segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Feliz Aniversário, Xadrez De-Pressão!

Prezados(as)

O Xadrez De-Pressão felicita todos e, sobretudo, eu mesmo, pelo 1 (um) ano inteiro de total, e alucinante, inatividade completa!

PARABÉNS!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Simultânea do GM Gilberto Milos no Sesc São Carlos - dois empates Matonenses!

Aconteceu, no dia 21/09 (domingo), uma simultânea para 20 tabuleiros do GM Gilberto Milos (o famoso GM GM - comentário by Krikor), no SESC da agradável cidade de São Carlos.

Cinco matonenses participaram da prova: Rafael "Alemão" Masselani; Luis Antônio "Santo" Pereira; Fabrício Ricardo "Fischer" - o atual presidente do Clube de Xadrez de Matão; Filipe Guerra e Reginaldo "Jones" Albano (seguem na ordem da foto, pulando o simultanista, evidentemente).

(Matonenses com o GM Gilberto Milos - dois empates)

Parabéns ao SESC São Carlos pela iniciativa (especialmente a pessoa do caríssimo amigo Marcel Heimar) e aos dois matonenses (Rafael e Fabrício) que conseguiram resistir!

Grande abraço!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (rodadas finais)

- Touchè!

Não teve jeito: devido a correria que é normal a um torneio, e aos pedidos inumeráveis de fãs ávidos por notícias (total de 4 - uma era meu Pai, que só queria saber que hora vou chegar em casa), eis o Twitter do Xadrez De-Pressão:

http://twitter.com/XadrezDePressao

Grande abraço!

Brave New Word!

domingo, 6 de setembro de 2009

Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (3a rodada)

Segue, com transmissão ao vivo, o Aberto do Brasil, em Americana.

Ontem, a segunda rodada foi marcada, principalmente, pelo desejo - quase coletivo - de assistir ao jogo do Brasil. Apesar de ter errado no meu palpite, acertei os dois gols de vantagem e o marcador de um deles - grande Luís Fabiano!

De toda forma, o que a grande maioria dos enxadristas não viu (pois acabou perdeu o jogo do Brasil), ou seja, aquela velha "guerra" dentro de campo, pode sentir no calor das partidas - em especial em uma, mas que, evidentemente, não contou com maiores consequências. Gens una Summus! Ou seja: nivelou por baixo (velha sabedoria do RJ)

Bem, é isso (seguindo o espírito Twitter - o que dizer? Como observou o Sigrist, isso se chama "preguiça" - Falando em Sigrist, ele acabou de pedir uma comida com o nome "Família Feliz").

Para finalizar, cito São Gabriel Name: "Depois de Paris em chamas" a "Inês é morta!".

Grande abraço!

sábado, 5 de setembro de 2009

Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana (2a rodada)

Dois a zero para o Brasil e, por hora, meu palpite vai se confirmando (e só errei um dos Gols)!

Emparceiramento da segunda rodada:

http://www.fpx.com.br/mostranw.asp?nwid=461


abraços!

(isso bem que poderia virar um Twitter! Vou pensar no assunto...)

Aberto do Brasil "Dia da Independência" - Americana

Frases do dia:
- "Em guerra de verdade, urubu é frango".
- "Em Goiânia, as crianças já nascem em dupla".


Corre tudo bem (assim como ocorreu em minha viagem - afora o sertanejo que tive que aguentar e a roda do carro do Vidotão "pegando na lataria"... e mais Rafael "Alemão", Reginaldo "Jones" Albano e Filipe Guerra, de brinde) na primeira rodada do Torneio Aberto do Brasil "Dia da Independência" - que vai, justamente, até o fatídico feriado da referida data (como exemplo do bom andamento do Torneio, acaba de entregar o resultado da partida o mitológico Joaquim de Deus. E, sim. O Joca ganhou! - de outra lenda viva: o ribeirão pretano Edmur da Silva).


O torneio terá eu e o modesto (não, perdão, o Modesto não pode vir!) Alexandre Sigrist, como árbitros.
Para os fãs do mestre Felipe de Cresce El Debs, ele segue jogando - e reclamando do meu "cavanhaque-bigode-shao lin".

Sem mais, deixo o emparceiramento da primeira rodada (by o tecnólogo árbitro Sigrist-que tem um jogo de xadrez com os personagens d'OS SIMPSONS):

http://www.fpx.com.br/mostranw.asp?nwid=461


Até mais!


obs: Brasil 2 x 0 Argentina (Adriano e Luís Fabiano)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Campeonato Continental das Américas - final

Postando em uma Lan House (porque estou sem internet em casa), depois de escrever uns 30 minutos igual um idiota, simplesmente apaguei tudo. Muito puto e morrendo de fome deixo apenas o que sobrou do que apaguei:

Dos que comentaram, abraço especial (isso aqui está parecendo o Show da Xuxa!) para o Roberto, de Socorocaba (sempre acompanhando as peripécias do MI Felipe); Rodrigo (que não sei quem é mais comentou aqui e estava sofrendo por causa do estágio - então merece minhas considerações); Rafael Pimentel (sempre comentando os empates - alguns suados -, mas sem lembrar das vitórias - mas pelo menos ele não fala das derrotas); Tekinho (dispensa comentários: será que ele ainda se lembra que é o meu advogado?!); Salama (grande cobertura pelo blog Xadrez Amador); ao MI Resende (que deu uma passeada por lá!).

o link da classificação:

CLASSIFICAÇÃO

e um grande abraço para todos!

domingo, 2 de agosto de 2009

Campeonato Continental das Américas - última "ronda"

Daqui a mais ou menos duas horas começa a última rodada do Campeonato Continental das Américas. Fazendo um balanço geral antes do final, podemos dizer que o torneio atingiu todas as expectativas com louvor. Parabéns para todo o pessoal da organização. - sobretudo ao maldosamente apelidado "porteiro do inferno" (ou mesmo "Caronte") AN Cassião - que foi o árbitro principal do segundo andar - aonde ficavam as últimas mesas. Fora um incompreedido este Cassião! Como ele mesmo me disse: "eu só quero é ter meus amigos perto de mim" (Bom, com um amigo desses...)

Ontem, Felipe empatou com o mestre canadense Ron Livshits - e assim pode gastar todo seu Inglês fluente. Marcel acabou perdendo pra a WGM Vivian Ramon e eu apesar de total descontentamento (e não só meu, mas também do meu "adversário" - ele! Gabriel Ricardo Salim Name!) pelo emparceiramento, acabei empatando (cumprindo a profecia do senhor Rafael Pimentel) - depois de mais de longas três horas de partida. Jogado? Sem dúvida! (e nota: a menos de um mês eu havia enfrentado o Gabriel nos Jogos Regionais!). Mas o melhor de tudo isso é que o Gabriel continua mantendo a minha mais sincera admiração. Ele segue a risca o ditado russo: "primeiro as peças, despois você!".

É isso. Marcel acordou às 6 da manhã para correr no parque e o El Debs as 9 para praticar Parkour. Eu apenas dormi.

Já estão me apressando novamente!

Até mais!

sábado, 1 de agosto de 2009

Campeonato Continental das Américas - penúltima rodada (algumas horas antes!)

Para os Deuses

Para os deuses as coisas são mais coisas.
Não mais longe eles veêm, mas mais claro
Na certa Natureza
E a contornada vida...

(Fernando Pessoa/Ricardo Reis)

Já disse mais de uma vez aqui e repito: "a ironia é o motor do mundo". Ouçam isso, meninos! Ouçam Isso! Faz uns 30 minutos que saiu o emparceiramento da décima rodada (a penúltima!) e meu nome lá estava, entrelaçado, a um dos mais de 200 e tantos jogadores do torneio... Entretanto, não era apenas "mais um dos tantos" jogadores. Os Deuses são caprichosos...

Alguns posts anteriores, para quem eu disse que retumbava toda a minha torcida?! - humana, e enxadristicamente, falando?!

(Deve constar mais um fato para minha teoria: uma de minhas diversões nesse torneio foi analisar as partidas dessa pessoa com a própria. Numa dessas análises o mestre Herman chegou perto de nós e perguntou: "Vocês jogaram?!". Ao qual replicamos em cumplicidade quase paternal: "Não, não...")

Campeonato Continental de Xadrez - mais outras tantas rodadas

Ontem, pela 8 rodada, eu, Felipe e Marcel Heimar ganhamos - coisa que não acontecia desde a segunda rodada.

Hoje, pela 9 rodada, eu, Felipe e Marcel Heimar perdemos - coisa que não acontecia desde... Desde do começo - e isso faz alguma diferença?! Claro que não.

Bem, mas vá lá: o que se vai fazer?! "Xadrez é bom à tarde... e de Brancas!" diz a sabedoria Rio-pretense...

Além do mais, depois que o Vivaldão deixou a casa para "garotada" demos uma baita (palavra curiosa!) festa ontem e estava todo mundo destruido... Calma, Vivaldão! É brincadeirinha...

Mas, falando em Rio Preto, abraço para o excelentíssimo senhor doutor Ramon Carrasco Júnior que 0ntem deu o ar da graça e também para o digníssimo senhor doutor Christian "Quinto Elemento" Riemdijk - que deu o ar da graça "antesdeontem" e ontem também.

(É verdade Vivaldão: Isso aqui está parecendo Twitter... Aliás, estamos com saudade de você! Seu rato de pelúcia mandou um beijo! já estou me acostumando mais a ele.)

Doravante, em se tratando de costumes, abro um desafio para as outras coberturas sobre continental (in loco ou não): QUEM CONSEGUE COLOCAR MAIS LINKS SOBRE O CONTINENTAL.

Por enquanto, o grande vitorioso, ao que parece, é o blog Clube de Xadrez de Guaíra na pessoa do excelentíssimo senhor doutor Rafael Pimentel (com todo respeito, claro, mas... Alguém aí confere se todos aqueles links contêm mesmo algo sobre o continental! Calma, Rafael... Brincadeira também...)

É isso aí. Mais uma rodada hoje! (o mestre El Debs, sabiamente, descansa na compania de Morpheus; Marcel assiste TV e eu... cogito ergo POSTO! - que exagero...)

Até mais!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Campeonato Continental de Xadrez - rodada 7

Enquanto o fantástico celular hi-tech do El Debs conta com problemas técnicos - e assim não conseguimos retirar dele as fotos que tiramos em cima do edifício Itália (o segundo maior de SP) - vamos nos contentar com algumas fotos disponibilizadas pelos organizadores do evento. Ei-las:

(na primeira rodada: estou meio escondido, mas acho que dá pra ver: o segundo, acima, de marrom, com a mão na cabeça... Essa foi a última partida a terminar na primeira rodada - qual o mérito disso? Nenhum, claro.)
(Ecco Homo! Gabriel e Perdomo)
(Marcel Heeeeeimar e Fier - também primeira rodada)
(Felipe e Leitão: terceira "ronda")

Voltando para a sétima rodada: Felipe obteve boa vitória contra o MF carioca Wagner Guimarães - com direito ao Felipe colocar a dama no buraco... E era bom! Eu acabei empatando com o Leomar Borges - a posição final é equilibrada (sem All IN, senhor Ramon).

Devo fazer uma retratação importante - sobre as minha(s) torcida(s). Segue o fato:

"WMF Vanessa Feliciano (ela responde de um jeitinho tão simples "'ganhei" que fico consternado)". VIVALDO, Leonardo in Torneio Continental das Américas - outras tantas rodadas. Xadrez De-Pressão, BlogSpoto, 2009.

Sabe lá Deus por que eu usei o adjetivo "consternado". A primeira teoria é que foi por influência de uma música do Chico Buarque:

"Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril"

A segunda é a mais plausível: evidentemente não sou eu quem fica consternado, mas os adversários dela...

Opa! Deu certo as fotos! Eis SP visto, praticamente, por cima (fotos by El Debs):

(não é a foto montagem do WTC.)





Bom, é isso aí.
Devo ir agora senão, mais uma vez, El Debs e Vivaldão me matam.
Abraço!
ps: abraço para o MARIO Riboldi, e não, Marcos!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Campeonato Continental das Américas - Outras tantas rodadas...

Essa cobertura pretendia ser mais discreta, ainda que menos underground, que a do blog Xadrez Amador - de Salama, Cirilo e compania - mas já tem link pra tudo que é lado, principalmente no Clube de Xadrez, então é bom isso aqui começar a ficar mais "sério". Falando em seriedade, o pessoal do Xadrez Amador está fazendo uma enquete importantíssima: qual seria a musa do Continental 2009? (Por uma questão ética, não poderei discriminar meu voto aqui. Mas fica o pedido para o pessoal ir lá votar!)

Bem, as coisas andam corridas... Ontem o filme que a galera pediu foi Trovão Tropical - seguindo a série de filmes que necessitam apenas um olho aberto e metade do cérebro funcionando. Brincadeira. O Filme valeu boas risadas!

Aliás, essa estadia em SP está sendo um poço de cultura. Encontrei uma livraria que está fechando (ou foi comprada por outra) e está vendendo tudo muito mais barato que o normal. Evidentemente que já não dá para encontrar muita coisa... Apesar do Felipe ter achado dois livros de Economia que ele vai usar na faculdade esse semestre. Eu acabei comprando um também (por R$ 20, 00): Sob o peso das Sombras -Franscisco J. C. Dantas. Segue abaixo um trechinho do livro:

"Seja como for, importa dizer que no seu decurso geralmente meteórico, nossas escolhas costumam ser contaminadas por assaltos que fluem de um covil insuspeitável, assaltos que nunca passaram pelos nossos pensamentos. De forma que, no final das contas, os sonhos a que consagramos a nossa melhor parte, e a que nos resumimos por dois dias, quinze anos ou três decadas, se enfarinham, mais hoje, mais amanhã, convertidos em tolices, erros, frustrações, arrependimentos. Isso se formos bafejados com a boa estrela: se eles não carrearem para o nosso interior o remorso, o luto, a desventura, cujas sombras, essas sim, perseverantes na crueldade, nos seguirão até o fim."

Bem ao espírito do blog e do torneião que vou fazendo (de onde parei, ao que me lembro, perdi uma e ganhei outra. Grande abraço para Marcos Riboldi - fique tranqüilo: não colocarei a partida no blog!)

Falando em blogs, e links, deixo TODOS os links possíveis e (in)imagináveis sobre o continental que eu consegui encontrar. Se faltou algum, perdão:

Exclama! ("não consta ainda da cobertura, mas terá uma matéria especial logo mais!" - me confessou Marcel Heimar, dono do blog)

E, em última estância, vá em


E não poderia deixar de dar destaque para a equipe de 20 pessoas que assessoram o MI Krikor nas postagens. Como?! Não? É só ele?! Então ele deve ter algum clone, não é possível...
E o El Debs?! Segue firme! Ganhou uma (Alfeu) e acabou perdendo para o GM Shabalov ("o careca mais forte do torneio - disparado!" segundo comentário de um certo MI Brasileiro.)
Minhas torcidas para um bom torneio são para todos, claro, mas, principalmente, para:
MI Felipe El Debs (é nóis!);
MI Krikor (alguém que faz aquelas postagem merece o meu respeito!);
GM Neuris Delagado (porque toda vez que ele joga por Ribeirão, a gente ganha os Jogos Regionais. Logo mais lançaremos a campanha: Volta Neuris!)
WMF Vanessa Feliciano (ela responde de um jeitinho tão simples "'ganhei" que fico consternado)
MF Sega (um dia serei tão tranquilo quanto ele)
MI Molina (Tekinho?)
MF Leomar Borges (pelas críticas sóbrias ao blog)
MI Herman Claudius (Por algum motivo ele me lembra o Mário Biava)
MF Álvaro Aranha (pelas conversas sempre bem humoradas)
Jonas (a risada dele é impagável!)
Leandro Jukemura (é um menino bão)
Marcel Heimar (pela amizade de longa data)
Que me desculpem os outros, mas, sobretudo, para o ícone máximo do Xadrez do Interior Paulista:

GABRIEL RICARDO SALIM NAME!

Bem, é isso aí. Hoje o Felipe joga contra o carioca MF Wagner Guimarães e eu, ironia suprema, contra o MF Leomar Borges.

Por fim, deixo algo, ou melhor, alguém, que me lembrei e que sempre me lembro quando a coisa não vai muito bem... Eu nem sou tão fã (talvez pelo simples fato da tradução acabar tirando um pouco a beleza da poesia - e meu inglês não conseguir suprir, ainda, as traduções) mas acho que a combinação poesia e destilados é tentadora na atual situação:

OH SIM (Charles Bukowski)

há coisas piores do que

estar só

mas costuma levar décadas

até que o percebamos

e frequentemente

quando o conseguimos

é demasiado tarde

e nada pior

do que

ser demasiado tarde.

(agora tenho que ir almoçar senão o Vivaldão e o Felipe me matam)

Abraços!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Campeonato Continental das Américas - várias rodadas...

Atendendo a inúmeros pedidos - de um total de cinco - com margem de erro de dois para mais ou para menos (e pela influência do filme Sim Senhor - aquele com o Jim Carrey) - eis que posto!

Acabamos de chegar da quarta rodada e estamos preparando... O cinema para amanhã. Opções: Inimigo Público, A Proposta ou o novo do Harry Potter - esse só o Felipe quer ver... E ele não está brincando!
Respondendo algumas perguntas (que na verdade é uma só): Sim... joguei, na segunda rodada, na última mesa (131). O Vivaldão me acordou as duas horas da manhã para me contar isso. E achou o máximo. Bom, o que dizer?! - perguntaram em comentários. Bem, é mais ou menos como ser convidado para jantar e colocarem sua mesa do lado de fora (e você ainda vai ter de pagar a conta). Acabei ganhando e o Felipe também - um "pouquinho" mais para dentro do salão.
Mas a vida não é só isso: descobri um baita (palavra curiosa!) livro do Vivaldão que logo mais roubarei, digo, pegarei emprestado: Memórias do Presente: 100 entrevistas do MAIS! - Conhecimento das Artes.

Descobri também que meu irmão ganhou um rato de pelúcia que deveria ser fofinho... Mas sei lá, ele me causa medo:

(Vivaldão e Felipe estão brigando por causa da poltrona - isso ainda é mais bizarro.)

Falando em descobertas, melhoras para o nosso campeão Felipe (não o El Debs - o Massa!).

Na terceira rodada exalto o empate do Feliposo contra o Leitão - minha derrota, e a derrota do Marcel - visitem o blog EXCLAMA! - passou desapercebidas (óbvio ululante)... Aliás, despercebidas até de nós mesmos (nem tão óbvio assim). E falando em nós mesmos, quarta rodada e eu e o Marcel tivemos que nos enfrentar. Empate de (in)comun (des)acordo - enquanto isso Felipe deixou de me vingar e empatou com o MI Leonardo Duarte.

Bem, é isso - ou nada disso - por enquanto. São Paulo vai fazendo um tempo agradável - frio, chuva, e um belo tempo sempre nublado.

Canseira e muito xadrez pela frente... Paciência e vamos se divertir (nada mais, nada menos). Falando em frente: Blog do Disconzi - aprenda a defender uma mesa com o GM Ehlvest!

Até mais!

sábado, 25 de julho de 2009

Campeonato Continental das Américas - primeira rodada

Morto. Eis a palavra. De 130 mesas, com um ritmo de 1h30 p/ 40 lances + 3o minutos KO (acréscimo de 30 segundos por lance) fui o último a terminar! (A rodada que começou as 16 e terminou às 21! Show de bola!).
Felipe ganhou e eu acabei perdendo (era um argentino de 2370 mais ou menos: Leonardo Duarte. Bom, lá tem aos montes desse tipo! Você olha para o lado e pá! Tem um argentino de 2400 do seu lado. E tem, heim?! Dá gosto de ver!).
Bom, seguindo a filosofia que esse torneio é sem compromissos ou cobranças, apenas experiências, não posso reclamar.
Link's úteis:
(o duro é ter que aguentar o El Debs zuando minha habilidade no manuseio das ferramentas do blog... Pura inveja! Detalhe: ele está assistindo Tomates Verdes Fritos - e ainda fica falando que não está!)
Recados:
- Fabrício: deposita o dinheiro do Vivaldão na conta dele - te passei um e-mail, portanto, OLHE O E-MAIL! (e tem como depositar mais uns 50?! Senão vou morrer de fome!);
- Abraços para todo mundo que eu cumprimentei, ou não, lá no torneio, mas, principalmente, para o pessoal de Ribeirão: Aranha, Name, Jukemura e Vanessa Feliciano!;
- Cassião: o árbitro mais elegante do torneio!
Amanhã, rodada de manhã. Almoço, lá pelas 15 da tarde. Com licença que vou desmaiar...
Até amanhã!

Campeonato Continental das Américas

Faltam 20 minutos para o ponta pé inicial!
Pela primeira vez pulando uma postagem (mas não esquecendo! Regionais Franca 2009!) cá estamos: Eu e Felipe El Debs rumo ao mundial!

Felipe está dizendo: Posta logo essa merda!

FALAREMOS DEPOIS!

Abraços!

Torneios AK Hold´em Club - Araraquara

Recebendo um fantástico convite, e a coragem, do grande amigo Edson Scobby, arbitrei (isso mesmo! Nada de estágios! ARBITREI!) o 1° e 2° torneio AK Hold´em Club em Araraquara. De forma geral os torneios correram tranquilamente e agradeço a todos pela paciência, participação e apoio! E pelos litros de leite que todo mundo levou junto com a inscrição!

Para a galeria de campeões, registro os dois campeões do primeiro, e segundo torneio, respectivamente:

- Marcel Heimar
- Silvio Shiroma

Sem muitas histórias, ou nenhuma história, mas está aqui registrado os torneios!

(posteriormente, tentarei achar a classificação dos dois torneios! E para não passar em branco, consultem - eu garanto!: http://exclamasanca.blogspot.com/2009/06/2-torneio-ak-holdem-club.html)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Inter Clubes 2009

"O cinema é um modo divino de contar a vida." (Federico Fellini)


Notícia de última hora! Matão é 3° lugar no Inter Clubes Paulista de Xadrez!
É, está certo... Não foi engraçado.
Pois é: cá estamos mais uma vez: desatualizados e, como começo acreditar, cada vez mais “desatualizantes” (o Word não reconheceu a palavra.)

Não podemos reclamar muito, pessoal. O mundo é isso: a novela da Record continua jogando cada vez mais mutantes na tela – a última que eu vi: um deles era o “derradeiro sobrevivente da cidade de Atlantes” e acabava tendo a Pedra Filosofal – é, eles tinham a Pedra Filosofal! – roubada (!) na escola (!!) onde estuda (!!!.); o time do Santos não segurou o Corinthians do Ronaldo (é complicado. Dou o braço a torcer: ele acaba pesando na balança); a Matonense se classificou para a 2° fase da A2 do Campeonato Paulista; O Michael Jackson morreu – e havia ingressos para o funeral. Aliás, agora as músicas dos Beatles voltaram para o Paul?!; Theo Beck(er) é o “maluco” do momento: Andressa, volta para ele!; Alguma Guerra importante fez 100 anos e será lembrada nos Vestibulares (que estão mudando). Dica: O Homem pisando na lua, logo, Guerra Fria!; O presidente, ou não, de Holduras, continua passeando por aí; tivemos mais uma continuação do Exterminador do Futuro (que só vai acabar quando aquilo tudo virar verdade... DE VERDADE). E é aí que eu queria chegar: cinema, ficção. Quem disse que a arte imita a vida?! Não seria a vida que imita a arte?!

Portanto, deixando aqui uma singela homenagem a sétima arte, vamos tentar fazer um flash-back sobre o que foi (ou deveria ter sido) o

CAMPEONATO PAULISTA INTERCLUBES 2009.
- 28 de fevereiro e 1 de março (na Hebraica)
- 7 e 8 de março (no Esporte Clube Pinheiros)

Roteiro: Leonardo Vivaldo
Diretor de fotografia: Herman Claudius
Diretor de Arte: Fernando César Frare
Figurino: Felipe El Debs
Direção: Christian
Efeitos Especiais: Fernando Arrais
Edição: Eduard Marra de Tesoura
Produção: Mário Biava


Prólogo
A história começa com Fernando Frare e Leonardo Vivaldo dentro de um ônibus rumo a São Paulo. Eles pensam no curioso fato de dois “débeis mentais” (Vivaldão e El Debs) estarem esperando eles lá em SP. Contudo, durante as quase 5 horas de viagem, se deparam com a realidade: trabalho, faculdade, família, 5 horas de ônibus, trânsito, stress, fome, sono: eis o mundo em que resolveram entrar por livre e espontânea (de) pressão (?)... Em fim: quem eram os verdadeiros débeis?!

(nota: chegando no metrô República eles se deparam com a mesma cena do ano anterior: estavam quebrando, no mesmo lugar, com as mesmas britadeiras, e o mesmo som ensurdecedor, o mesmo piso do metrô. Ou é a reforma de piso mais longa da história do metrô ou eles estavam entrando em De Volta para o Futuro. Nem uma nem outra coisa: bem-vindo ao prefeito Kassab*.)
* essa foi explicitamente para o Vivaldão



1° Rodada: Além da linha vermelha

1 Aramaçan A 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 ATC 2 3.0 x 1.0 Iniciantes
3 Circulo Militar "A" 0.5 x 3.5 Clube de Xadrez de Matão
4 CXS A 3.5 x 0.5 CXS B

Del Bosco 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
El Debs 1 x Charles Man de Toledo
Da Mata 0 x 1 F. Vivaldo
F. Frare 1 x Cléber Holanda

É isso. Começou a “bagaça”. Ouvem-se os tiros e os Sargentos gritam: GO, go, go, go! RUN, RUN! Fire in the hole! Fire in the hole!

Não tinha mais volta: já estávamos Além da Linha Vermelha.

O batalhão era composto por:

Soldado raso Leonardo “Ryan” Vivaldo (todo mundo podia matar uns alemães e voltar para casa e pronto. Acabou a Guerra e você é um feliz veterano atormentado, morando numa casa de cerca branca numa cidadezinha do estado de Massachusetts, acordando no meio da noite com os gritos de seu companheiro que foi morto ao seu lado, e teve as tripas caindo para fora, mas não: todo filme de Guerra tem que ter sempre um idiota para complicar as coisas. No caso aqui o idiota sou eu: “Vai lá, Ryan e fique segurando a ponte contra os tanques e a infantaria Alemã. O quê?! Relaxe... Os reforços chegarão a tempo!).

Segundo Tenente Felipe El Debs (todo filme de guerra tem sempre um estrangeiro que ajuda os mocinhos americanos – tem os “carcamanos”, os “tchiacanos” e, neste caso, temos a força árabe. Especialista em explosivos: é o homem bomba do grupo.)

Primeiro Sargento Fernando Vivaldo (o Sargento, que é sempre o melhor amigo do Capitão e despreza os outros soldados, tem sempre duas possibilidades no filme: ou ele morre numa “morte honrada”, salvando metade do pessoal, ou ele vive para dizer “O Capitão era um grande cara”. Ou nada disso também...)

Capitão Fernando César Frare (o capitão é o cara que fica lá atrás e manda os outros correrem... Até alguém bater continência para ele e ele acabar tomando um tiro na cabeça.)

Para um começo, nada mal: saímos praticamente sem baixas: 3,5 a 0,5. Claro que o Ryan meteu a cabeça lá na frente e quase perdeu a orelha: começava, aqui, um filme particular. Como bem acrescentou o mestre Herman “Vivaldinho escapou hoje”. El Debs e Vivaldo ganharam bem e o Frare ganhou uma partida curiosa.

2° Rodada – Titanic

1 Pinheiros A 2.5 x 1.5 CXS B
2 Clube de Xadrez de Matão 1.5 x 2.5 CXS A
3 Iniciantes 1.0 x 3.0 Circulo Militar "A"
4 Aramaçan A 4.0 x 0.0 ATC 2

L.Vivaldo 0.5 x 0.5 L. Coelho
Ovelha 1 x 0 El Debs
F. Vivaldo 1 x 0 Sega
Campello 1 x 0 F. Frare

Nem só de alemães maldosos vive o cinema. O cinema também é amor.
Mas nem só de finais felizes vive o amor do cinema: enquanto lá na frente o senhor Leonardo (Di Crapio) abre os braços e abraça a Kate Winslet, digo, o empate, lá atrás o casco racha e água começa a f*&%# tudo... E assim foi...

“O Barco está afundando! Mulheres, Crianças e... Vivaldos primeiros!”

Vamos comemorar que deste naufrágio a família se salvou! (ao contrário do ano passado, aliás!). Eu mantive a meta de deixar os “alemães” não passarem a ponte e selei o pacto de Varsóvia com o MI Coelho. Vivaldão descontou a derrota do ano passado para o MF Sega (provavelmente as aulas de Play 3 que o Vivaldão teve com o primo Fernando Arrais fizeram toda a diferença). Contudo, Felipe não acertou contra 8. Da4 do MI Ovelha e o Frare acabou se animando no ataque contra o Campello (dado curioso: depois da Najdorf Campello jogou 6.Tg1 e teve um pessoal – inclusive nós da equipe – que ficamos procurando, durante uns 30 segundos, qual teria sido o lance do Branco. E quase achamos que o Frare não tinha apertado o relógio!).

Bem, ou mal, em suma: perdemos... Aliás, não resisto: seria demais dizer que Santos montou um “ataque” animal nos primeiros tabuleiros?!

3° Rodada – Os outros

1 ATC 2 0 .5 x 3.5 Pinheiros A
2 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Aramaçan A
3 CXS A 4.0 x 0.0 Iniciantes
4 CXS B 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão

Flávio Prol Medeiro 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs 1 x 0 Giulliano Cunico
P. Bartkus 0.5 x 0.5 F. Vivaldo
F. Frare 0.5 x Domingo Razões

Fazer uma continuação é sempre um perigo. Nesse caso, saímos de um naufrágio nas praias de Santos e quase embarcamos num navio fantasma... O Ryan continuava lá na frente – correndo, tomando tiro e escapando: no final o empate com o filho do presidente, o Flávio, foi justo. Felipe ganhou bem do Cunico e Vivaldão e Frare selaram a paz – Vivaldão estava empatado e o adversário do Frare tinha lá suas razões...

4° Rodada – Inimigo íntimo

1 Pinheiros A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
2 Iniciantes 0.0 x 4.0 CXS B
3 Aramaçan A 2.0 x 2.0 CXS A
4 ATC 2 0.0 x 4.0 Círculo Militar "A"

Tanto tiro, tanta bomba, uma hora sobra para o Ryan. Depois de ficar desfilando na frente tomei um balaço na fuça e fui cair do outro lado da Ponte do Rio Kwai – E tem coisas que a gente nunca aprende: assim como o ano passado cai no papo do Felipe e joguei uma abertura por sugestão dele. Mas dessa vez nem foi tanta culpa da abertura: foi culpa do Herman mesmo (e também minha, claro); Felipe ganhou de Schuett, apesar de ter pendurado um peão no meio da partida – nenhum dos dois viu; Vivaldão, depois de fazer muita besteira em uma posição quase ganha, ficou perdido, mas mais uma vez uso de suas poções mágicas e escapou das praias da Normandia sem um arranhão – mas também não matou ninguém: tablas; Neb ganhou, firme, de Eduardo Batista.

5° Rodada – Quem quer ser um milionário?!

1 Circulo Militar "A" 2.5 x 1.5 Pinheiros A
2 CXS A 4.0 x 0.0 ATC 2
3 CXS B 0.0 x 4.0 Aramaçan A
4 Clube de Xadrez de Matão 3.5 x 0.5 Iniciantes

L. Vivaldo 0.5 x 0.5 Paulo D. Leal
Thiago de Souza 0 x 1 Felipe El Debs
Fernando Vivaldo 1 x 0 Natasha Camargo
Fernando Frare WO

Demonstrando que eu entendia tanto do Ataque Inglês quanto Wilson Churchill entendia de carnaval, depois de algumas propostas de empate por parte de meu adversário acabei aceitando quando comecei a desconfiar que eu estivesse perdido; A equipe ganhou bem – e o Neb de WO.

No almoço, para tentar esfriar a cabeça, resolvemos entrar em uma livraria.
Depois de muito olhar acabei encontrando uma edição de bolso, muito simpática, de um dos contos que mais gosto: A morte de Ivan Illitch, de Tostói. Era uma edição de bolso, dessas que se compra na banca de jornais, e continha a seguinte descrição:

• Mais conhecido por seus romances mais longos, como "Guerra e Paz" e "Anna Karenina", o Conde Tolstoi mostra ser um mestre também na novela curta. Através da história de um burocrata medíocre, Tolstoi nos leva a explorar os recônditos da alma de todo ser humano.
• Editora: L&PM
• Autor: LEON TOLSTOI
• ISBN: 8525406007
• Origem: Nacional
• Ano: 1997
• Edição: 1
• Número de páginas: 99
• Acabamento: Brochura
• Formato: Pequeno

O preço médio do livro é R$ 10, 00. Mas, como eu estava em PINHEIROS, subiu um pouquinho: R$ 27, 00!!! (eu falei para todo mundo que foi vinte de tanta vergonha que fiquei! Apenas agora estou revelando o valor real! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!! ). Fiquei tão atordoado quando a vendedora me falou do preço que, atônico, paguei o livro!!! PAGUEI!!! R$ 27, 00!!! R$ 27, 00!!!
Antes da próxima rodada, cada vez que olhava para o livro, tinha vontade de sair chutando tudo ali. Solução: dei o livro de presente para o El Debs.

R$ 27, 00!!!

6° Rodada – 300

1 Pinheiros A 4.0 x 0.0 Iniciantes
2 Aramaçan A 1.5 x 2.5 Clube de Xadrez de Matão
3 ATC 2 2.0 x 2.0 CXS B
4 Circulo Militar "A" 0.5x 3.5 CXS A

Edson Tsuboi 0.5 x 0.5 L. Vivaldo
Felipe El Debs
0.5 x 0.5 Mauro Guimarães de Souza
Sadi Dumont 1 x 0 F. Vivaldo
Fernando Frare 1 x 0 Edson Rodrigo da Silva

Ainda que já praticamente impossível alcançar o time de Santos, continuávamos resistindo firmes, e não tão fortes, na batalha. Dessa vez, a equipe que estava mais perto de nós: Aramaçan A – traduzindo: Santo André, em aramaico meridional arcaico. E a coisa foi dura... El Debs ganhou e Frare também. Vivaldão deixou escapar uma partida completamente ganha e eu, depois de altos e baixos, e altos, baixos, e altos de novo – e jogando com praticamente mais ninguém no salão – acabei empatando (a posição repetiu três vezes e eu não havia reparado).

7° Rodada – Último tango em Paris

1 CXS A 2.0:2.0 Pinheiros A
2 CXS B 3.5: .5 Circulo Militar "A"
3 Clube de Xadrez de Matão 3.0:1.0 ATC 2
4 Iniciantes 0.0:4.0 Aramaçan A

L. Vivaldo 1 x 0 Victor Li
Celso Gutierrez 0 x 1 Felipe El Debs
F. Vivaldo 0 x 1 Rafael Casagrande
Giovanni Costa 0 X 1 Fernando Frare

Chegamos aqui com a necessidade de ganharmos de 4 a zero para ficarmos em segundo. E, para mudar um pouco as coisas, não ganhamos e ficamos em terceiro. Aliás, lembrei só recentemente que a long, long time a go, num Aberto do Interior na cidade de Itápolis, aonde conheci o, na época, talentoso Felipe El Debs – que na época era apenas, para mim, “um gordinho chato e mala” – eu também perdi para o senhor Rafael Casagrande. Portanto, se cuida rapaz: o dia que eu e meu irmão te encontrar na rua, você está perdido (tenho que dizer que é brincadeira ou não tem problema manter o suspense? Hitcock?! O que me diz?!).

Bem, o que dizer? Dançamos o Último Tango em Paris sem direito a manteiga (ou margarina – depende do gosto do freguês... Ou do Marlon Brando).

Segue, abaixo, bonitas tabelas e a única foto que tiramos – aliás, a única foto que quem tirou foi o mestre Herman para gente.

(todas as fotos e tabelas serão colocadas em momento oportuno)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alphaville, Itú e Barrinha

Seguindo a série “vamos colocar tudo em dia e ser sucinto”, segui o Mestre Fide, já Mestre Internacional por direito, mas não por lei, e quase Grande Mestre, Felipe El Debs, nas duas últimas etapas do circuito 21 minutos da Federação Paulista de Xadrez.

(Presidente Horácio que conseguiu uma ótima segunda colocação no torneio de Alphaville)

(A Patrícia também estava lá - a camiseta do Santos, atrás, não foi intencional!)

Enquanto Felipe jogou, eu, mais uma vez, fui atrás dos meus estágios de Arbitragem junto a FPX – tendo como algoz, digo, Árbitro supervisor, o sempre modesto (não, não... o Modesto é outro!) Christian Claudius van Riemsdijk. Os dois torneios correram de forma tranqüila. Segue as classificações:

3° Etapa do Circuito Dinâmico 2009 – AlphavilleClassificação Final

1. Marcus Vinicius “Ovelha” Moreira
2. Horácio Prol Medeiros
3. Everaldo Matsuura
4. Renato Rodrigues Quintili
5. Felipe de Cresce El Debs
6. José Antônio Nery Júnior
7. Luiz Guilherme Aurelli
8. Mauro Guimarães de Souza
9. Álvaro Zimmermann Aranha
10. Ângelo de Leon Cultri
(total de 68 jogadores)


17° Open de Xadrez Cidade de ItuClassificação Final

1. Sandro Fabio Mareco
2. André Diamant
3. Krikor Sevag Mekhitarian
4. Everaldo Matsuura5. Rafael Dualibe Leitão
6. Edson Kenji Tsuboi
7. Alexandr Hilario Takeda Fier
8. Edson da Cruz Sampaio
9. Felipe de Cresce El Debs
10. Jefferson dos Santos Oliveira
(num total de mais de 233 jogadores – foram 234)

Antes de sairmos da etapa 21, não poderia deixar de citar a revelação do torneio de Itú: Alexandre Demer Sigrist (2223 de ranting 21) que apesar de uma módica 71° posição (com suados 4 pontos – em 7 possíveis e, porque não?, também impossíveis) mostrou um xadrez vigoroso e eclético: operações quase cirúrgicas no peão dama, contra os esquemas colle da vida; pressão posicional insuportável na Ruy Lopez e muito vigor estratégico no Gambito Benko! Deixo aqui, portanto, a minha previsão: olho nesse rapaz!
E, para terminar, o fechado de Barrinha, com o incorruptível Neb representando a terra da saudade. O que dizer?! Ele foi jogar xadrez no carnaval! CARNAVAL! CARNAVAL!:

Torneio Fechado Memorial Jamil Calil - Barrinha/SP - 20 a 24 de fevereiro de 2009

1. Evandro Amorim Barbosa
2. Alfeu Júnior Varela Bueno
3. Fernando César Frare
4. Gérson Peres Batista
5. Gabriel Ricardo Name
6. Sílvio Haruo Shiroma
7. Sérgio Silva
8. Renan Alves Brandão
9. Evandro Brandão
10. Eliseu da Silva Batista


(percebem a animação nas fotos?! CARNAVAL!)

Bem, é isso aí. Não é a cobertura do século, mas está feita.
Forte abraço.

sábado, 4 de abril de 2009

Aconteceu em Dresden... Olimpíadas de Xadrez 2008 – Alemanha

O que falar das olimpíadas de Dresden?! Eu nem estava lá... E foi pensando nisso que disse: “Felipe, tire o maior número de fotos possíveis!”. E adivinhem?! Ele tirou impressionantes 3 (TRÊS! TRÊS!) fotos! (sendo que ele aparece só em uma – e nada tem haver com xadrez!). O que eu faço?! Mando matar?!

Voltado ao assunto (se é que eu sai dele alguma vez), na época pensamos até em fazer uma cobertura diária, partida por partida, mas enquanto o senhor Felipe El Debs comia schucrutes em um hotel com diária em torno de 500 dólares, nós estávamos batendo peças no interior de São Paulo, nos Jogos Abertos - alojados em uma escola de ensino fundamental e acordando com o aprazível sol das 9 horas (é nessa hora que o sol fica insuportável - e é quase impossível continuar fingindo que a luminosidade que você estava "sentido" é igual aquela quando sua mãe abre a porta do seu quarto). Portanto, isso ficou impraticável.

Novamente, voltando ao assunto (agora me pergunto: não seria a falta de assunto?!), nem foi a ausência de comunicação como o Felipe que atrapalhou falarmos das Olimpíadas, pois conversávamos com ele todo dia, depois das rodadas de Dresden. E ele sempre perguntava alguma coisa de preparação para o Vivaldão (sim, sim... Não tem cabimento!).

O que eu quero dizer é: tirando o fato de que ele viu muita coisa interessante como: a cara que o Radjabov fez quando abandonou contra Van Wely – para alegria do Sigrist; os seguranças do Krammink; o dedo de prosa que teve com o Topalov; a decepção com a vitória do Carlsen na primeira rodada – sim, os Tops também enrolam!; é difícil extrair mais alguma coisa... Mas, enfim, vamos tentar.
Portanto, segue, abaixo, a matéria publicada no jornal de Matão “A Comarca” sobre as Olimpíadas de Dresden (qualquer semelhança com o texto sobre o mesmo, que se encontra no Blog do MI Disconzi, é mera coincidência – singularidades modernas! Sem direitos autorais, certo?! Desculpe mestre, é que na correria de mandar a matéria para o Jornal, bem, sabe como é...):

“Entre os dias 12 e 25 de novembro, aconteceu, em Dresden, (Sajonia, Alemanha) a 23ª Olimpíada de Xadrez. Participaram da competição 156 equipes de 152 nações distintas – apresentando, em sua grande maioria, os melhores jogadores de seu país. "A vitória ficou nas mãos da fortíssima equipe da Armênia. Aliás, sagraram-se bicampeões, a frente de Israel, Estados Unidos, China e da temerosa equipe da Rússia, que obteve apenas uma modesta quinta colocação", reporta Leonardo Vivaldo, diretor do Clube de Xadrez de Matão (CXM).

"A China também faz muito bonito nos tabuleiros, a exemplo dos esportes disputados em Pequim. Já faz algum tempo que a Rússia não possui mais a hegemonia enxadrística, como ocorreu durante praticamente todo o Século 20. Contudo, vale lembrar: com exceção da China (na verdade, se pensarmos bem, também não é uma exceção, muito pelo contrário), todas as dez primeiras colocadas tinham algum vínculo com a antiga União Soviética: ou são países que faziam parte dela ou seus jogadores são formados por expatriados da mãe Rússia. Curiosamente esse é o caso dos Estados Unidos, por exemplo, que conta com os seguintes 'americanos': Gata Kasmky e Alexander Onichuk. Stálin deve estar se revirando no túmulo...", comenta Leonardo.

A equipe brasileira - que terminou em uma honrosa 58ª colocação, atrás do Paraguai, mas a frente da Argentina - contou com dois Grandes Mestres: Jayme Sunye e Darcy Lima (ex-presidente da Confederação Brasileira de Xadrez - CBX); dois Mestres Internacionais: André Diamant (o mais novo da equipe, com apenas 18 anos) e Cícero Nogueira Braga - que já defendeu a equipe de xadrez de Matão na década de 90 - e por fim, o Mestre Fide - mas já MI por direito: o matonense Felipe de Cresce El Debs.

"Por si só, esse fato já seria histórico: é a primeira vez que um integrante da equipe matonense disputa o mais importante torneio de xadrez do mundo. Contudo, mais que isso, Felipe - atualmente o 14° maior Ranting do xadrez brasileiro; e que recentemente conseguiu a obtenção do Título de Mestre Internacional -, fez uma participação brilhante - para afirmar o mínimo - somando 8 pontos em 10 possíveis. Ele deixou de jogar apenas uma rodada - a primeira -, pois havia perdido o crachá que permitia acesso ao salão do torneio! O Felipe fez um Ranting performance de 2.590 pontos - além de somar mais 19 pontos de Ranting - realizando assim, não apenas uma norma de Grande Mestre, mas sim duas!", relata Leonardo.

"Acontece que o peso de uma norma, em Olimpíadas, é dobrado. Os títulos de Mestres são divididos pela Fide em três categorias: Mestre Fide, MI e GMI. Enquanto o título de Mestre Fide é conquistado apenas quando o jogador atinge uma pontuação superior a 2.300 pontos de Ranting Fide, os títulos de MI e GM são conquistados somente depois que o jogador consegue realizar no mínimo três 'normas', ou seja: jogar um número 'x' de partidas contra jogadores que já tenham o título; e conseguir 50%, ou mais de pontos contra esses jogadores. Para cada torneio que o jogador atinge essa média, é computada uma 'norma'", explica.

Leonardo lamenta a falta de três GM´s Brasileiros: Rafael Leitão, Gilberto Millos e Giovanni Vescovi. "Eles ficaram disputando os Jogos Abertos do Interior de São Paulo. Muitos enxadristas podem achar um absurdo trocar Dresden pelo Interior Paulista, mas é necessário compreender que a maioria dos enxadristas profissionais no Brasil tem como principais fontes de renda os patrocínios das Prefeituras. E os Jogos Abertos é o subsídio do patrocínio. Além disso, os jogadores podem contar com patrocínios privados, aulas particulares, premiação de eventos (ainda que, muitas vez, escassos – mas já se melhorou muito!), cachets por participação em torneios fechados (limitados), simultâneas (ocasionais), cursos e palestras", coloca.

"Contudo, a CBX agiu bem em se preocupar logo no início do ano com a formação da equipe, permitindo tempo para que os jogadores pudessem treinar, se prepararem fisicamente, técnica e psicologicamente, montando uma agenda de participação em eventos durante o ano. Em edição anterior também houve a feliz idéia de reunir a equipe olímpica com o treinador russo Mark Dvoretzky. E, claro, não podemos esquecer que a CBX cobriu todos os custos da viagem a Dresden", frisa Leonardo.

No final desse ano, El Debs ainda deve se preocupar em sanar seus compromissos acadêmicos - é estudante de Economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) - e voltar a tempo para comemorar seus grandes feitos com os colegas enxadristas de Matão. "Vale lembrar que ele presenteou o amigo Fernando César Frare com uma garrafa de Absinto e eu com uma garrafa de Vodka", sorri Leonardo.

"Sinceramente, não estava entendendo muito bem o que era participar de uma Olimpíada de Xadrez. Parecia mais uma viagem como outra qualquer – como ir para os Jogos Abertos - só que de avião. Mas, chegando lá, vendo todo aquele pessoal que só ouvíamos falar – mais o lugar em si – tudo muda! Foi uma experiência fantástica! Com certeza, um dos maiores prazeres enxadrísticos que já tive", resume El Debs, que nascido em São Carlos, é considerado Matonense nato pelo CXM.”

Seguindo, para não perdermos as fotos que foram enviadas pelo mestre El Debs, façamos, portanto, uma breve reconstituição dos fatos (quais serão as três fotos verdadeiras e quais são montagens?! Tentem descobrir!):

(A vista do quarto do hotel onde nosso intrépido mestre ficou - não parece uma das fases do Call of Dutty?)

(assim que Felipe chegou no aeroporto de Dresden, logo, já se sentiu em casa...)

(fazendo um boquinha! Ninguém é de ferro...)

(Olha ele de novo aí! Haja Neve - nota que os dois intrusos da fotos - lado direito - não estavam jogando o torneio, mas tinha 2308 FIDE - e uma norma de MI cada)

(E porque não o lazer?! Nosso mestre também é um grande pé de valsa!)

(Isso a história não contou: Felipe passou mal, lá em Dresden, com uma forte dor de dente... mas organização de primeira: prontamente foi atendido!)

(Meio indiscreta essa fotografia...)

(Comemoração depois da norma! E toma dança de novo! - não parece o Karpov com ele?!)

(Sempre responsável, Felipe comemorando com um refrigerante! - dissem até que ele vez sucesso com essa história)

(Mal conseguiu a norma Felipe já correu para o computador nos avisar! - coisa que ele fazia todo dia, aliás: conversar com a gente!)

(Felipe na volta, comemorando! E quem foi buscar ele no aeroporto?! Sim! Ele mesmo! Gabriel Salim Name!)
(Felipe no avião - seria o irmão ao lado?!)

Para finalizar: abaixo duas partidas do MI Felipe El Debs, com comentários gentilmente cedidos (sem saber!) pelo MI Rodrigo Disconzi (em caso de processos, entre em contato com José Roberto de Oliveira Júnior – o Tekinho).

(nota: na segunda partida, como todo o respeito, deixei alguns comentários meus que vão com a marca LV)

Danielsen, Hen (2492) - El Debs, Felipe (2447) [A07] 38th Olympiad Dresden GER (5), 17.11.2008

1.g3 d5 2.Cf3 Cf6 3.Bg2 c6 4.d3 Bg4 5.0–0 [Brancas poderiam retardar um pouco o e5 preto 5.b3 Cbd7 6.Bb2 e6 7.Cbd2 Bd6 mas cedo ou tarde e5 viria.]

5...Cbd7 6.h3 [Para um possível g4 no futuro]
6... Bh5 7.Cbd2 e5 8.e4 dxe4 [outra opção seria não tomar em e4, para não ceder a casa c4, mas o centro preto seria minado. 8...Bd6 9.exd5 (9.c3 0–0 10.Dc2 Te8 11.Te1 a5 12.a4 Db6 13.Cb3 Tad8 equilibrado)

9...cxd5 10.c4 0–0 (10...d4 teria uma estrutura Benoni invertida.) 11.cxd5 Cxd5 complicado.] 9.dxe4 Bc5 [9...Be7 Seria outra opção, deixando a casa c5 livre para a manobra Cc5-e6-d4. 10.a4 Para ganrantir o uso da casa c4. 10...a5 11.De2 0–0 12.b3 Te8 13.Bb2 Dc7 14.Tfd1]

10.De2 [Mais jogado é 10.De1 com planos de Ch4-f5 ou f4.]

10... 0–0 11.Td1 [11.g4 Bg6 12.Ch4 Te8 para ocupar a casa f4. 13.Cf5 Cf8 14.Cb3 Bb6 15.Bg5 Ce6 16.Tad1 Dc7 17.Be3 Cf4 0–1 Camara,H (2320) -Vaganian,R (2545)/São Paulo 1977/EXT 98 (55)]11... Dc7 12.a4 a5 13.b3 [13.Cb3 Bb6 14.Be3=]

13...Tfe8 14.Bb2 Cf8 15.Cc4 C6d7 16.Ce3 [16.Bc3 f6 17.Td2 b5 (17...b6) ]

16...Ce6 17.Cf5 [17.Cc4 Cd4]

17...Tad8 18.Td3 f6 19.Tad1 Cdf8 20.Bc3 b6 21.T3d2 Cg5 22.h4 [Debilita um pouco a ala do rei, mas alivia a pressão do Cg5 e permite Bh3]

22...Cge6 23.Bh3 [a posição das pretas já atingiu seu limite de reforço e ajustes, não há muito o que fazer]
23...Txd2 24.Txd2 Td8 25.Rg2 Txd2 26.Dxd2 Dd8 27.De2 [27.Dxd8= devido a posição embolada das peças na ala do rei, brancas deveriam se contentar com a igualdade.]

27... Bf7 28.Bg4 h5 29.Bh3 Cg6 30.Rh2 Ce7 31.Bg2 Dd7 32.Bh3 Cxf5 33.Bxf5 g6 34.Bh3 Dd6 35.Bf1 Rg7 36.Rg2 Bb4 37.Bb2 Dd7 38.Rg1 Bc5 39.Bc3 Dd6 40.Dd3 De7 [parecia tentador 40...Dxd3 41.Bxd3 Bb4 mas 42.Bxb4 (42.Bb2? Cc5–+) 42...axb4 43.Bc4 Cc5 44.Bxf7 Rxf7 45.Cd2=]

41.Bh3 Bb4 42.Bxb4 axb4 43.Bxe6 [43.Bf1; parece mais ativo 43.Da6!? Dd8! (43...Dc5 44.Db7÷) 44.Bxe6 (44.Db7? Cc5–+; 44.Bf1 Dd1µ) 44...Bxe6÷]

43...Bxe6 44.De3 c5 45.Cd2 Dd6 46.Rg2 Dd8 47.f4!? exf4 48.gxf4 Bc8 49.Rf2 Bb7 50.Cf3 Dd1!? [Buscando jogo. 50... De7 51.e5 fxe5 52.Dxe5+ Dxe5 53.fxe5 Be4 54.Ce1 Rf7 55.Re3 Bf5=]

51.Dd3 Dxd3 52.cxd3 Bc8 53.d4 cxd4 54.Cxd4 g5! 55.Rg3 gxh4+!? [desequilibrando a partida. 55... g4 56.f5=]

56.Rxh4 Bg4 57.Rg3 Rf7 58.Rh4 Bd1 59.Rg3 Re7 60.Rh4? [60.e5!= era essencial para bloquear o rei preto]

60...Rd6 61.Rg3 Rc5 62.Ce6+ Rd6 63.Cd4 Bg4!–+ [E o bispo domina o cavalo. Excelente técnica de finais de Felipe]

64.Cb5+ Rc5 65.Cc7 Rd4 66.Cd5 [66.e5 fxe5 67.fxe5 Rxe5 68.Ca6 (68.Ca8 Rd4 69.Cxb6 Bd1 70.a5 Rc5 71.Rh4 Bxb3 72.Rxh5 Rb5 73.Cc8 Bd5–+) 68...Bd1 69.Cxb4 Bxb3 70.a5 bxa5 71.Cc6+ Rf6 72.Cxa5 Bd5–+ cercando o cavalo; 66.Ca6? Rc3–+]

66...f5?! [lance natural e que a posição parece pedir. [mais exato seria 66...Bd1 67.Cxf6 Bxb3–+]

67.Cxb4? [A melhor defesa era difícil de notar 67.Cxb6! fxe4 68.a5 Rc5 69.Ca4+! este lance que é estranho aos olhos. 69...Rc6! (o mecânico lance 69...Rb5? 70.a6 Be6 parece falhar por 71.f5 Bd5 (71...Bxb3? 72.a7! com duplo 72...Bd5 73.f6+-) 72.a7 Ra6 73.a8D+ Bxa8 74.f6 Bd5 75.Cc5+ Rb6 76.Cxe4 Bxb3 77.Cg5 Bd5 78.f7 Bxf7 79.Cxf7 b3 80.Ce5 Rc5 81.Cd3+ Rc4 82.Cb2+= e o cavalo chega a tempo) 70.a6 e3 71.Cb2 e2 72.Cd3 Rb6 73.Rf2 h4 74.Cxb4 h3 75.Cc2 Rxa6 76.Ce1 Ra5 77.Cd3 (77.f5 Bxf5 78.Rxe2 h2) 77...Bf5 78.Ce1 Rb4–+]

67...fxe4–+ 68.Cc6+ Rc3 69.Ce5 e3 70.b4 Rxb4 0–1

El Debs, F (2447) - Prusikin, M (2538) [A13]38th Olympiad Dresden GER (9), 22.11.2008

1.Cf3 [Felipe gosta de jogar posições dinâmicas e com a iniciativa, sem se importar se a ação ocorrerá somente mais tarde. A Reti e a Inglesa se encaixam bem no seu estilo.

LV: Na verdade, na verdade, o Felipe gosta de posições em que a ação aconteça beeeeeeeeem mais tarde - ou melhor: que não aconteça].

1... Cf6 2.c4 e6 3.g3 d5 4.Bg2 [4.d4 Levaria a partida para a Abertura Catalã diretamente.

LV: Sabendo que ele joga Catalã, porque ele não entrou nela?! Mistérios, mistérios...]

4... dxc4 5.Da4+ Cbd7 6.0–0 a6 7.Dxc4 b5 8.Dc6 [Retira a Torre da coluna A e da diagonal h1–a8. Não sei ao certo para quem isso é vantajoso. Mais jogado é 8.Dc2 Bb7 9.a4 para pressionar b5 com Db3 ou Dd3 e Ca3. 9...c5 10.axb5!? deixando o peão D indefinido se vai a d3 ou d4, permanecendo nos terrenos da Reti/Inglesa.]

8... Tb8 9.d4 Bb7 10.Dc2 c5 11.Bf4?! [Aqui notamos um aparente ganho de tempo em relação à posição da torre preta, mas isso não quer dizer muita coisa, pois c8 parece a casa natural dela. Já o Bispo em f4 costuma ali se alojar quando tem certa estabilidade

LV: O velho e bom otimismo do senhor El Debs - a aparência não é tudo mais é 100%].

11... Tc8 [e agora Felipe tem mais problemas a resolver do que seu oponente.

LV: Realmente: Felipe é um garoto problemático. Esses dias, na FGV, ele conseguiu ser expulso da sala].

12.Cbd2 [Solução "cool". Deixar pretas ganharem um peão central e seguir jogando como se nada tivesse ocorrido. Aliás, nas vezes em que enfrentei Felipe pude notar esta característica em seu jogo

LV: Ou seja (traduzindo): ele pendura e finge que não está acontecendo nada].

12... cxd4 13.Dd3 Be7 [13...Cd5 seria um lance que me incomodaria.

LV: Nada incomoda o velho El Debs. Ele não tem pudor]

14.Tac1 0–0 15.Cxd4? [Nesta fase inicial do jogo, Felipe correu certos riscos e a impressão que meus comentários podem causar é que quero mostrar que ele jogou mal. Mas não se enganem com isso, pois ali, na hora da partida, diante do tabuleiro, a quantidade de pressão que coloca-se no adversário pode contrabalançar posições não muito boas. E isso conta muito para ganhar partidas. 15.Dxd4 Cd5÷

LV: É... Verdade. Mas, convenhamos: ele jogou mal mesmo! ]

15... Txc1 16.Txc1 Bxg2 17.Rxg2 [Esta troca pode parecer uma ofensa aos jogadores da catalã, pois troca o baluarte da diagonal. Mas é um tema posicional recorrente a troca dos bispos para tentar invadir o campo preto via c6].

17... Cc5 [Nessa posição, especificamente, pretas não deveriam sofrer nada devido ao jogo ativo no centro.

LV: Mas a vida... A vida é uma caixinha de surpresa! ].

18.De3 Cd5 19.Df3 Cxf4+ 20.Dxf4 Bg5 21.De5 Cd7 22.Dd6 Bxd2 [até aqui o jogo preto parece ter sido natural e sem erros.

LV: só houve um erro: sentar ao tabuleiro e achar que sairia impune].

23.Td1 Bg5? [23...Da8+! 24.f3 (24.Rg1 Cf6 25.Txd2 Ce4) 24...Bg5 25.Dxd7 Td8 26.Dc7 Bf6 27.e3 e5–+]

24.Cc6 [Enfim a posição branca ganha sentido.

LV: a posição branca, talvez, sempre tenha tido sentido... Ao menos pela lógica distorcida e psicótica do El Debs - Está bem, está bem, não tinha não...].

24... Da8 [Natural, cravando, defendendo c6 e ativando a Tf8. Mas as vantagens pretas deste param por aqui, pois não há potencial de melhora em suas peças e o Bg5 só anda pelas casas pretas...Já as peças brancas tem potencial muito maior. 24...Df6 25.Dxd7 (25.h4 Bh6 26.Dxd7 Dxb2 27.Ce7+ Rh8 28.Dd8 g6) 25...Dxb2 E aqui as pretas tem um peão a mais, mas as brancas tem um certo domínio, devido a Tf8 passiva. Na prática, pretas notaram que Felipe entregou um peão, cedeu o par de bispos e depois deixou peça no ar para depois recuperar, não demonstrando medo de nada. Esta atitude incomoda bastante o adversário, pois ele tem dificuldades em avaliar as posições, pois sabe que seu rival , que aparenta ser “insano e destemido”, sempre vai gostar das suas posições resultantes onde há certa "quizumba".

LV: A melhor seqüência de comentários do ano (2008) no xadrez brasileiro. Vamos por partes:

1°) "entregou um peão"+"cedeu o par de bispos"+"deixou peças no ar" = "demonstrando medo de nada". Em suma: vai jogando por rumo e aos "trupicões". Vale a máxima: Deus ajuda as crianças, os bêbados e os ignorantes)

2°) "Esta atitude incomoda bastante o adversário". Traduzindo: O adversário pensa: "que raios de @#$¨&* esse capivara está fazendo?! Tenha dó..."

3°) "Insano e Destemido". Insando e destemido... INSANO E DESTEMIDO! A melhor, disparada!, definição que já ouvi sobre o estilo do Felipe. Simplesmente Genial. Traduzindo: completamente louco e desbaratado. Non sense!

4°) 'Quizumba"! Eis a chave d'ouro do soneto! Em suma: só restava tentar enrolar... E deu certo!]

25.Dxd7 Tc8 26.Td6 g6 [Quando não se tem o que fazer, a tendência é piorar aos poucos. 27.e4!± ameaçando isolar o Bg5 do jogo].

27... Tf8 28.e5! [28.f4 Bf6 29.e5 Bg7 30.Rh3 Seria possível mas pouco objetivo, além de deixar o rei em temas de perpétuo mais tarde.]

28... Bc1 29.f3! [Muito objetivo e bem calculado!! Brancas invadem território preto via sétima e casa d8].

29... Bxb2 30.Dc7! Rg7 31.Td7 g5 [desespero

L.V. "Ai, aiai, aiaiai... Tá chegando a hora... O dia já vem raiando, meu bem! E eu tenho que ir embora..."]

32.Cd8+- Rg6 33.Dc2+ Rh6 34.Cxf7+ 1–0

Para fechar, os presentes que recebemos do mestre El Debs (o que a delegação brasileira há de ter pensando sobre nós?);




















1°) Vodka com erva tropical exótica para o Vivaldinho;
2°) Absinto (70% álcool), para o Frare;
3°) Gold Label, 18 anos, para o Vivaldão.

Presentes curiosos...
Bem, é isso. Parabéns, Felipe, pelas normas! E parabéns para toda a delegação brasileira - masculina e feminina!

Abraço!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Memórias (quase) Póstumas do 72° Jogos Abertos do Interior – Piracicaba 2008 (PARTE II)

Capítulo 5
As partidas

“Outrossim, afeiçoei-me à contemplação da injustiça humana, inclinei-me a atenuá-la, a explicá-la, a classificá-la por partes, a entendê-la, não segundo um padrão rígido, mas ao sabor das circunstâncias e lugares.”(Memórias Póstumas)

Pressuposto que a lógica indicaria seguir agora para a conseqüência natural da utilização do GPS, ou seja, A(s) Noite(s), mas lembrando que isto tudo já perdeu há muito qualquer rigor de ordem, sigo, doravante, para as partidas: pois a idéia primeira fora jogar xadrez - ou, ao menos, em alguns casos, tentar... Ou em todos.

De qualquer forma, e contradizendo um pouco o parágrafo anterior, não tenho por intuito demorar-me demais aqui – portanto, não falarei das partidas. Poderia ficar aqui citando mil e uma diabruras que ocorreram, mas isso seria por demais enfadonho – e talvez até exagerado. Alguns pontos positivos também poderiam ser levantados, mas isso seria por demais arrogante – e com certeza exagerado. Quiçá a partenogênese enxadrística pudesse ganhar alguma coisa se eu mostrasse como toda e qualquer partida, por mais estranha que seja, tem lá seu valor ao lado do prêmio subjetivo e inebriante da vitória (ou sufocante, no caso da derrota): mas isso seria romper o silêncio que jurei guardar. Calemos, portanto... Mas não sem antes deixar aqui um lamurio baixo e quase imperceptível: seja do grito do desvalido, seja do nascimento dum forte. Ei-lo:


A posição em questão foi derivada do encontro entre nosso jovem Mancebo Rafael “Alemão” e nosso amigo “Carioquinha” (nome fictício). Notem, atentamente, a posição exposta: nem mesmo a dinâmica celeste poderia descrever maior mobilidade e ação! Do Diagrama em questão foram jogados mais, arisco-me a dizer muito mais, de 50 lances (e já havia passado mais uns tantos...). Apesar do apuro de tempo, e de várias ofertas de empate à parte, aliado ao nervosismo da estréia e até de algumas reclamações por parte da outra equipe (sabe-se lá porque), Rafael conseguiu manter o sangue frio e, sobretudo a paciência, para garantir o empate. Não é só vencedor que ganha as batatas: um empate, às vezes, vale mais que uma vitória. Falando em vitória, acredito nas revindicações que Alexandre Sigrist fez para o próximo Jogos Abertos. Ouve lá: PodCastle (por enquanto, é só ouvir o mais recente... Não é só o Vivaldinho que não é dos mais pontuais em atualizações).

E para que este capítulo não fique demasiado incolor, lembro, portanto, de algo que nada tem haver com a vida do xadrez, mas sim com o xadrez da vida: encontrei muita gente na rodoviária de Piracicaba: Silvio Oliveira; Juçana (no mesmo ônibus!); Andréia (de Campinas); e na zen posição de lótus em um dos bancos da rodoviária, a Taís Julião!

E, para terminar, uma foto do nosso estimado quarto (porque? Porque ele era show!):

Capítulo 6
As noites

“- É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, enquanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.” (Memórias Póstumas)

E o pessoal do xadrez sempre muito animado. É verdade que dessa vez nós (entendam eu, Vivaldão e Marra), por estarmos em um alojamento afastado da cidade, e quase que do mundo ("um rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo!" como diria Diego Silveira, de Itapetininga, que também estava por lá e sempre cobrando os post´s) nossas incursões noturnas se fizeram menores. Não raro fora o dia em que chegamos, jantamos e, depois do banho, o sono que serviria de rápido descanso para agüentar a noite, fora desfeito apenas com o costumeiro “acordar das mulas” matutino do Seu Mário...

No mais, seria impossível citar todos que desfrutaram do manto acolhedor da abóboda celeste. Contudo, também me parece muito injusto, não trazer à baila o pessoal de Rio Preto - por motivos óbvios (que nada mais é que o de comunhão ideológica aferida ao tema aqui exposto): W. Rocha (sempre discutindo alguma coisa com o Leomar Borges); o próprio Leomar Borges – um dos meus últimos ídolos enxadrísticos, à frente, evidentemente, de Korchnoi; Ramon, chefe da delegação e mentor intelectual das investidas noturnas; Eliana, não só a dona da máquina fotográfica, mas também embaixadora da paz; e, sobretudo, as incansáveis Marciane Prior e Adriana Shredder, ops, digo, Scheleder, que sempre nos incentivavam ao desfrute da noite. Aliás, essas duas desfrutaram de nossa companhia na derradeira noite (em boa parte das outras também, é verdade) em que estivemos em Piracicaba. E embora esta noite tenha começado em um dos bares “descolado” que o pessoal freqüentava, ela acabou por terminar em um lugar ainda mais opulento e muito longe de ser uma bodega qualquer. Julguem vocês mesmos:


E, sendo sincero, para não comprometer o relato daqui para frente sobre esta noite, pois minha memória sobre tal começa a ficar mais turva que o normal, digo apenas que lembro-me que demonstrei minhas habilidades na sinuca (aliás, modéstia à parte, há de ser um talento que desperdiço... Ao menos quando bebo) e, depois, agora já sem quaisquer lembranças minhas, que perdi meu RG no posto (as meninas que acharam!), que gritei sandices na avenida (diz o Marra que quase matei um moto boy), que dei alguma resposta atravessadas para o Vivaldão (mesmo alterado mantenho algumas características invariáveis da sobriedade) e, como gran finale, que pulei o murro do alojamento que era, mais ou menos, um Ramon e meio (tudo para colocar o carro lá dentro). Várias escoriações, e hematomas, foram descobertas no dia anterior.
Enfim, tendo em vista a supremacia da imagem em nosso século, e a preguiça deste que vós fala, segue algumas fotos que expressa muito bem as noites de um Jogos Abertos (este poderia ser o capítulo “coluna social”):

(As meninas de Rio Preto: Marciane, Eliane (de quem roube praticamente todas as fotos) e Adriane)

(A galera de Rio preto mais Christian quinto elemento)

(Rio preto e um foragido de lá: Diego Di Berardino)


(É Senhor Marra... Se o senhor não sabe nem eu! - Ao lado o MI Dragan )

(Marciane comendo alguma coisa - e bebendo também...)


(Leomar - sempre presente - e Paula Delai)

(Por algum motivo, acho que ele estava bravo comigo...)


(... Mas acho que no final ficou tudo bem... Não?!)


(Não Vivaldão, sai pra lá... Deixa eu tirar a foto sozinho)


(Irmão bêbado é foda...)


(Cada um carrega a cruz que merece... Dá pra ficar bravo?!)

(Ei, Crosa!)


(Enquanto isso, em Dresden, na Alemanha, recebemos um cartão/foto do mestre El Debs. Ele é o do meio, com as pernas para cima)


(Bispo, Vivaldinho, Marra, Vivaldão, Crosa e Dragan - All IN!)

Capítulo 7
Das Negativas

Entre o fim dos Jogos Abertos e a participação da equipe de Matão, mediaram os (des)sucessos narrados nas partes intermediárias do post. O principal deles foi a própria participação de nossa equipe - relatado com muito tempo de atraso, é verdade. Pobre relato atrasado, se tivesse vindo à hora, quem sabe, tu me darias o primeiro lugar entre os homens, acima da ciência e da riqueza, porque eras a genuína e direta inspiração do céu. O acaso determinou o contrário; e ai tudo ficou nebuloso - posto ainda que sucinto.

Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade como “bloguista”, não fui Mestre, não degustei nenhuma pamonha, não joguei todos os dias e, depois do final dos Jogos, ainda participei em seguida do Inter Unesp e consegui desclassificar minha equipe na primeira rodada (abraço para os amigos(as) da Unesp de Marília. Saluto aqui de Bauru! Abraço do peito, cururú!). Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não ganhar os pontos apenas com o suor do meu rosto (mas com a ajuda da equipe e, mui respeitosamente, com a ajuda dos adversários). Mais; não padeci a morte do troféu de poker do Marra (aquele que eu quebrei dentro do carro. Achou que eu esqueceria?! Pois é, fica aqui sua última morada), nem a semidemência do Felipe El Debs (que estava lá nas olimpíadas. Aliás, ele se recupereu e trouxe as normas de GM - assunto para outro post). Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará, portanto, que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que sai quite com os Jogos Abertos. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do Estado de SP, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tivemos medalhas, não transmitimos ao nosso Município o legado da nossa miséria.

Fim da Parte II