tranqüilidade no salão, entre passar as partidas e arrumar as malas para liberar o quarto, além das conversas esporádicas com o Felipe (que estava muito sossegado, pois jogar sem pressão é outra coisa) me deparei com a necessidade de tomar mais um dos meus comprimidos. Peguei um copo de água, joguei o comprimido dentro (pois era para ele ser diluído), deixei na mesinha onde estavam os chocolates e sai para as partidas. Na volta, quando peguei no copo, cadê o comprimido? E a água? Sumiu. Perguntei para quem estava ali perto e ninguém soube responder. Na hora não liguei muito, mas depois pairou a dúvida: “Será que alguém teria bebido o comprimido?”. Entre a indignação, e a vergonha, preferi não comentar nada... Até por que, eu não deveria ter deixando o copo ali. Mas fica o recado: se alguém lá do salão, bebeu uma água que estava meio doce, parabéns: Você tomou um fantástico comprimido de Fenaflan!

Voltando as partidas da última rodada (se é que é possível volta para um assunto que eu nem comecei), além do interesse sobre a partida de meu companheiro de equipe, Felipe, mais duas me interessaram: a do MI Krikor, que estava de negras, contra o GM Zambrana. Quem diria: uma Dragão. Em 2001, quando eu vi o Felipe pela primeira vez, e mais ou menos na mesma época o Krikor, eles ainda jogavam Dragão. Pois é... Bons tempos! (Até eu jogava Dragão! Bem que nesse caso, o interesse é nenhum...). A outra partida de grande curiosidade era a do GM Fier e a do MI Di Berardino. Fier, com um fantástico 8 em 8, conseguiria 100%?!

Krikor venceu. E a quem interessar possa, visite o blog do MI e veja algumas análises da partida. Por trás de um passado de Dragão do MI Brasileiro, também existia Radjabov, Karjakin, Grischuk e um leve cheiro de clorofórmio...

Já o campeão do Regina Helena, o GM Fier, não teve tanta sorte assim e acabou tendo a sua atuação fantástica parada pelo MI Diego “Acabo com a Graça, Mesxmu Meumão” Di Berardino. Mas perdendo ou ganhando, abstraindo na vida ou no tabuleiro, “Fier é Fier” (Sem intrigas, senhor Marra!). E com certeza essa atuação será lembrada pela posteridade (e, claro, pela musiquinha do PodCastle do Sigrist, mesmo sem o Fier aparentemente não conhecer: “Fier, Fier, Fier, oh, oh, ho!”).

Deixando de lado os outros atores do espetáculo, voltemos ao caso clínico do MF (agora MI! PQP! Finalmente! – nunca é demais lembrar) El Debs. No meio da rodada, em uma de minhas conversas com ele, resolvi perguntar o que ele tinha jogado já em uma “posição X”. A resposta foi um pouco “estranha” para os seus padrões: g4. É nessas horas que passa um filme em nossa cabeça... Quem diria que aquele menino bobo, que cresceu e virou MF, (e continuou meio bobo), que tentava vencer seus adversários com o “mal do século” (o tédio) estaria agora jogando pra frente? Pois é... Mas o mais surpreendente ainda estaria por vir: Felipe chegou mesmo a recusar empate (e isso ainda vai render mais pano pra manga: lembram da máxima do Leomar Borges?)!

DUAS RECUSAS DE EMPATE EM UM ÚNICO TORNEIO! É praticamente como o cometa Harley dar duas voltas seguidas na terra! Mais que isso: o cometa dar duas voltas seguidas e CAIR NA TERRA! Por que o Felipe ganhou a partida!

Só duas palavras para isso: IM-PRESSIONANTE!

Será que o recém chegado título de MI criou anti-corpos contra a reação adversa ocorrida na primeira recusa de empate, contra o MI Flores?! Pois dessa vez ele ficou impoluto e o mais importante: não abriu a boca para recusar! Simplesmente jogou... Melhor assim, Felipe! Melhor assim!

Segue os resultados da rodada:

9ª Rodada/Ronda/Round - 25/05/2008

Felipe El Debs 1 X 0 Rafael Leitão
Sandro Mareco 0,5 X 0,5 Gilberto Milos (Mareco fez sua segunda norma de GM)
Dan Cramling 1 X 0 Jose Cubas
Mauricio Flores Rios 0,5 X 0,5 Luis Coelho
Oswaldo Zambrana 0 X 1 Krikor Mekhitarian

Terminadas as partidas, e o torneio, tivemos a premiação (apesar de alguns mestres já terem ido embora): Fier campeão no Regina Helena e Gilberto Milos campeão no Mário Covas. E depois o mais difícil: arrumar o salão... E pegar as malas e dar a última olhada no corredor do “O Iluminado”. (reintero: Hotel Atlântico e não Hotel Nacional!).

Arrumada a carona para subir a serra (iríamos com o Salama, dirigindo, e com o André Diamant), tivemos uma rápida passagem no McDonald´s. E uma constatação: você nota que está ficando velho quando não consegue mais acompanhar as novidades do McDonald´s e acaba sempre pedindo a mesma coisa (ah! O bom, velho, e infalível, Quarteirão...).

Depois das despedidas, abraços e tudo mais, pé na estrada. Ou quase... Já perto de São Bernardo do Campo (e quando eu comecei a ensaiar um belo cochilo – sem ouvir o Salama e o Diamant tocando umas músicas que faço por bem não citar) o carro pára. Juro que tentei ficar quieto e fingir que não era comigo. Mas não deu certo... O carro começou a soltar uma fumaça do caramba... Conversamos com uns guardas e, depois da aula de mecânica -provavelmente tinha faltado água!- conseguimos chamar o reboque da seguradora. Nessa brincadeira perdemos mais ou menos umas duas horas. Um olhando pra cara do outro, comendo as bolachas que o cara do guincho trouxe e esperando o táxi chegar...

É, bem dizia o Leomar: “Não aceitar empate dá azar”. Mas o Felipe parecia não estar nem aí... Contando que saímos de Santos umas 4, ou 5, da tarde, fomos chegar em São Paulo, na casa do Vivaldão, meu irmão, umas 9 da noite. Demoramos já dentro de São Paulo também, pois estava havendo uma passeata... E como diria o Stanislaw Ponte Preta: “O terceiro sexo já está quase em segundo”.

Pois é. Esta foi a cobertura, in locu, do Festival Santista de Xadrez pelo Xadrez De-Pressão.

Queria deixar um abraço para todos os participantes e principalmente pra o pessoal da arbitragem: agora eu sei o quanto esses caras ralam!

Um grande abraço para todos que acompanharam e comentaram (os comentários são muito importantes!):

Taís Julião (sim! ela mesma!), Eduardo Marra (sem intrigas!), Darcy, Mário Sérgio (de Minas), Bruno Rogani (de São Carlos), Roberto (de Sorocaba), Marcel Heimar (observador perspicaz), Felipe Guerra (PQP de roda!), Ruber Ladeira (de Minas, mais especificamente de Varginha!).

E não poderia deixar de falar: desculpe pela demora nas postagens e pelos erros (e até por algumas brincadeiras). Mas a pressa e a correria, aliadas as “particularidades modernas”, acabam atrasando, e atrapalhando, um pouco as coisas.

Parabéns MI (PQP! Finalmente!- nunca é demais lembrar) Felipe De Cresce El Debs.

Por fim, como diria o Ramón (e o Geraldo Vandré): “A vida não se resume a Festivais”...

(PS: Mas já dá um bom rascunho, ou torneio!).

Grande Abraço!

Links úteis:
Blog do Fier
Blog do Krikor
Boletins do Coelho
PodCastle (Sigrist)
Site da FPX

terça-feira, 27 de maio de 2008

Festival Santista de Xadrez (enquanto isso) - Lápide para Felipe El Debs.


FELIPE DE CRESCE EL DEBS- MESTRE INTERNACIONAL BRASILEIRO

(Em tempo:
Lá.pi.de f. 1. Pedra com inscrição para comemorar qualquer acontecimento. 2. Lousa tumular. Var.: lápida.).

Festival Santista de Xadrez- Mário Covas, 8° Rodada

Duas horas da manhã do dia 25 de Maio de 2008.

A última rodada do Internacional Mário Covas começa exatamente daqui a oito horas.
Escrevo este post ainda no calor do dia anterior, 24 de Maio. Estou cansado e com muito sono.

Contudo, uma Força ainda me demove a apatia que poderia tomar conta de meu esqueleto esquálido, e já um tanto torto, e faz com que eu erga em riste “a pena” e contorne mais uma vez a “folha” com este meu verbo gasto, e tantas vezes corrompido, pelo doloroso choque gerado pelo “lutar com as palavras”. Contudo: “lutamos/mal rompe a manhã”. Seguindo esta regra a risca, cá estou...

E falta-me, principalmente hoje, talvez, as palavras e as lembranças precisas sobre o memorável (paradoxal, hein?!) dia 24 de maio de 2008. Mas, quem sabe, talvez seja melhor assim: o que a história esquecer a lenda se ocupará em lembrar. Bem, vamos lá. O dia começou como outro qualquer. Talvez, a única diferença tenha ocorrido no fato que consegui acordar mais cedo e tomar o café da manhã. Sigrist, Salama (aliás, aniversariante do dia!) e Felipe. Diego, provavelmente tentando escapar da discussão da noite anterior, se isolou em uma mesa 200 metros da nossa. Mas logo ele retornou...

Feito o café da manhã, em seguida, o pessoal da arbitragem começou a preparar um outro salão de jogos para realizar a nona etapa do circuito 21` da Federação Paulista. Vale lembrar a observação do Sigrist:

- “É preciso, na organização das mesas do torneio, manter a salutar ergonomia (ou ergonometria) de suas disposições”.

E terminada essa tarefa, nada de almoçar esfiras dessa vez: uma comida rápida, e leve, no Shopping, e logo já estávamos (eu e o Felipe) de volta ao hotel: eu para começar a agilizar o 21´ minutos e ele para tentar preparar alguma coisa para sua partida com o GM Gilberto Millos e, na medida do possível, descansar (ou assistir o Chaves junto com o Mestre Herman, como aconteceu algumas vezes).

E essa foi à última vez que vi Felipe antes da penúltima rodada do Internacional Mário Covas (pois, como já disse, fiquei ajudando no 21 minutos que estava acontecendo no mesmo Hotel Atlântico - e não Nacional, como eu andei escrevendo. Desculpem. É o costume). Enquanto fiquei lá, no 21´, e mais uma vez com um belo ar condicionado na cara, vez o outra abria o visor de partidas ao vivo dos Internacionais e olhava o que estava acontecendo (além de encher a paciência do Sigrist no msn perguntando). Consegui até, algumas vezes, escapar e ir ao salão dos Internacionais e dar uma olhada na partida do Felipe. A primeira impressão que tive foi que o Felipe teria tomado um pequeno drible na abertura, mas nada demais. Depois, percebi que a posição estava ficando inferior e, por fim, a última coisa que me consigo lembrar sobre a partida em si, é de ter olhado para o belo cavalo instalado comodamente em a8 (!) e pensar “Que Bonito”...

“Haaaaaaja Coração!”

E assim o tempo foi passando... Aos poucos as partidas dos internacionais foram terminando e cada mestre que subia para ver o 21 eu perguntava como estava o MF El Debs. A opinião era geral: O Felipe estava inferior. Eis que, de repente, “Não mais que de repente”, irrompe o salão do 21´o já famoso Christian van Riemsdijk, conhecido aqui em Matão como Quinto Elemento, e branda aos quatro ventos (não só respondendo o que vocês já devem ter imaginado o que eu perguntei, mas praticamente anunciando para todos os presentes): o FELIPE EMPATOU. É aqui que termina a história e começa a lenda:

FELIPE DE CRESCE EL DEBS (nome científico Maestrum Maximmuns Pelúcius) É (finalmente! PQP!) O MAIS NOVO (e mais peludo) MESTRE INTERNACIONAL DO BRASIL!

Depois de uma longa luta Em Busca da Norma Perdida (pois essa seria a “quarta” norma senão tivesse ocorrido um problema com seu primeiro filme, digo, norma) e passar por um verdadeiro Templo da Perdição (pois várias outras oportunidades escaparam) nosso amigo Felipe finalmente chegou, em sua Última Cruzada, e arrematou o Reino da Titulação Internacional. Sim! Mais um MI! É o Felipe! É de Matão! E é do Brasil!

O Salão todo do 21´, anteriormente estremecido, logo retornou para o seu costumas “zunzunzun” na espera de mais uma rodada. E aos poucos, antes do inicio da rodada, o que em princípio foi recebido com até certo descaso, ou incompreensão, foi se espalhando e tomando vida própria. No final das contas, estávamos pedindo para os jogadores sentarem (e implicitamente parassem de comentar sobre o mais novo “MI do Brasil”). Nesse meio tempo eu tentei procurar o Felipe, mas não encontrei. Será que ele teria ido pular no mar?! Confesso que cheguei até em ficar preocupado, mas logo depois desencanei: Ele sabia nadar.

No finalzinho do 21´, sorrateiramente, Felipe apareceu. A conversa que tive com ele foi rápida e altamente significativa:

“- ... (silêncio. Mantive a seriedade que o ambiente exigia. Ainda havia partidas!)
- Eu também não entendi direito o que aconteceu (e precisa dizer mais alguma coisa?).
- É nóis! (precisa!)."


Terminada as rodadas nos internacionais, e do torneio 21´ (que teve Perdomo campeã e Martinez em segundo), e agraciando o MI Felipe pela última norma (PQP! FINALMENTE! – nunca é demais lembrar) reunimos uma galera para um bom jantar em um dos restaurantes BA-RA-TOS (como saliente o Christian, não sei por que) que existem ali perto do hotel Atlântico. Christian, Patrícia (recém chegada), Herman, Sigrist, Salama, Felipe, Diego e eu.

A missão estava cumprida. E agora?

8ª Rodada/Ronda/Round - 24/05/2008

Rafael Leitão 0,5 X 0,5 Oswaldo Zambrana
Krikor Mekhitarian 0,5 X 0,5 Mauricio Flores Rios
Luis Coelho 0 X 1 Dan Cramling
Jose Cubas 0 X 1 Sandro Mareco
Gilberto Milos 0,5 X 0,5 Felipe El Debs

domingo, 25 de maio de 2008

Festival Santista de Xadrez- Mário Covas, SÉTIMA rodada

Cá estamos novamente “Longe Demais das Capitais” (como repete sem parar o Sigrist) com mais um boletim/post super pontual, apesar da intriga da oposição, e com notícias em primeiríssima mão. Antes de irmos aos comentários das rodadas é importante esclarecer algumas coisas que não se enquadrariam simplesmente em um dia, pois ou são comentários (in)relevantes e altamente tendenciosos ou mesmo fatos perdidos no espaço-tempo (mentira: eu é que não lembro se aconteceu ontem ou hoje... Mas já explico porque).

Vamos lá: Estou melhorando consideravelmente a minha interação social: já é possível rascunhar algumas linhas com Felipe jogando Copas, Salama tocando Lulu Santos e Sigrist reclamando de tudo e dizendo que está se sentindo dentro de um episódio de Seinfeld.

Eu, por outro lado, toda vez que passeio pelos corredores entre os quartos do Hotel Nacional me sinto dentro do filme O Iluminado na sua versão de 1980. Os corredores são bem grande e ao final uma porta, em meia luz, que parece que a qualquer momento vai ser estourada a golpes de machadadas, e de onde a cara do Jack Nicholson irá pular insanamente através dela.

E já que a idéia é comparar (e tivemos uma interessante experiência nessa área) vamos comparar: Isso aqui já está parecendo Big Bhother. Todo dia as mesmas pessoas e as mesmas esfiras... E mais que isso (para o bem ou para o mal): a descoberta de alguma paranóia de seu colega de quarto ou de qualquer outro maluco que esteja aqui. E é por isso que algumas coisas se confundem: É tanta maluquice (algumas tão pesadamente rotineiras e outras tão completamente non-sense) que a gente vai perdendo um pouco a noção dos dias e dos acontecimentos em si... E eu só me lembro de dois lugares assim (onde a loucura é adquirida pela confusão no descarrilamento da engrenagem do tempo): o BBB (já citado aqui- Aliás, o Andrés Rodrigues já foi o primeiro eliminado!) e a ilha de LOST. Bem, na praia nós já estamos... E pelo menos eu e o Felipe não sabemos como sair (voltar) daqui. Além do que, o que some de coisas aqui é um negócio IM-PRESSIONANTE (é, assim mesmo, com duas palavras). O que falar sobre isso?! AVE...LINO! (preciso dizer mais alguma coisa?).

Mas chega de loucura. Vamos as rodadas!

A quinta-feira começou de maneira tranqüila...Aliás, ela continuou assim: Acordar tarde, almoçar esfiras, dormir e, aí sim, ir para as rodadas, mas já com um programa para a noite: assistir o herói que permeou a vida de vários filhos da geração Coca-Cola (inclusive a minha): Indiana Jones – E o Reino da Caveira de Cristal. Bom, mas isso foi depois. Primeiros as partidas:

Nosso combatente (não leve o termo tão ao pé da letra) Felipe El Debs, continuou firme em busca da sua última, e definitiva, norma de MI. Além do Troféu Peter Leko (idéia do Sigrist). Jogando contra o MI Cubas, nosso peludo amigo (assistam no cinema Panda Ninja) freiou as pretensões bélicas do MI e ainda arrancou um elogio do mestre Herman: “Quando esse menino joga para empatar ele é um monstro!”. Pois é... E assim foi. TABLAS. Nessa rodada o salão foi animado nem tanto pela equipe da rede Record de televisão, mas pelo simpático MF Eduardo Marra, atual PopStar do poker brasileiro ( e fiscal de atualizações nos post’s da galera do torneio. Ei-la!).
Entretanto, o melhor veio depois da rodada, que foi a ida ao cinema para assistirmos ao filme do velho Indy. Participou dessa empreitada: Eu, El Debs, Di Berardino, Sigrist e André Salama.

Comentário do Filme (momento José Wilker):

“Último filme do já lendário herói Indiana Jones, brilhantemente imortalizado por Harrison Ford , que tem como título Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal,
consegue abarcar, em um primeiro momento, toda a nostalgia de quem vivenciou os três filmes da série. Percebemos que o herói não sofre nenhuma mudança drástica (a não ser a idade, mas essa não é nem mesmo citada) enquanto que seus vilões (que agoram são os russos) e sua ambientalização (a Guerra Fria) translada o herói para um novo universo: o dos espiões e das teorias de conspirações que pairam sobre o governo dos Estados Unidos. A trama, que ao começo surpreende e chega mesmo a estigar o espectador para saber mais e mais sobre ela, vai se perdendo na falta daquelas ‘tiradas genias’ que não vem (marca registrado do terceiro filme, Indiana Jones e a Última Cruzada- particularmente o melhor) e a algumas cenas um tanto quanto exageradas (mesmo para os padrões Spielberg ). Acredito que o maior pecado do filme foi a (des)união entre o novo e o velho, entre a tradição que o herói encerra e as propostas que nosso `mundo atual` poderia oferecer. Nota-se que no filme as partes acabam se tornando distoantes do todo, pois uma parte peca demais pela tradição e outra pela modernidade. No final, acho que o filme vale mais pelo herói do que pela história em si - que poderia bem ter tomado outros caminhos na trama, ou seja, algo que fosse mais próximo do que estávamos acostumados na série: o mistério e o `fantástico verossímil` que causa mais o estranhamento do que o espanto. Pode até não convencer, mas também não assusta (o que não é o caso do filme). Nota 6,0.”.


Não vou contar o filme todo aqui, muito menos o final, mas foi no mínimo bizarro três coisas sobre o mesmo:

- O trailler do filme Panda Ninja (que foi sugestionado que seria o Felipe);

- No meio do filme um dos personagens, que teria abandonado a escola, pois: “Lá eles só ensinavam coisas chatas, como esgrima e xadrez”. O que o pessoal do cinema diria se soubesse que eram aqueles idiotas que riram bem alto nessa hora?!

- A volta e o jantar que contou com uma calorosa discussão entre eu, Felipe e Sigrist sobre a concepção de “ser fã” ou de apenas “gostar” de uma banda (ou alguma coisa). E tudo isso por causa do famoso “toca Raúúúúúl”. Não vou transcrever aqui as teses por que aquela discussão não tinha o menor cabimento! (e todos estávamos insuportavelmente sóbrios. De verdade!).

Próximo Post oitava rodada. E a aventura segue “Eldebiano Jones e a Penúltima Cruzada”

Segue os resultados da sétima rodada:

7ª Rodada/Ronda/Round - 23/05/2008

Gilberto Milos 0,5 X 0,5 Rafael Leitão
Felipe El Debs 0,5 X 0,5 Jose Cubas
Sandro Mareco 1 X 0 Luis Coelho
Dan Cramling 0,5 X 0,5 Krikor Mekhitarian
Mauricio Flores Rios 1 X 0 Oswaldo Zambrana

(Para não dizer que eu não falei das Flores, falo do MI Flores, que conseguiu sua primeira vitória contra o GM Oswaldo Zambrana!).

Até mais!

Forte Abraço!

(como sempre: desculpem os errinhos! É a correria!).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Festival Santista de Xadrez- Mário Covas, QUINTA e SEXTA rodadas

Seguindo nossa já costumás cobertura um tanto quanto preguiçosa, pois despretenciosa, sobre os internacionais Mário Covas (principalmente) e Regina Helena (secundariamente), cá estamos, mais uma vez, para falarmos (quase) tudo que aconteceu (ou não) aqui no litoral.

Traçando uma lógica mais ou menos cronológica acerca dos fatos, comecemos pela quarta-feira que se iniciou apenas depois das treze horas, e trinta minutos, da tarde (ao menos para mim). A culpa foi minha eterna gripe praieira que sempre me persegue quando venho para Santos nessa época do ano (Fizemos, praticamente, um ano de nossa união simbiôntica este mês. Mais romantismo impossível). Devido a este meu estado de hibernação, não pude observar, e muito menos participar, da pelada que ouve entre os mestres e alguns integrantes da arbitragem. Mas pelo que fiquei sabendo o time campeão (tanto moralmente, como “fisicamente”) foi: Ramón, o Carrasco; Christian; Fier e Carolina Luján. Mais detalhes perguntem aos participantes do torneio e alguns outros personagens que participaram dessa pelada (teria sido o outro time?): Krikor; Cubas; Cramiling; Axel; Diego.

Pois bem. Depois de meu descanso (que sacrificou também o café da manhã do hotel Atlântico, que é muito bom, mas teve como compensação uma leve movimentação de meus anti-corpos que resolveram dar algum sinal de vida) tive uma aparente melhora, mas não muita, pois durante a quarta rodada lá estava eu novamente dentro do salão de jogos e com o maldito ar condicionado ligado. Va bene, Pazienza... Até porque chegou para nos auxiliar na arbitragem André Salama, mais conhecido como Topalov. Tentarei colocar uma foto para uma análise de vocês.

Nesse dia dois fatos preocupavam nosso amigo MF Felipe El Debs: A partida com o MI Krikor e aonde assistir o jogo entre São Paulo e Fluminense. A primeira fase foi resolvida com relativo sucesso pelo nosso amigo MF. A obstinação do Felipe é algo impressionante: quando ele coloca na cabeça que não vai perder ele não perde. Mas o problema de tanta perseverança é que ele acaba esquecendo de ganhar. Por isso, mas uma vez, nosso garoto manteve sua invencibilidade (e, por que não?, invunerabilidade) frente as inúmeras tentativas de cair em tentação novamente e jogar mais um vez pra ganhar.

Mas o fato mais curioso foi a aparição de um russo (!!!) no salão de jogos querendo participar do torneio. Em uma rápida conversa com Sigrist, nosso ilustre visitante disse não ser grande coisa e até mesmo confundiu “ranting/elo” com “level”. Bem, acredito que uma coisa é um brasileiro dizer que não sabe jogar xadrez direito e outra um russo dizer. Tem que ficar com o pé atrás com esses caras. Lembrem-se do que aconteceu com o Napoleão e com o Hitler... Bem, talvez o tal russo apareça no torneio 21` minutos do sábado e então vamos descobrir o quanto ele “não sabe jogar xadrez”...

Bem, mas mudando de assunto, nem só de empates vive o esporte...

Logo após a rodada, junto com Carlos Aberto “Zen” Sega e Leonardo Bispo (aquele que: “Já é mascarado sendo bispo, imagina se fosse torre!”), encontramos um belo bar para a assistir o clássico entre os tricolores. A princípio custamos a demonstrar nossa torcida (devido ao número de São Paulistas no bar). Mas logo após um gol do Fluminense, e comemoração de mais da metade do bar, nos rendemos a torcida incondicional ao graaaaaaaande Fluminense (assista: http://br.youtube.com/watch?v=x_IXBHVSjcQ) .

Contudo, nem tudo são Flores (Com exceção do sobrenome do jovem mestre chileno Maurício)...

Segue os resultados e a sugestação de consulta ao blogs/boletins dos mestres que estão disputando o torneio. Coelho com suas análises bem detalhadas, Krikor com seus títulos esclarecedores e Fier, bem... Fier, é o Fier.

5ª Rodada/Ronda/Round - 21/05/2008

Jose Cubas 0,5 X 0,5 Rafael Leitão
Gilberto Milos 1 X 0 Luis Coelho
Felipe El Debs 0,5 X 0,5 Krikor Mekhitarian
Sandro Mareco 0,5 X 0,5 Oswaldo Zambrana
Dan Cramling 1 X 0 Mauricio Flores Rios

Já a quinta-feira começou cedo para mim, André Salama, Sega e o Presidente Horácio, devido a um torneio escolar que iria ser realizado no feriado. Tudo ocorreu muito bem no torneio e é muito prazeroso ver quantas crianças praticam o xadrez “nessas bandas”. Independentemente de ser uma cidade grande, deu para perceber o trabalho que vem sendo construído nas escolas, sobretudo na iniciativa do MF Carlos Sega e do nosso presidente Horácio (os dois literalmente “colocando a mão na massa”). O Festival Santista de Xadrez, realmente, não poderia ter um outro nome, pois conseguiu abarcar não só o xadrez do mais alto nível, como também o xadrez escolar que é muitas vezes o primeiro contato da criança com esse universo incomensurável das 64 casas.

Passado o torneio escolar, e um rápido almoço, consegui finalmente pisar o pé na areia (pois é! Já faziam três dias que estava em Santos, e a mais ou menos trinta PASSOS da praia, e ainda não tinha sentido a “havaina” cheia de areia!). Abraço para o Vivaldão e suas pertinentes ligações e cobranças sobre atualizações deste blog.

Contudo, voltando ao torneio, bem... Adivinha o resultado do El Debs?! TABLAS! É muita solidez deste garoto... Dessa vez contra o MI Coelho (talvez desanimado pelo derrota do São Paulo). O destaque dessa rodada foi o tempo de reflexão que foi gasto pelo MI Krikor em um único lance (foi mais de UMA HORA) e a quase vitória do MI Cubas sobre o GM Gilberto Millos.

Logo depois da rodada tive o prazer de jantar ao lado de Krikor, Carolina, Fier, Di Berardino, Felipe e Millos e, logo após, já no hotel, assisitir ao jogo do Santos contra o América do México. Tirando os comentários cínicos do Sigrist, e a torcida descabida de algumas pessoas do recinto, no final o pior não foi nem a desclassificação do Santos, mas sim o diálogo que travei com o mestre Herman:

“- Pois é Mestre, um time que joga com MOLINA, no ATAQUE, não pode ganhar. Um cara que joga Caro-Kann e esqueminha não dá...
- É Léo, você perdeu um boa chance de ficar quieto”.


Sábia observação Mestre. O time perde, mas é melhor conservar o amigo. Aliás, vamos deixar o futebol de lado e voltando ao xadrez, começou nessa quinta-feira o Aberto de Varginha onde ele, MOLINA, mais conhecido como JUNIO, está participando. Fica nossa torcida ao amigo Molina e também ao amigo Ruber Ladeira que teve a coragem de colocar não só o endereço deste blog em sua coluna do jornal SUL DE MINAS como também transcrever a apresentação deste blog.

Bem, é isso aí.

Amanhã tem mais. Felipe e Cubas. Segue abaixo os resultados da sexta rodada.

Forte abraço!

(e mais uma vez desculpe pelos erros e pelo atraso em postar! Tudo se explicar se for olhado o horário em que está sendo postado esse texto...Imagine o sono que estou, ainda mais usando esse laptop de letra miúda...).

6ª Rodada/Ronda/Round - 22/05/2008

Rafael Leitão 1 X 0 Mauricio Flores Rios
Oswaldo Zambrana 0,5 X 0,5 Dan Cramling
Krikor Mekhitarian 0,5 X 0,5 Sandro Mareco
Luis Coelho 0,5 X 0,5 Felipe El Debs
Jose Cubas 0,5 X 0,5 Gilberto Milos