segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Feliz Aniversário, Xadrez De-Pressão!
O Xadrez De-Pressão felicita todos e, sobretudo, eu mesmo, pelo 1 (um) ano inteiro de total, e alucinante, inatividade completa!
PARABÉNS!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Simultânea do GM Gilberto Milos no Sesc São Carlos - dois empates Matonenses!
Cinco matonenses participaram da prova: Rafael "Alemão" Masselani; Luis Antônio "Santo" Pereira; Fabrício Ricardo "Fischer" - o atual presidente do Clube de Xadrez de Matão; Filipe Guerra e Reginaldo "Jones" Albano (seguem na ordem da foto, pulando o simultanista, evidentemente).
(Matonenses com o GM Gilberto Milos - dois empates)Parabéns ao SESC São Carlos pela iniciativa (especialmente a pessoa do caríssimo amigo Marcel Heimar) e aos dois matonenses (Rafael e Fabrício) que conseguiram resistir!
Grande abraço!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (rodadas finais)
Não teve jeito: devido a correria que é normal a um torneio, e aos pedidos inumeráveis de fãs ávidos por notícias (total de 4 - uma era meu Pai, que só queria saber que hora vou chegar em casa), eis o Twitter do Xadrez De-Pressão:
http://twitter.com/XadrezDePressao
Grande abraço!
Brave New Word!
domingo, 6 de setembro de 2009
Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (3a rodada)
sábado, 5 de setembro de 2009
Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (2a rodada)
Emparceiramento da segunda rodada:
http://www.fpx.com.br/mostranw.asp?nwid=461
abraços!
(isso bem que poderia virar um Twitter! Vou pensar no assunto...)
Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana
Corre tudo bem (assim como ocorreu em minha viagem - afora o sertanejo que tive que aguentar e a roda do carro do Vidotão "pegando na lataria"... e mais Rafael "Alemão", Reginaldo "Jones" Albano e Filipe Guerra, de brinde) na primeira rodada do Torneio Aberto do Brasil "Dia da Independência" - que vai, justamente, até o fatídico feriado da referida data (como exemplo do bom andamento do Torneio, acaba de entregar o resultado da partida o mitológico Joaquim de Deus. E, sim. O Joca ganhou! - de outra lenda viva: o ribeirão pretano Edmur da Silva).
O torneio terá eu e o modesto (não, perdão, o Modesto não pode vir!) Alexandre Sigrist, como árbitros.
Sem mais, deixo o emparceiramento da primeira rodada (by o tecnólogo árbitro Sigrist-que tem um jogo de xadrez com os personagens d'OS SIMPSONS):
http://www.fpx.com.br/mostranw.asp?nwid=461
Até mais!
obs: Brasil 2 x 0 Argentina (Adriano e Luís Fabiano)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Campeonato Continental das Américas - final
Dos que comentaram, abraço especial (isso aqui está parecendo o Show da Xuxa!) para o Roberto, de Socorocaba (sempre acompanhando as peripécias do MI Felipe); Rodrigo (que não sei quem é mais comentou aqui e estava sofrendo por causa do estágio - então merece minhas considerações); Rafael Pimentel (sempre comentando os empates - alguns suados -, mas sem lembrar das vitórias - mas pelo menos ele não fala das derrotas); Tekinho (dispensa comentários: será que ele ainda se lembra que é o meu advogado?!); Salama (grande cobertura pelo blog Xadrez Amador); ao MI Resende (que deu uma passeada por lá!).
o link da classificação:
CLASSIFICAÇÃO
e um grande abraço para todos!
domingo, 2 de agosto de 2009
Campeonato Continental das Américas - última "ronda"
Ontem, Felipe empatou com o mestre canadense Ron Livshits - e assim pode gastar todo seu Inglês fluente. Marcel acabou perdendo pra a WGM Vivian Ramon e eu apesar de total descontentamento (e não só meu, mas também do meu "adversário" - ele! Gabriel Ricardo Salim Name!) pelo emparceiramento, acabei empatando (cumprindo a profecia do senhor Rafael Pimentel) - depois de mais de longas três horas de partida. Jogado? Sem dúvida! (e nota: a menos de um mês eu havia enfrentado o Gabriel nos Jogos Regionais!). Mas o melhor de tudo isso é que o Gabriel continua mantendo a minha mais sincera admiração. Ele segue a risca o ditado russo: "primeiro as peças, despois você!".
É isso. Marcel acordou às 6 da manhã para correr no parque e o El Debs as 9 para praticar Parkour. Eu apenas dormi.
Já estão me apressando novamente!
Até mais!
sábado, 1 de agosto de 2009
Campeonato Continental das Américas - penúltima rodada (algumas horas antes!)
Para os deuses as coisas são mais coisas.
Não mais longe eles veêm, mas mais claro
Na certa Natureza
E a contornada vida...
(Fernando Pessoa/Ricardo Reis)
Já disse mais de uma vez aqui e repito: "a ironia é o motor do mundo". Ouçam isso, meninos! Ouçam Isso! Faz uns 30 minutos que saiu o emparceiramento da décima rodada (a penúltima!) e meu nome lá estava, entrelaçado, a um dos mais de 200 e tantos jogadores do torneio... Entretanto, não era apenas "mais um dos tantos" jogadores. Os Deuses são caprichosos...
Alguns posts anteriores, para quem eu disse que retumbava toda a minha torcida?! - humana, e enxadristicamente, falando?!
(Deve constar mais um fato para minha teoria: uma de minhas diversões nesse torneio foi analisar as partidas dessa pessoa com a própria. Numa dessas análises o mestre Herman chegou perto de nós e perguntou: "Vocês jogaram?!". Ao qual replicamos em cumplicidade quase paternal: "Não, não...")
Campeonato Continental de Xadrez - mais outras tantas rodadas
Hoje, pela 9 rodada, eu, Felipe e Marcel Heimar perdemos - coisa que não acontecia desde... Desde do começo - e isso faz alguma diferença?! Claro que não.
Bem, mas vá lá: o que se vai fazer?! "Xadrez é bom à tarde... e de Brancas!" diz a sabedoria Rio-pretense...
Além do mais, depois que o Vivaldão deixou a casa para "garotada" demos uma baita (palavra curiosa!) festa ontem e estava todo mundo destruido... Calma, Vivaldão! É brincadeirinha...
Mas, falando em Rio Preto, abraço para o excelentíssimo senhor doutor Ramon Carrasco Júnior que 0ntem deu o ar da graça e também para o digníssimo senhor doutor Christian "Quinto Elemento" Riemdijk - que deu o ar da graça "antesdeontem" e ontem também.
(É verdade Vivaldão: Isso aqui está parecendo Twitter... Aliás, estamos com saudade de você! Seu rato de pelúcia mandou um beijo! já estou me acostumando mais a ele.)
Doravante, em se tratando de costumes, abro um desafio para as outras coberturas sobre continental (in loco ou não): QUEM CONSEGUE COLOCAR MAIS LINKS SOBRE O CONTINENTAL.
Por enquanto, o grande vitorioso, ao que parece, é o blog Clube de Xadrez de Guaíra na pessoa do excelentíssimo senhor doutor Rafael Pimentel (com todo respeito, claro, mas... Alguém aí confere se todos aqueles links contêm mesmo algo sobre o continental! Calma, Rafael... Brincadeira também...)
É isso aí. Mais uma rodada hoje! (o mestre El Debs, sabiamente, descansa na compania de Morpheus; Marcel assiste TV e eu... cogito ergo POSTO! - que exagero...)
Até mais!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Campeonato Continental de Xadrez - rodada 7
Voltando para a sétima rodada: Felipe obteve boa vitória contra o MF carioca Wagner Guimarães - com direito ao Felipe colocar a dama no buraco... E era bom! Eu acabei empatando com o Leomar Borges - a posição final é equilibrada (sem All IN, senhor Ramon).
Devo fazer uma retratação importante - sobre as minha(s) torcida(s). Segue o fato:
"WMF Vanessa Feliciano (ela responde de um jeitinho tão simples "'ganhei" que fico consternado)". VIVALDO, Leonardo in Torneio Continental das Américas - outras tantas rodadas. Xadrez De-Pressão, BlogSpoto, 2009.
Sabe lá Deus por que eu usei o adjetivo "consternado". A primeira teoria é que foi por influência de uma música do Chico Buarque:
"Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril"
A segunda é a mais plausível: evidentemente não sou eu quem fica consternado, mas os adversários dela...
Opa! Deu certo as fotos! Eis SP visto, praticamente, por cima (fotos by El Debs):
(não é a foto montagem do WTC.)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Campeonato Continental das Américas - Outras tantas rodadas...
GABRIEL RICARDO SALIM NAME!
Bem, é isso aí. Hoje o Felipe joga contra o carioca MF Wagner Guimarães e eu, ironia suprema, contra o MF Leomar Borges.Por fim, deixo algo, ou melhor, alguém, que me lembrei e que sempre me lembro quando a coisa não vai muito bem... Eu nem sou tão fã (talvez pelo simples fato da tradução acabar tirando um pouco a beleza da poesia - e meu inglês não conseguir suprir, ainda, as traduções) mas acho que a combinação poesia e destilados é tentadora na atual situação:
há coisas piores do que
estar só
mas costuma levar décadas
até que o percebamos
e frequentemente
quando o conseguimos
é demasiado tarde
e nada pior
do que
ser demasiado tarde.
(agora tenho que ir almoçar senão o Vivaldão e o Felipe me matam)
Abraços!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Campeonato Continental das Américas - várias rodadas...
Acabamos de chegar da quarta rodada e estamos preparando... O cinema para amanhã. Opções: Inimigo Público, A Proposta ou o novo do Harry Potter - esse só o Felipe quer ver... E ele não está brincando!
Descobri também que meu irmão ganhou um rato de pelúcia que deveria ser fofinho... Mas sei lá, ele me causa medo:
(Vivaldão e Felipe estão brigando por causa da poltrona - isso ainda é mais bizarro.)
Falando em descobertas, melhoras para o nosso campeão Felipe (não o El Debs - o Massa!).
Na terceira rodada exalto o empate do Feliposo contra o Leitão - minha derrota, e a derrota do Marcel - visitem o blog EXCLAMA! - passou desapercebidas (óbvio ululante)... Aliás, despercebidas até de nós mesmos (nem tão óbvio assim). E falando em nós mesmos, quarta rodada e eu e o Marcel tivemos que nos enfrentar. Empate de (in)comun (des)acordo - enquanto isso Felipe deixou de me vingar e empatou com o MI Leonardo Duarte.
Bem, é isso - ou nada disso - por enquanto. São Paulo vai fazendo um tempo agradável - frio, chuva, e um belo tempo sempre nublado.
Canseira e muito xadrez pela frente... Paciência e vamos se divertir (nada mais, nada menos). Falando em frente: Blog do Disconzi - aprenda a defender uma mesa com o GM Ehlvest!
Até mais!
sábado, 25 de julho de 2009
Campeonato Continental das Américas - primeira rodada
Campeonato Continental das Américas
Pela primeira vez pulando uma postagem (mas não esquecendo! Regionais Franca 2009!) cá estamos: Eu e Felipe El Debs rumo ao mundial!
Felipe está dizendo: Posta logo essa merda!
FALAREMOS DEPOIS!
Abraços!
Torneios AK Hold´em Club - Araraquara
Para a galeria de campeões, registro os dois campeões do primeiro, e segundo torneio, respectivamente:
- Marcel Heimar
- Silvio Shiroma
Sem muitas histórias, ou nenhuma história, mas está aqui registrado os torneios!
(posteriormente, tentarei achar a classificação dos dois torneios! E para não passar em branco, consultem - eu garanto!: http://exclamasanca.blogspot.com/2009/06/2-torneio-ak-holdem-club.html)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Inter Clubes 2009
Notícia de última hora! Matão é 3° lugar no Inter Clubes Paulista de Xadrez!
É, está certo... Não foi engraçado.
Pois é: cá estamos mais uma vez: desatualizados e, como começo acreditar, cada vez mais “desatualizantes” (o Word não reconheceu a palavra.)
Não podemos reclamar muito, pessoal. O mundo é isso: a novela da Record continua jogando cada vez mais mutantes na tela – a última que eu vi: um deles era o “derradeiro sobrevivente da cidade de Atlantes” e acabava tendo a Pedra Filosofal – é, eles tinham a Pedra Filosofal! – roubada (!) na escola (!!) onde estuda (!!!.); o time do Santos não segurou o Corinthians do Ronaldo (é complicado. Dou o braço a torcer: ele acaba pesando na balança); a Matonense se classificou para a 2° fase da A2 do Campeonato Paulista; O Michael Jackson morreu – e havia ingressos para o funeral. Aliás, agora as músicas dos Beatles voltaram para o Paul?!; Theo Beck(er) é o “maluco” do momento: Andressa, volta para ele!; Alguma Guerra importante fez 100 anos e será lembrada nos Vestibulares (que estão mudando). Dica: O Homem pisando na lua, logo, Guerra Fria!; O presidente, ou não, de Holduras, continua passeando por aí; tivemos mais uma continuação do Exterminador do Futuro (que só vai acabar quando aquilo tudo virar verdade... DE VERDADE). E é aí que eu queria chegar: cinema, ficção. Quem disse que a arte imita a vida?! Não seria a vida que imita a arte?!
Portanto, deixando aqui uma singela homenagem a sétima arte, vamos tentar fazer um flash-back sobre o que foi (ou deveria ter sido) o
- 28 de fevereiro e 1 de março (na Hebraica)
- 7 e 8 de março (no Esporte Clube Pinheiros)
Roteiro: Leonardo Vivaldo
Diretor de fotografia: Herman Claudius
Diretor de Arte: Fernando César Frare
Figurino: Felipe El Debs
Direção: Christian
Efeitos Especiais: Fernando Arrais
Edição: Eduard Marra de Tesoura
Produção: Mário Biava
Prólogo
A história começa com Fernando Frare e Leonardo Vivaldo dentro de um ônibus rumo a São Paulo. Eles pensam no curioso fato de dois “débeis mentais” (Vivaldão e El Debs) estarem esperando eles lá em SP. Contudo, durante as quase 5 horas de viagem, se deparam com a realidade: trabalho, faculdade, família, 5 horas de ônibus, trânsito, stress, fome, sono: eis o mundo em que resolveram entrar por livre e espontânea (de) pressão (?)... Em fim: quem eram os verdadeiros débeis?!
(nota: chegando no metrô República eles se deparam com a mesma cena do ano anterior: estavam quebrando, no mesmo lugar, com as mesmas britadeiras, e o mesmo som ensurdecedor, o mesmo piso do metrô. Ou é a reforma de piso mais longa da história do metrô ou eles estavam entrando em De Volta para o Futuro. Nem uma nem outra coisa: bem-vindo ao prefeito Kassab*.)
1° Rodada: Além da linha vermelha
1 Aramaçan A 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 ATC 2 3.0 x 1.0 Iniciantes
3 Circulo Militar "A" 0.5 x 3.5 Clube de Xadrez de Matão
4 CXS A 3.5 x 0.5 CXS B
Del Bosco 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
El Debs 1 x Charles Man de Toledo
Da Mata 0 x 1 F. Vivaldo
F. Frare 1 x Cléber Holanda
É isso. Começou a “bagaça”. Ouvem-se os tiros e os Sargentos gritam: GO, go, go, go! RUN, RUN! Fire in the hole! Fire in the hole!
Não tinha mais volta: já estávamos Além da Linha Vermelha.
O batalhão era composto por:
Soldado raso Leonardo “Ryan” Vivaldo (todo mundo podia matar uns alemães e voltar para casa e pronto. Acabou a Guerra e você é um feliz veterano atormentado, morando numa casa de cerca branca numa cidadezinha do estado de Massachusetts, acordando no meio da noite com os gritos de seu companheiro que foi morto ao seu lado, e teve as tripas caindo para fora, mas não: todo filme de Guerra tem que ter sempre um idiota para complicar as coisas. No caso aqui o idiota sou eu: “Vai lá, Ryan e fique segurando a ponte contra os tanques e a infantaria Alemã. O quê?! Relaxe... Os reforços chegarão a tempo!).
Segundo Tenente Felipe El Debs (todo filme de guerra tem sempre um estrangeiro que ajuda os mocinhos americanos – tem os “carcamanos”, os “tchiacanos” e, neste caso, temos a força árabe. Especialista em explosivos: é o homem bomba do grupo.)
Primeiro Sargento Fernando Vivaldo (o Sargento, que é sempre o melhor amigo do Capitão e despreza os outros soldados, tem sempre duas possibilidades no filme: ou ele morre numa “morte honrada”, salvando metade do pessoal, ou ele vive para dizer “O Capitão era um grande cara”. Ou nada disso também...)
Capitão Fernando César Frare (o capitão é o cara que fica lá atrás e manda os outros correrem... Até alguém bater continência para ele e ele acabar tomando um tiro na cabeça.)
Para um começo, nada mal: saímos praticamente sem baixas: 3,5 a 0,5. Claro que o Ryan meteu a cabeça lá na frente e quase perdeu a orelha: começava, aqui, um filme particular. Como bem acrescentou o mestre Herman “Vivaldinho escapou hoje”. El Debs e Vivaldo ganharam bem e o Frare ganhou uma partida curiosa.
2° Rodada – Titanic
1 Pinheiros A 2.5 x 1.5 CXS B
2 Clube de Xadrez de Matão 1.5 x 2.5 CXS A
3 Iniciantes 1.0 x 3.0 Circulo Militar "A"
4 Aramaçan A 4.0 x 0.0 ATC 2
L.Vivaldo 0.5 x 0.5 L. Coelho
Ovelha 1 x 0 El Debs
F. Vivaldo 1 x 0 Sega
Campello 1 x 0 F. Frare
Nem só de alemães maldosos vive o cinema. O cinema também é amor.
Mas nem só de finais felizes vive o amor do cinema: enquanto lá na frente o senhor Leonardo (Di Crapio) abre os braços e abraça a Kate Winslet, digo, o empate, lá atrás o casco racha e água começa a f*&%# tudo... E assim foi...
“O Barco está afundando! Mulheres, Crianças e... Vivaldos primeiros!”
Vamos comemorar que deste naufrágio a família se salvou! (ao contrário do ano passado, aliás!). Eu mantive a meta de deixar os “alemães” não passarem a ponte e selei o pacto de Varsóvia com o MI Coelho. Vivaldão descontou a derrota do ano passado para o MF Sega (provavelmente as aulas de Play 3 que o Vivaldão teve com o primo Fernando Arrais fizeram toda a diferença). Contudo, Felipe não acertou contra 8. Da4 do MI Ovelha e o Frare acabou se animando no ataque contra o Campello (dado curioso: depois da Najdorf Campello jogou 6.Tg1 e teve um pessoal – inclusive nós da equipe – que ficamos procurando, durante uns 30 segundos, qual teria sido o lance do Branco. E quase achamos que o Frare não tinha apertado o relógio!).
Bem, ou mal, em suma: perdemos... Aliás, não resisto: seria demais dizer que Santos montou um “ataque” animal nos primeiros tabuleiros?!
3° Rodada – Os outros
1 ATC 2 0 .5 x 3.5 Pinheiros A
2 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Aramaçan A
3 CXS A 4.0 x 0.0 Iniciantes
4 CXS B 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
Flávio Prol Medeiro 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs 1 x 0 Giulliano Cunico
P. Bartkus 0.5 x 0.5 F. Vivaldo
F. Frare 0.5 x Domingo Razões
Fazer uma continuação é sempre um perigo. Nesse caso, saímos de um naufrágio nas praias de Santos e quase embarcamos num navio fantasma... O Ryan continuava lá na frente – correndo, tomando tiro e escapando: no final o empate com o filho do presidente, o Flávio, foi justo. Felipe ganhou bem do Cunico e Vivaldão e Frare selaram a paz – Vivaldão estava empatado e o adversário do Frare tinha lá suas razões...
4° Rodada – Inimigo íntimo
1 Pinheiros A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
2 Iniciantes 0.0 x 4.0 CXS B
3 Aramaçan A 2.0 x 2.0 CXS A
4 ATC 2 0.0 x 4.0 Círculo Militar "A"
Tanto tiro, tanta bomba, uma hora sobra para o Ryan. Depois de ficar desfilando na frente tomei um balaço na fuça e fui cair do outro lado da Ponte do Rio Kwai – E tem coisas que a gente nunca aprende: assim como o ano passado cai no papo do Felipe e joguei uma abertura por sugestão dele. Mas dessa vez nem foi tanta culpa da abertura: foi culpa do Herman mesmo (e também minha, claro); Felipe ganhou de Schuett, apesar de ter pendurado um peão no meio da partida – nenhum dos dois viu; Vivaldão, depois de fazer muita besteira em uma posição quase ganha, ficou perdido, mas mais uma vez uso de suas poções mágicas e escapou das praias da Normandia sem um arranhão – mas também não matou ninguém: tablas; Neb ganhou, firme, de Eduardo Batista.
5° Rodada – Quem quer ser um milionário?!
1 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 CXS A 4.0 x 0.0 ATC 2
3 CXS B 0.0 x 4.0 Aramaçan A
4 Clube de Xadrez de Matão 3.5 x 0.5 Iniciantes
L. Vivaldo 0.5 x 0.5 Paulo D. Leal
Thiago de Souza 0 x 1 Felipe El Debs
Fernando Vivaldo 1 x 0 Natasha Camargo
Fernando Frare WO
Demonstrando que eu entendia tanto do Ataque Inglês quanto Wilson Churchill entendia de carnaval, depois de algumas propostas de empate por parte de meu adversário acabei aceitando quando comecei a desconfiar que eu estivesse perdido; A equipe ganhou bem – e o Neb de WO.
No almoço, para tentar esfriar a cabeça, resolvemos entrar em uma livraria.
Depois de muito olhar acabei encontrando uma edição de bolso, muito simpática, de um dos contos que mais gosto: A morte de Ivan Illitch, de Tostói. Era uma edição de bolso, dessas que se compra na banca de jornais, e continha a seguinte descrição:
• Mais conhecido por seus romances mais longos, como "Guerra e Paz" e "Anna Karenina", o Conde Tolstoi mostra ser um mestre também na novela curta. Através da história de um burocrata medíocre, Tolstoi nos leva a explorar os recônditos da alma de todo ser humano.
• Editora: L&PM
• Autor: LEON TOLSTOI
• ISBN: 8525406007
• Origem: Nacional
• Ano: 1997
• Edição: 1
• Número de páginas: 99
• Acabamento: Brochura
• Formato: Pequeno
O preço médio do livro é R$ 10, 00. Mas, como eu estava em PINHEIROS, subiu um pouquinho: R$ 27, 00!!! (eu falei para todo mundo que foi vinte de tanta vergonha que fiquei! Apenas agora estou revelando o valor real! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!! ). Fiquei tão atordoado quando a vendedora me falou do preço que, atônico, paguei o livro!!! PAGUEI!!! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!!
Antes da próxima rodada, cada vez que olhava para o livro, tinha vontade de sair chutando tudo ali. Solução: dei o livro de presente para o El Debs.
R$ 27, 00!!!
6° Rodada – 300
1 Pinheiros A 4.0 x 0.0 Iniciantes
2 Aramaçan A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
3 ATC 2 2.0 x 2.0 CXS B
4 Circulo Militar "A" 0.5x 3.5 CXS A
Edson Tsuboi 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs 0.5 x 0.5 Mauro Guimarães de Souza
Sadi Dumont 1 x 0 F. Vivaldo
Fernando Frare 1 x 0 Edson Rodrigo da Silva
Ainda que já praticamente impossível alcançar o time de Santos, continuávamos resistindo firmes, e não tão fortes, na batalha. Dessa vez, a equipe que estava mais perto de nós: Aramaçan A – traduzindo: Santo André, em aramaico meridional arcaico. E a coisa foi dura... El Debs ganhou e Frare também. Vivaldão deixou escapar uma partida completamente ganha e eu, depois de altos e baixos, e altos, baixos, e altos de novo – e jogando com praticamente mais ninguém no salão – acabei empatando (a posição repetiu três vezes e eu não havia reparado).
7° Rodada – Último tango em Paris
1 CXS A 2.0:2.0 Pinheiros A
2 CXS B 3.5: .5 Circulo Militar "A"
3 Clube de Xadrez de Matão 3.0:1.0 ATC 2
4 Iniciantes 0.0:4.0 Aramaçan A
L. Vivaldo 1 x 0 Victor Li
Celso Gutierrez 0 x 1 Felipe El Debs
F. Vivaldo 0 x 1 Rafael Casagrande
Giovanni Costa 0 X 1 Fernando Frare
Chegamos aqui com a necessidade de ganharmos de 4 a zero para ficarmos em segundo. E, para mudar um pouco as coisas, não ganhamos e ficamos em terceiro. Aliás, lembrei só recentemente que a long, long time a go, num Aberto do Interior na cidade de Itápolis, aonde conheci o, na época, talentoso Felipe El Debs – que na época era apenas, para mim, “um gordinho chato e mala” – eu também perdi para o senhor Rafael Casagrande. Portanto, se cuida rapaz: o dia que eu e meu irmão te encontrar na rua, você está perdido (tenho que dizer que é brincadeira ou não tem problema manter o suspense? Hitcock?! O que me diz?!).
Bem, o que dizer? Dançamos o Último Tango em Paris sem direito a manteiga (ou margarina – depende do gosto do freguês... Ou do Marlon Brando).
Segue, abaixo, bonitas tabelas e a única foto que tiramos – aliás, a única foto que quem tirou foi o mestre Herman para gente.
(todas as fotos e tabelas serão colocadas em momento oportuno)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Alphaville, Itú e Barrinha
(Presidente Horácio que conseguiu uma ótima segunda colocação no torneio de Alphaville)
(A Patrícia também estava lá - a camiseta do Santos, atrás, não foi intencional!)
Enquanto Felipe jogou, eu, mais uma vez, fui atrás dos meus estágios de Arbitragem junto a FPX – tendo como algoz, digo, Árbitro supervisor, o sempre modesto (não, não... o Modesto é outro!) Christian Claudius van Riemsdijk. Os dois torneios correram de forma tranqüila. Segue as classificações:
3° Etapa do Circuito Dinâmico 2009 – AlphavilleClassificação Final
1. Marcus Vinicius “Ovelha” Moreira
2. Horácio Prol Medeiros
3. Everaldo Matsuura
4. Renato Rodrigues Quintili
5. Felipe de Cresce El Debs
6. José Antônio Nery Júnior
7. Luiz Guilherme Aurelli
8. Mauro Guimarães de Souza
9. Álvaro Zimmermann Aranha
10. Ângelo de Leon Cultri
(total de 68 jogadores)
17° Open de Xadrez Cidade de ItuClassificação Final
Torneio Fechado Memorial Jamil Calil - Barrinha/SP - 20 a 24 de fevereiro de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Aconteceu em Dresden... Olimpíadas de Xadrez 2008 – Alemanha
O que eu quero dizer é: tirando o fato de que ele viu muita coisa interessante como: a cara que o Radjabov fez quando abandonou contra Van Wely – para alegria do Sigrist; os seguranças do Krammink; o dedo de prosa que teve com o Topalov; a decepção com a vitória do Carlsen na primeira rodada – sim, os Tops também enrolam!; é difícil extrair mais alguma coisa... Mas, enfim, vamos tentar.
“Entre os dias 12 e 25 de novembro, aconteceu, em Dresden, (Sajonia, Alemanha) a 23ª Olimpíada de Xadrez. Participaram da competição 156 equipes de 152 nações distintas – apresentando, em sua grande maioria, os melhores jogadores de seu país. "A vitória ficou nas mãos da fortíssima equipe da Armênia. Aliás, sagraram-se bicampeões, a frente de Israel, Estados Unidos, China e da temerosa equipe da Rússia, que obteve apenas uma modesta quinta colocação", reporta Leonardo Vivaldo, diretor do Clube de Xadrez de Matão (CXM).
"A China também faz muito bonito nos tabuleiros, a exemplo dos esportes disputados em Pequim. Já faz algum tempo que a Rússia não possui mais a hegemonia enxadrística, como ocorreu durante praticamente todo o Século 20. Contudo, vale lembrar: com exceção da China (na verdade, se pensarmos bem, também não é uma exceção, muito pelo contrário), todas as dez primeiras colocadas tinham algum vínculo com a antiga União Soviética: ou são países que faziam parte dela ou seus jogadores são formados por expatriados da mãe Rússia. Curiosamente esse é o caso dos Estados Unidos, por exemplo, que conta com os seguintes 'americanos': Gata Kasmky e Alexander Onichuk. Stálin deve estar se revirando no túmulo...", comenta Leonardo.
A equipe brasileira - que terminou em uma honrosa 58ª colocação, atrás do Paraguai, mas a frente da Argentina - contou com dois Grandes Mestres: Jayme Sunye e Darcy Lima (ex-presidente da Confederação Brasileira de Xadrez - CBX); dois Mestres Internacionais: André Diamant (o mais novo da equipe, com apenas 18 anos) e Cícero Nogueira Braga - que já defendeu a equipe de xadrez de Matão na década de 90 - e por fim, o Mestre Fide - mas já MI por direito: o matonense Felipe de Cresce El Debs.
"Por si só, esse fato já seria histórico: é a primeira vez que um integrante da equipe matonense disputa o mais importante torneio de xadrez do mundo. Contudo, mais que isso, Felipe - atualmente o 14° maior Ranting do xadrez brasileiro; e que recentemente conseguiu a obtenção do Título de Mestre Internacional -, fez uma participação brilhante - para afirmar o mínimo - somando 8 pontos em 10 possíveis. Ele deixou de jogar apenas uma rodada - a primeira -, pois havia perdido o crachá que permitia acesso ao salão do torneio! O Felipe fez um Ranting performance de 2.590 pontos - além de somar mais 19 pontos de Ranting - realizando assim, não apenas uma norma de Grande Mestre, mas sim duas!", relata Leonardo.
"Acontece que o peso de uma norma, em Olimpíadas, é dobrado. Os títulos de Mestres são divididos pela Fide em três categorias: Mestre Fide, MI e GMI. Enquanto o título de Mestre Fide é conquistado apenas quando o jogador atinge uma pontuação superior a 2.300 pontos de Ranting Fide, os títulos de MI e GM são conquistados somente depois que o jogador consegue realizar no mínimo três 'normas', ou seja: jogar um número 'x' de partidas contra jogadores que já tenham o título; e conseguir 50%, ou mais de pontos contra esses jogadores. Para cada torneio que o jogador atinge essa média, é computada uma 'norma'", explica.
Leonardo lamenta a falta de três GM´s Brasileiros: Rafael Leitão, Gilberto Millos e Giovanni Vescovi. "Eles ficaram disputando os Jogos Abertos do Interior de São Paulo. Muitos enxadristas podem achar um absurdo trocar Dresden pelo Interior Paulista, mas é necessário compreender que a maioria dos enxadristas profissionais no Brasil tem como principais fontes de renda os patrocínios das Prefeituras. E os Jogos Abertos é o subsídio do patrocínio. Além disso, os jogadores podem contar com patrocínios privados, aulas particulares, premiação de eventos (ainda que, muitas vez, escassos – mas já se melhorou muito!), cachets por participação em torneios fechados (limitados), simultâneas (ocasionais), cursos e palestras", coloca.
"Contudo, a CBX agiu bem em se preocupar logo no início do ano com a formação da equipe, permitindo tempo para que os jogadores pudessem treinar, se prepararem fisicamente, técnica e psicologicamente, montando uma agenda de participação em eventos durante o ano. Em edição anterior também houve a feliz idéia de reunir a equipe olímpica com o treinador russo Mark Dvoretzky. E, claro, não podemos esquecer que a CBX cobriu todos os custos da viagem a Dresden", frisa Leonardo.
No final desse ano, El Debs ainda deve se preocupar em sanar seus compromissos acadêmicos - é estudante de Economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) - e voltar a tempo para comemorar seus grandes feitos com os colegas enxadristas de Matão. "Vale lembrar que ele presenteou o amigo Fernando César Frare com uma garrafa de Absinto e eu com uma garrafa de Vodka", sorri Leonardo.
"Sinceramente, não estava entendendo muito bem o que era participar de uma Olimpíada de Xadrez. Parecia mais uma viagem como outra qualquer – como ir para os Jogos Abertos - só que de avião. Mas, chegando lá, vendo todo aquele pessoal que só ouvíamos falar – mais o lugar em si – tudo muda! Foi uma experiência fantástica! Com certeza, um dos maiores prazeres enxadrísticos que já tive", resume El Debs, que nascido em São Carlos, é considerado Matonense nato pelo CXM.”
Seguindo, para não perdermos as fotos que foram enviadas pelo mestre El Debs, façamos, portanto, uma breve reconstituição dos fatos (quais serão as três fotos verdadeiras e quais são montagens?! Tentem descobrir!):
(fazendo um boquinha! Ninguém é de ferro...)
(E porque não o lazer?! Nosso mestre também é um grande pé de valsa!)
(Isso a história não contou: Felipe passou mal, lá em Dresden, com uma forte dor de dente... mas organização de primeira: prontamente foi atendido!)
(Meio indiscreta essa fotografia...)
(Comemoração depois da norma! E toma dança de novo! - não parece o Karpov com ele?!)
(Sempre responsável, Felipe comemorando com um refrigerante! - dissem até que ele vez sucesso com essa história)
(Mal conseguiu a norma Felipe já correu para o computador nos avisar! - coisa que ele fazia todo dia, aliás: conversar com a gente!)
(Felipe na volta, comemorando! E quem foi buscar ele no aeroporto?! Sim! Ele mesmo! Gabriel Salim Name!)
(Felipe no avião - seria o irmão ao lado?!)Para finalizar: abaixo duas partidas do MI Felipe El Debs, com comentários gentilmente cedidos (sem saber!) pelo MI Rodrigo Disconzi (em caso de processos, entre em contato com José Roberto de Oliveira Júnior – o Tekinho).
Danielsen, Hen (2492) - El Debs, Felipe (2447) [A07] 38th Olympiad Dresden GER (5), 17.11.2008
13...Tfe8 14.Bb2 Cf8 15.Cc4 C6d7 16.Ce3 [16.Bc3 f6 17.Td2 b5 (17...b6) ]
17...Tad8 18.Td3 f6 19.Tad1 Cdf8 20.Bc3 b6 21.T3d2 Cg5 22.h4 [Debilita um pouco a ala do rei, mas alivia a pressão do Cg5 e permite Bh3]
El Debs, F (2447) - Prusikin, M (2538) [A13]38th Olympiad Dresden GER (9), 22.11.2008
1.Cf3 [Felipe gosta de jogar posições dinâmicas e com a iniciativa, sem se importar se a ação ocorrerá somente mais tarde. A Reti e a Inglesa se encaixam bem no seu estilo.
1... Cf6 2.c4 e6 3.g3 d5 4.Bg2 [4.d4 Levaria a partida para a Abertura Catalã diretamente.
4... dxc4 5.Da4+ Cbd7 6.0–0 a6 7.Dxc4 b5 8.Dc6 [Retira a Torre da coluna A e da diagonal h1–a8. Não sei ao certo para quem isso é vantajoso. Mais jogado é 8.Dc2 Bb7 9.a4 para pressionar b5 com Db3 ou Dd3 e Ca3. 9...c5 10.axb5!? deixando o peão D indefinido se vai a d3 ou d4, permanecendo nos terrenos da Reti/Inglesa.]
8... Tb8 9.d4 Bb7 10.Dc2 c5 11.Bf4?! [Aqui notamos um aparente ganho de tempo em relação à posição da torre preta, mas isso não quer dizer muita coisa, pois c8 parece a casa natural dela. Já o Bispo em f4 costuma ali se alojar quando tem certa estabilidade
11... Tc8 [e agora Felipe tem mais problemas a resolver do que seu oponente.
12.Cbd2 [Solução "cool". Deixar pretas ganharem um peão central e seguir jogando como se nada tivesse ocorrido. Aliás, nas vezes em que enfrentei Felipe pude notar esta característica em seu jogo
12... cxd4 13.Dd3 Be7 [13...Cd5 seria um lance que me incomodaria.
14.Tac1 0–0 15.Cxd4? [Nesta fase inicial do jogo, Felipe correu certos riscos e a impressão que meus comentários podem causar é que quero mostrar que ele jogou mal. Mas não se enganem com isso, pois ali, na hora da partida, diante do tabuleiro, a quantidade de pressão que coloca-se no adversário pode contrabalançar posições não muito boas. E isso conta muito para ganhar partidas. 15.Dxd4 Cd5÷
15... Txc1 16.Txc1 Bxg2 17.Rxg2 [Esta troca pode parecer uma ofensa aos jogadores da catalã, pois troca o baluarte da diagonal. Mas é um tema posicional recorrente a troca dos bispos para tentar invadir o campo preto via c6].
17... Cc5 [Nessa posição, especificamente, pretas não deveriam sofrer nada devido ao jogo ativo no centro.
18.De3 Cd5 19.Df3 Cxf4+ 20.Dxf4 Bg5 21.De5 Cd7 22.Dd6 Bxd2 [até aqui o jogo preto parece ter sido natural e sem erros.
23.Td1 Bg5? [23...Da8+! 24.f3 (24.Rg1 Cf6 25.Txd2 Ce4) 24...Bg5 25.Dxd7 Td8 26.Dc7 Bf6 27.e3 e5–+]
24.Cc6 [Enfim a posição branca ganha sentido.
24... Da8 [Natural, cravando, defendendo c6 e ativando a Tf8. Mas as vantagens pretas deste param por aqui, pois não há potencial de melhora em suas peças e o Bg5 só anda pelas casas pretas...Já as peças brancas tem potencial muito maior. 24...Df6 25.Dxd7 (25.h4 Bh6 26.Dxd7 Dxb2 27.Ce7+ Rh8 28.Dd8 g6) 25...Dxb2 E aqui as pretas tem um peão a mais, mas as brancas tem um certo domínio, devido a Tf8 passiva. Na prática, pretas notaram que Felipe entregou um peão, cedeu o par de bispos e depois deixou peça no ar para depois recuperar, não demonstrando medo de nada. Esta atitude incomoda bastante o adversário, pois ele tem dificuldades em avaliar as posições, pois sabe que seu rival , que aparenta ser “insano e destemido”, sempre vai gostar das suas posições resultantes onde há certa "quizumba".
25.Dxd7 Tc8 26.Td6 g6 [Quando não se tem o que fazer, a tendência é piorar aos poucos. 27.e4!± ameaçando isolar o Bg5 do jogo].
27... Tf8 28.e5! [28.f4 Bf6 29.e5 Bg7 30.Rh3 Seria possível mas pouco objetivo, além de deixar o rei em temas de perpétuo mais tarde.]
28... Bc1 29.f3! [Muito objetivo e bem calculado!! Brancas invadem território preto via sétima e casa d8].
29... Bxb2 30.Dc7! Rg7 31.Td7 g5 [desespero
Para fechar, os presentes que recebemos do mestre El Debs (o que a delegação brasileira há de ter pensando sobre nós?);



1°) Vodka com erva tropical exótica para o Vivaldinho;
2°) Absinto (70% álcool), para o Frare;
3°) Gold Label, 18 anos, para o Vivaldão.
Presentes curiosos...
Abraço!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Memórias (quase) Póstumas do 72° Jogos Abertos do Interior – Piracicaba 2008 (PARTE II)
As partidas
“Outrossim, afeiçoei-me à contemplação da injustiça humana, inclinei-me a atenuá-la, a explicá-la, a classificá-la por partes, a entendê-la, não segundo um padrão rígido, mas ao sabor das circunstâncias e lugares.”(Memórias Póstumas)
Pressuposto que a lógica indicaria seguir agora para a conseqüência natural da utilização do GPS, ou seja, A(s) Noite(s), mas lembrando que isto tudo já perdeu há muito qualquer rigor de ordem, sigo, doravante, para as partidas: pois a idéia primeira fora jogar xadrez - ou, ao menos, em alguns casos, tentar... Ou em todos.
De qualquer forma, e contradizendo um pouco o parágrafo anterior, não tenho por intuito demorar-me demais aqui – portanto, não falarei das partidas. Poderia ficar aqui citando mil e uma diabruras que ocorreram, mas isso seria por demais enfadonho – e talvez até exagerado. Alguns pontos positivos também poderiam ser levantados, mas isso seria por demais arrogante – e com certeza exagerado. Quiçá a partenogênese enxadrística pudesse ganhar alguma coisa se eu mostrasse como toda e qualquer partida, por mais estranha que seja, tem lá seu valor ao lado do prêmio subjetivo e inebriante da vitória (ou sufocante, no caso da derrota): mas isso seria romper o silêncio que jurei guardar. Calemos, portanto... Mas não sem antes deixar aqui um lamurio baixo e quase imperceptível: seja do grito do desvalido, seja do nascimento dum forte. Ei-lo:
A posição em questão foi derivada do encontro entre nosso jovem Mancebo Rafael “Alemão” e nosso amigo “Carioquinha” (nome fictício). Notem, atentamente, a posição exposta: nem mesmo a dinâmica celeste poderia descrever maior mobilidade e ação! Do Diagrama em questão foram jogados mais, arisco-me a dizer muito mais, de 50 lances (e já havia passado mais uns tantos...). Apesar do apuro de tempo, e de várias ofertas de empate à parte, aliado ao nervosismo da estréia e até de algumas reclamações por parte da outra equipe (sabe-se lá porque), Rafael conseguiu manter o sangue frio e, sobretudo a paciência, para garantir o empate. Não é só vencedor que ganha as batatas: um empate, às vezes, vale mais que uma vitória. Falando em vitória, acredito nas revindicações que Alexandre Sigrist fez para o próximo Jogos Abertos. Ouve lá: PodCastle (por enquanto, é só ouvir o mais recente... Não é só o Vivaldinho que não é dos mais pontuais em atualizações).
E para que este capítulo não fique demasiado incolor, lembro, portanto, de algo que nada tem haver com a vida do xadrez, mas sim com o xadrez da vida: encontrei muita gente na rodoviária de Piracicaba: Silvio Oliveira; Juçana (no mesmo ônibus!); Andréia (de Campinas); e na zen posição de lótus em um dos bancos da rodoviária, a Taís Julião!
E, para terminar, uma foto do nosso estimado quarto (porque? Porque ele era show!):
Capítulo 6
As noites
“- É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, enquanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.” (Memórias Póstumas)
E o pessoal do xadrez sempre muito animado. É verdade que dessa vez nós (entendam eu, Vivaldão e Marra), por estarmos em um alojamento afastado da cidade, e quase que do mundo ("um rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo!" como diria Diego Silveira, de Itapetininga, que também estava por lá e sempre cobrando os post´s) nossas incursões noturnas se fizeram menores. Não raro fora o dia em que chegamos, jantamos e, depois do banho, o sono que serviria de rápido descanso para agüentar a noite, fora desfeito apenas com o costumeiro “acordar das mulas” matutino do Seu Mário...
No mais, seria impossível citar todos que desfrutaram do manto acolhedor da abóboda celeste. Contudo, também me parece muito injusto, não trazer à baila o pessoal de Rio Preto - por motivos óbvios (que nada mais é que o de comunhão ideológica aferida ao tema aqui exposto): W. Rocha (sempre discutindo alguma coisa com o Leomar Borges); o próprio Leomar Borges – um dos meus últimos ídolos enxadrísticos, à frente, evidentemente, de Korchnoi; Ramon, chefe da delegação e mentor intelectual das investidas noturnas; Eliana, não só a dona da máquina fotográfica, mas também embaixadora da paz; e, sobretudo, as incansáveis Marciane Prior e Adriana Shredder, ops, digo, Scheleder, que sempre nos incentivavam ao desfrute da noite. Aliás, essas duas desfrutaram de nossa companhia na derradeira noite (em boa parte das outras também, é verdade) em que estivemos em Piracicaba. E embora esta noite tenha começado em um dos bares “descolado” que o pessoal freqüentava, ela acabou por terminar em um lugar ainda mais opulento e muito longe de ser uma bodega qualquer. Julguem vocês mesmos:

E, sendo sincero, para não comprometer o relato daqui para frente sobre esta noite, pois minha memória sobre tal começa a ficar mais turva que o normal, digo apenas que lembro-me que demonstrei minhas habilidades na sinuca (aliás, modéstia à parte, há de ser um talento que desperdiço... Ao menos quando bebo) e, depois, agora já sem quaisquer lembranças minhas, que perdi meu RG no posto (as meninas que acharam!), que gritei sandices na avenida (diz o Marra que quase matei um moto boy), que dei alguma resposta atravessadas para o Vivaldão (mesmo alterado mantenho algumas características invariáveis da sobriedade) e, como gran finale, que pulei o murro do alojamento que era, mais ou menos, um Ramon e meio (tudo para colocar o carro lá dentro). Várias escoriações, e hematomas, foram descobertas no dia anterior.
Enfim, tendo em vista a supremacia da imagem em nosso século, e a preguiça deste que vós fala, segue algumas fotos que expressa muito bem as noites de um Jogos Abertos (este poderia ser o capítulo “coluna social”):
(As meninas de Rio Preto: Marciane, Eliane (de quem roube praticamente todas as fotos) e Adriane)
(A galera de Rio preto mais Christian quinto elemento)
(Rio preto e um foragido de lá: Diego Di Berardino)
(É Senhor Marra... Se o senhor não sabe nem eu! - Ao lado o MI Dragan )
(Marciane comendo alguma coisa - e bebendo também...)
(Leomar - sempre presente - e Paula Delai)
(Por algum motivo, acho que ele estava bravo comigo...)
(... Mas acho que no final ficou tudo bem... Não?!)
(Não Vivaldão, sai pra lá... Deixa eu tirar a foto sozinho)
(Cada um carrega a cruz que merece... Dá pra ficar bravo?!)
(Ei, Crosa!)
(Enquanto isso, em Dresden, na Alemanha, recebemos um cartão/foto do mestre El Debs. Ele é o do meio, com as pernas para cima)
(Bispo, Vivaldinho, Marra, Vivaldão, Crosa e Dragan - All IN!)Capítulo 7
Das Negativas
Entre o fim dos Jogos Abertos e a participação da equipe de Matão, mediaram os (des)sucessos narrados nas partes intermediárias do post. O principal deles foi a própria participação de nossa equipe - relatado com muito tempo de atraso, é verdade. Pobre relato atrasado, se tivesse vindo à hora, quem sabe, tu me darias o primeiro lugar entre os homens, acima da ciência e da riqueza, porque eras a genuína e direta inspiração do céu. O acaso determinou o contrário; e ai tudo ficou nebuloso - posto ainda que sucinto.
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade como “bloguista”, não fui Mestre, não degustei nenhuma pamonha, não joguei todos os dias e, depois do final dos Jogos, ainda participei em seguida do Inter Unesp e consegui desclassificar minha equipe na primeira rodada (abraço para os amigos(as) da Unesp de Marília. Saluto aqui de Bauru! Abraço do peito, cururú!). Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não ganhar os pontos apenas com o suor do meu rosto (mas com a ajuda da equipe e, mui respeitosamente, com a ajuda dos adversários). Mais; não padeci a morte do troféu de poker do Marra (aquele que eu quebrei dentro do carro. Achou que eu esqueceria?! Pois é, fica aqui sua última morada), nem a semidemência do Felipe El Debs (que estava lá nas olimpíadas. Aliás, ele se recupereu e trouxe as normas de GM - assunto para outro post). Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará, portanto, que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que sai quite com os Jogos Abertos. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do Estado de SP, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tivemos medalhas, não transmitimos ao nosso Município o legado da nossa miséria.









