quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

II COPA AMÉRICO DE XADREZ DINÂMICO



“-Vivaldo, oh, Vivaldo!
- Fala...
- Você não vai fazer a matéria sobre Américo?!
-Matéria?! Lógico que não. Eu não fui e não tenho nada para falar sobre...
-Mas você disse que a idéia é acompanhar os matonenses e... (Etc, etc, etc)
- ...”


PQP! Que molecada do inferno! Era só o que me faltava agora: Cobrança sobre matérias... Realmente, como diria o Patolino, “É o fim da Picada”.

Na verdade, o problema, é que minha paciência anda pouca. Minha sobriedade beira a de um monge Bizantino e, daqui a pouco, vou acabar acreditando que consigo viver lúcido.

Entretanto, o pior mesmo, é o fato de estar passando por uma fase de “preguiça criativa”. Já estava em uma fase de poucas idéias e depois que comecei a negociar o preço de minha mais-valia com meu nobre irmão, não tive mais tempo (entenda: não consegui mais) escrever nem mais uma linha decente (e alguma vez consegui?) para cá.

E ainda têm a faculdade voltando agora...

E, vejam só, nem mesmo depois de ficar uma aula toda de Semântica tentando imaginar uma maneira de conciliar os temas Neuris Delgado e Fidel Castro, eu consegui sair com uma idéia que prestasse...

Aliás, sobre o meu trabalho com meu irmão, e o seu mestrado sobre Direitos Humanos, tenho a dizer o seguinte:

“Hermenêutica Diatópica. Tenha dó...
Hermenêutica Diatópica... Hermenêutica Diatópica?! Ah, vai pro raio que o parta!”


Mas, bem, chega de lamúrias...

Cá estou...

Então, vamos fazer isso de forma indolor para mim e para você(s) que estarão lendo.
Aconteceu, no longínquo dia 24, deste mês, a II COPA AMÉRICO DE XADREZ DINÂMICO, realizada na cidade de Américo Brasiliense, sobre os olhares atentos do professor-árbitro-mala sem alça Silveirinha. Por motivos pessoais, não pude comparecer.

Sobre a escumalha Matonense que seguiu a jogar no referido embate, deixou os comentários (feitos pelo MSN. Ah! Essas modernidades!) a cargo de Fernando César Frare:

Sobre ele mesmo, Frare (5 pontos): “No meu caso, joguei muito sólido.”

Vidotinho (5 pontos): “O Vidotinho jogou muito combativo, apesar de dar algumas penduradas.”

Fabrício “Fischer“(3,5 pontos): “O Fischer é um bonachão. Nunca vi: pendurando ou ganhando, está sempre de bom humor. Pra ele tanto faz. É o nosso presidente!”.

Wanderley (3,5 pontos): “O Wanderley acha lindo perder peça. Dá risada.”

Rafael “Alemão” (3,0 Pontos) “O Rafael ainda está no limiar da ruindade. Alterna bons lances com cagadas completas: põe toda a partida a perder num único lance. O problema dele é arrematar.”

Bruninho (2,0 Pontos): “O Bruninho praticamente não se percebe. Se voltássemos sem ele, ninguém daria por falta”. Bom garoto. Mas precisa estudar xadrez pra valer...

Biro-Biro (1,0 ponto): “Falta o melhor, lógico. O Biro-Biro é sensacional: além de ser insuportável, não dá pra ficar 5 minutos do lado dele. E no tabuleiro ele é o contrário, É O AMIGÃO DA MOÇADA. Como perde peça e não está nem aí...Vai perdendo, abandonando e nem espera levar mate. Normalmente esses capivaras vão até levar mate, mas ele reconhece a mediocridade dele. Como você disse: ele não tem um mínimo de apego material. E grita, dá vexame... Não tem senso do ridículo. E tem carisma, isso que é o pior!”

(nota: o ilustre Biro-Biro conseguiu sua PRIMEIRA vitória em um torneio aberto! E foi JOGADO! Depois de manobrar um hermético final entre Duas Damas e Rei contra Torre e Rei, nosso garoto -que era o possuidor da ÍNFIMA vantagem material no final citado- ganhou no tempo! Fica nosso carinho, consideração, e votos para que essa seja a primeira de muitas vitórias! Agora, NINGUÉM MAIS SEGURA!).

Classificação Final:

1° Gleison Rocha (Catanduva)
2° Lindolfo da Silva (Araraquara-Franca-São Paulo-Brasil-Mundo)
3° Fernando Frare (Matão)
4° Fabiano Vidoto (Matão)
...

(O resto da classificação paira sobre penumbra... O Silveirinha não mandou, a molecada não lembra -O Frare só até aí- e eu não fiquei perguntando pra todos. Bem, tá bom demais!).

Sem mais (paciência e assunto).

Abraço(s)!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Parabéns Felipe!

Liberté, Fraternité, (e nem tanta) egalité!

É com imensa, incomensurável, inenarrável, indescritível, inefável, inevitável, implacável, e digo mais, INSUPORTÁVEL FELICIDADE, que anunciamos que nosso companheiro de equipe o MF Felipe de Cresce “Pelúcius” El Debs passou no vestibular! ECONOMIA! (O que está em total sintonia com seu sangue turco!). PARABÉNS FELIPE! Agora você é realmente um FILHO DA... PUC!

Felicidades e muito sucesso na nova empreitada!

"A Economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a Economia." (Millôr Fernandes)

(Felipe, bronzeado pelas praias da Sibéria, comemorando: "É NÓIS!").

ENQUETE

- Quais desses dois quadros você roubaria do MASP?!


1)



2)


(OBS: O Xadrez De-Pressão não está fazendo nenhum incentivo para o roubo de Obras de Arte ou de qualquer outra coisa -até mesmo por que, nós ficaríamos com a opção número 2...).

sábado, 26 de janeiro de 2008

Versos à boca da Noite (Carlos Drummond de Andrade)


"Sinto que o tempo sobre mim abate

sua mão pesada. Rugas, dentes, calva…

Uma aceitação maior de tudo,

e o medo de novas descobertas."



Breve Balanço

Pois é... Ano novo e vida nova! Mudanças, realizações!

Está bem, agora, vamos falar sério...

Depois de um ano (principalmente seu último semestre- e em especial o trimestre final) em constantes honrarias ao Deus Baco, resolvi terminá-lo (2007- sEEEte!) com uma breve estadia em São Paulo, mais especificamente, na casa de meu irmão, o Vivaldão. Minha morada temporária na terra da garoa foi regada a APENAS -e sem muita negociação- UMA refeição por dia. Além de lutas diárias contra os animais da fauna local (inclusive o próprio Vivaldão).

Unido a isso, a festa de final de ano, e as primeiras semanas de Janeiro, vieram a reerguer minha saudosa Gastrite (que tinha suas aparições apenas para fins nervosos e não alcoólicos. Juro!). Sim, novamente, eu tenho um estômago a zelar...

E contrariando Jung que disse “Não posso me expressar com um problema científico” reitero, mais uma vez, meu corpo ao estudo da comunidade científica. Quais as chances de uma pessoa com gastrite desenvolver, concomitantemente, uma inflamação de garganta? Uma chance em um milhão e essa chance sou eu. Remédios? Sim, alguns, mas com o máximo de cuidado de não melhorar uma coisa e piorar outra. Estaria, agora, apenas nas mãos dos Xamãs?! De qualquer maneira, estou seguindo praticamente um Regime Espartano (só falta me soltarem na selva para caçar): comer apenas certos alimentos, líquido por enquanto só água, dormir cedo...

...E acordar cedo. Portanto, cá estou (E é bom ressaltar: Lúcido feito uma Coruja, além de mal-humorado e com dor de cabeça) em uma Aprazível manhã de Sábado de um dia qualquer de janeiro.

Depois de redescobrir que, sim, o Globo Rural ainda existe e acompanhar um canal de notícias que me proporcionou, a saber; Tropas do Egito avançam na faixa de Gaza; Satélite Sino-Brasileiro entra em funcionamento; o gago gagueja mais quando está excitado, ou feliz; e, finalmente, aonde andava o grupo Katinguelê (aquele do Salgadinho... "Inará, Inará, Inarí... Inaraí, Inaraíííí..." Lembra?!) onde após me identificar no bigodinho ralo de um dos memoráveis integrantes daquela trupe, resolvi que era ora de acabar com a palhaçada. Tomei banho, retirei meu ridículo bigode e fui à farmácia. E, agora, cá estou: frente ao computador.

Quem diria? Ano passado, nesta mesma época, eu nunca imaginaria ter um blog e era até meio preconceituoso. Algo como Hank Moody, o protagonista da série Californication- Interpretado por David Duchovny, o outrora assediado agente Fox Mulder, de Arquivo X. E digo: os adoradores de HOUSE que me perdoem - Vivaldão e El Debs-, mas sou mais o Hank. Digamos que é daquele jeito que quero minha aposentadoria...!?

Enfim, Começarei -sim, agora é que estou começando o post!- com um breve balanço de 2007 (sEEEte!).

Breve Balanço de 2007 (sEEEte!)

Enxadrística-coletivamente falando, foi um ano muito bom. A equipe de Matão conquistou a série B do Inter Clubes Paulista, os Jogos Regionais e ficou em segundo (deixando escapar o ouro apenas na última rodada) na série B dos Jogos Abertos do Interior- Nunca é demais lembrar: Papelão! No final das contas, com um otimismo a la Jayminho Gimenes, foi um grande ano! Até o Campeonato Matonense, que teve um nível muito abaixo do esperado, conseguiu ter alguma coisa para ser salvo. Eu não sei o quê, mas pediram-me para dizer isso...

Individualmente, também não estivemos mal. Eu e meu irmão entramos, finalmente, na lista de ranting FIDE, ainda que tenhamos perdido uma boa parte dos pontos (principalmente eu!). Vivaldão, no geral, jogou bem. Jayminho provou que a equipe pode contar com seus bem calculados apuros de tempo. Está firme! Frare jogou sólido todos os torneios, ficando, inclusive, em 3° lugar no Aberto do Brasil em Barrinha. Felipe El Debs, então, nem se fala: fez mais uma norma de MI e conquistou o Paulista do Interior (E agora está esperando os resultados dos vestibulares).

Alguns jovens talentos despontaram e outros –nem tão jovens e nem tão talentos assim-mostraram que ainda existe uma esperança (ainda que seja mínima e eu não acredite) de concertar a mente deturpada que repousa naquelas figuras bisonhas.
Sobre este blog, acredito que ele cumpriu, ainda que de maneira modesta -e não falo da mulher do Arbitro Modesto (HA HA HA)- a sua proposta inicial que era (em suma):

“... destinado a esmiuçar as nuances que percorrem por dentre as misteriosas 64 casas. E mais: plasmar (ainda que de maneira tendenciosa) as figuras que permeiam a fauna enxadrística.”
Vivaldo, Leonardo. Xadrez De-Pressão, in Solidariedade aos amigos do Timão. 1°ed. Matão: Editora Mário Biava, 2007 (sEEEte!).

A isso, acrescentaria: principalmente as figuras matonenses e suas (des)venturas pelos torneios da vida. Onde esteve um Enxadrista Matonense, lá esteve o Xadrez De-Pressão, não só cobrindo, mas também encobrindo, tudo que rolou, ou não... Pois se deve somar a essas “coberturas” o que foi esquecido de publicar. Algumas coisas foram até lembradas pelos amigos nos “comentários”. Destaco uma, que foi o Tombo que o Jayminho Gimenes tomou antes de jogar com o Mequinho. Além da foto de seu artesanato na janela do quarto do hotel para não entrar NENHUMA luz! Mas essa foto está guardada e será usada no momento certo.

É verdade também que este espaço serviu, algumas vezes, para transmitir algum sentimento pessoal do autor que, vez ou outra, deixou escapar uma opinião mais descaradamente particular ou até mesmo exagerada.

Apesar disso tudo, alguns textos conseguiram (para o espanto do autor) certo sucesso na comunidade enxadrística. E é verdade também que alguns não tiveram tanta sorte, mas o puxão de orelha foi devidamente aplicado (Vide Leomar Borges). De tudo isso, o mais importante, foi o fato de que até alguns amigos foram feitos (ou reencontrados) através deste espaço! E claro: tudo sobre uma vitrine para o xadrez (ainda que fosca e mais para um mosaico bizantino)!

Por fim, ainda que possa estar pecando em fazer tal afirmação, tenho que todos os comentários “extras-tabuleiros” feitos aqui se perpetraram necessários para um entendimento melhor- e não meramente parcial- da problematização do xadrez e suas respectivas nuances e reflexos (ainda que distorcidos e hipotéticos). No final das contas, tudo se resume a este “CALEIDOSCÓPIO VIVO, ONDE PAIRAMOS NÓS E O XADREZ... O XADREZ DE-PRESSÃO”.

Sobre 2008

Impossível não começar falando sobre a maior perda do xadrez nos últimos tempos: Bobby Fischer. Não posso, de maneira nenhuma, me estender demais sobre a morte de quem, com certeza, foi (e ainda é) meu Campeão Mundial preferido: temo que o texto falte com a grandiosidade que o homem, e o enxadrista, Fischer merecia (aliás, merece). Minha admiração por Fischer foi uma herança que recebi do mestre Mário Biava e, igual a ele, prefiro ficar apenas com a frase “O Xadrez é a Vida”, pois ela define por demais bem o que foi Fischer (para ele mesmo e inclusive para nós).

Ao ano que começa, nenhuma grande mudança está prevista ao Xadrez De-Pressão. A idéia original será mantida, ainda que dessa vez eu espere poder contar com uma participação maior de amigos e companheiros de equipe: uma matéria, um palpite, uma idéia, será tudo muito bem vindo (depois de passar pelo CCXD -Comitê de Censura Xadrez Depressoniano). É esperado também algumas matérias de cunho mais científico, como foi “Um breve testemunhal sobre ‘cousas’ do mundo teorizado frente a reflexões referentes a algumas partes- mais superficiais- do nada” além de seu conseqüente desmembramento em:

Matrix, Limbo, e Quimeras Potencialmente Apocalípticas: Uma Problematização do Tema Gabriel Ricardo Name.

Introdução a uma Poética da Vertigem: o Sistema Metafísico do Gambito do Rei.

Fritz in Live: Refutando a Vida.

Parnas-Enxadrismo: “Nada mais belo do que algo que não serve para nada!”.

O Número 7 (sEEEte!) e seus Estremecimentos Cabalísticos.

Criptografia, Paciência e Senso Crítico: Técnicas para se “passar” as partidas de um torneio.


Com a devida paciência, esses temas serão abordados em hora oportuna. E um pouco ligado nisso tudo, o problema sobre um grande intervalo de tempo entre uma postagem e outra tentará ser sanado com trechos, frases pequenas, que aliadas a alguma foto (ou semelhante) irá induzir o leitor a alguma reflexão (ou simples indiferença) sobre diferentes assuntos, inclusive o xadrez! (a título de curiosidade, depois dessa postagem, já deixarei um exemplo).

Algo que deverá se repetir com mais freqüência será as partidas comentadas, como foi feito no Matonense. Não só as nossas, como também de algum torneio como o aclamado Corus (toda a torcida contra o Carlsen!): talvez o comentário de uma partida, talvez o comentário da rodada, mas tudo seguindo o espírito do Xadrez De-Pressão.

No mais, acho que é isso. Começamos o ano, cheio de esperanças, infecções e expectativas! E para não perder o costume: PORCO LADRO! PORCO DIO! PORCA MADONNA!

É isso.
Forte abraço!
(para quem se perguntou já na primeira vez que viu essa despedida: sim, eu copiei do professor Pascoale!)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

The King is Dead...

...Long Live the King!


"O Xadrez é a Vida".

Robert James Fischer (1943-2008)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Campeonato Matonense 2007 (Parte III)

Rafael Carlos Oliveira X Bruno Bueno Cavichia
Prêmio Limão Piterira K. de pior partida

(Analisa Fernando Frare e Leonardo Vivaldo)

(-Proibido para menores de 1800 Fide)

1.e4 e5
2. Cf3 Cc6
3.Bc4 h6N (?!)



(Posição depois de 3...h6)

(F.F.- “Como conhece teoria essa nova geração!”
L.V.- “Fegatello não! Gosto dessa meninada por que eles inventam mesmo! Se o problema ‘eterno’ é f7, por que não perder um mísero tempinho? Por curiosidade achei na MegaDataBaseMonster do Fritz 10 duas partidas anteriores (sendo que em seu Openings Books ele cita o lance com uma interrogação e com zero partidas jogadas). Portanto, não temos propriamente aqui uma novidade! Apesar de que duvido que alguém conhecesse as partidas:

Ioannis Aftsoglou X Odion Alkhoje- Barkhuuns , 1951, 1-0 em 41 lances
Paul Burke X John Burton- Astanha, 1989, 0-1 em 48 lances”


4.d3...(L.V.-Fritz 10 analisa 4.d4 e 4. Cc3 como melhores, mas isso, aqui, é como discutir os sexo dos anjos ...”)

4...Cf6 (L.V.- ...Pois aqui, nesta posição, já temos quase 50 partidas jogadas na base. E deve haver muitas outras, entretanto, cuidado com essas transposições!).

5.Cc3 Bc5
6.0-0 d6
7.h3 ...


(F.F.- “A inveja é uma merda!”
L.V.- “Originalidade é o ponto forte! Mais uma vez não encontrei antecedentes no informador. Então, apelei para a MegaDataBaseMonster que indicou novamente duas partidas nessa posição:
Javier Garcia Alvarez X Miguel Alvarez-Dieren, 1958, 0-1 em 46 lances
Carlo Bragalia X Ruben Canales Inocencio, Baku, 1989, e não se têm os lances da partida! ”)


7... 0-0
8.Be3 Cd4?!
(L.V.- “9... Bb6 e a posição é normal e, além do mais, igual")

(posição depois de 8...Cd4?)

9.Bxd4 exd4?

(F.F.- “Apesar das obtusidades a partida era aceitável..."
L.V.- "Porco Ladro! Pode parecer estranho, mas este lance não é o fim do mundo. Entretanto, não é apenas acertar o lance - e ele não é nenhum acerto-, mas pelo menos um plano -ou sequência...”


10.Ce2 ...

(F.F.- “Era uma vez um peão em e4..”
L.V.- “Por incrível que pareça este não é o melhor. 10.Cb5 d5 11.exd5 Cxd5 12.Bxd5 [12.Cbxd4 Cb6 também é complicado] c6 13.Te1 cxb5 14.Te5 Bd6 15.Te4 Bc5 16.Bb3 Df6 e brancas um pouco melhor”)


10...a6

(F.F.- ''Impressionante! Eles não tem apego material nenhum!''
L.V.- “10... a6? Porco ladro! Será que eu perdi alguma coisa no caminho?! Até parece que nada está acontecendo...
Existem três tipos de Enxadristas: Os que se corrompem, os que se omitem, e os que vão pra guerra! Evidentemente que depois de 8...Cd4 a posição das Negras não é boa, todavia é preciso subir o morro! Faca na Caveira, e nada na carteira! Muito melhor seria 10... d5 E se por exemplo: 11 exd5 Cxd5 12.Cexd4 Cb6 13.c3 Cxc4 14.dxc4 apesar do peão a mais das Brancas, ele é dobrado e as negras conservam o sacrossantíssimo Par de Bispos. Seria, pelo menos, uma posição de luta... Esse pessoal é mesmo fanfarrão! 06, trás o saco...”)


11.Cfxd4 Bd7 (L.V.-“ainda era possível tentar complicar com d5...”)
12.a4 Ch5


(posição após 12... Ch5)

(F.F.- “Ao Ataque!”
L.V.- ”Como diriam os russos: Pewky Atakon!”)

13.c3 Te8?
14.b4 Ba7
15.Cc2? ...

(F.F.- “Por que ele jogou o cavalo em c2?”
L.V.- “Por que tem coisas que só a Philcco faz pra você! O que era uma posição de um ponto de vantagem –Frizvaldomente falando- agora é de um pouco melhor Branco...”)


15... Dh4

(F.F.- “Inexplicavelmente as Negras começam a ter alguma chance”
L.V- “Segue o ataque... (?)”)


16.Ccd4

(F.F.- “Sem comentários...”
L.V.- “Estudante de Filosofia, Rafael segue a máxima: ‘Se até Voltaire voltava...’, mas, se o medo era a diagonal a7-g1, poderia ter sido pelo menos o cavalo de e2, para disfarçar...”)


16...Te5??

(F.F.- “16... Bxh3 -apesar de que também deve perder-traria algumas complicações, lembrando a máxima: Capivara não tem garantia, nem de noite, nem de dia! Eles dão material com uma candura...”
L.V- “Genialidade. Rafael conseguiu causar uma pane no Fritz 10! Nesta posição ele analisa 16... Dd8 e dá a posição como igual! Minha teoria: o computador deve ter ‘pensado’ que o Branco iria ficar repetindo os lances de cavalo! É, quem diria, por essa partida, encontramos um bug no Fritz! Paira a fumaça de uma Piteira...[16... Df6, mas a posição ainda é muuuito difícil...]")


17.Cg3???

(F.F.- “Além de não dar o duplo, dá um peão. Aqui vale um adendo: Leitor, a seqüência que segue é tão bela quanto trágica. Sem sombra de dúvidas, uma das piores seqüências de lances do Xadrez Matonense!”
L.V.- “O que dizer? A Bola rola de pé em pé!”).


17... c5???$

(posição após 17...c5???$)

(F.F.- “A beleza do lance vale por si só...”
L.V.- “A cereja do bolo! É o xadrez arte! Xadrez para as massas! Eles jogam pela estética!
$: nova simbologia que será proposta ao informador. Representa ‘Esse lance não tem preço!’ ”)


18.Cf3! (L.V.- “Único!(?)”) Bg4???²

(F.F.- “Cravando o cavalo de f3!!! Um daqueles lances que dá prazer em fazer frente ao tabuleiro. Tanto que faz quanto quem leva sai extasiado. Que espetáculo!
L.V.-Traz a doze 06... ”)


19.hxg4! (F.F.- “Único!(?)”) Dxg4??!³

(F.F.- “Impressionante como essa nova geração calcula!”
L.V.- “...!!!..”)


20.Cxe5 ...

(F.F.-“Agora, as pretas tem o seguinte dilema: se troca as damas, termina o ataque. Dessa forma...”
L.V.- “Único!(?)”)


20...Dh4???³ (F.F.-"Tentando manter as damas e o ataque!")

21.Dxh5 ...

(posição após 21.Dxh5)

E as pretas abandonam.

(F.F.- “Ante a inevitável troca de damas, pois se 21...Dd8 22.Df7 Rh8 23.Cf5 Df6 forçado, as Negras, olhando para o tabuleiro, contando as peças, e sentindo estar em ligeiro déficit material, eleva a mão ao relógio e parabeniza o adversário pela defesa precisa”.
L.V.- “Quanta desolação transparece no Bispo de a7...”)

Brincadeiras à parte, vamos pegar firme pessoal! Estudar e jogar... Chega de preguiça! (já basta a minha!).

"Você é um fanfarrão, senhor 06!" NASCIMENTO, Capitão; in 1001 maneiras de pedir para sair, RJ, 7 ed°. Editora Caveira.

GAROTADA: "ABROLHOS!".