sexta-feira, 15 de junho de 2007

Um breve testemunhal sobre “cousas” do mundo teorizado frente a reflexões referentes a algumas partes- mais superficiais- do nada (Parte I)



- “Um Texto para espíritos livres” (ou seja: esse é texto é chato. Muito chato).

Este é um breve testemunhal sobre “cousas” do mundo. Divagações assim sempre contribuíram para o andamento da humanidade, mesmo que esse andar tenha sido para trás. Evidentemente, não almejo aqui nada similar aos ENSAIOS de Montaigne ou ainda algo do tipo como A VIDA FELIZ de Sêneca (até por que um livro com um nome desses- A VIDA FELIZ- só pode ter sido provocação).

Confesso que sei das conseqüências disto tudo aqui: Pieguice, romantismo (no sentido mais amplo da palavra), absurdos, observações descabidas, pseudo-convicções, teses inebriantes, indumentárias retóricas desnecessárias, embriaguez, marxismo de direita, particularidades metafísicas, metacêntricas, metódicas, metodológicas, delírios, e até certa humilhação no decorrer (ou seria corroer?) do processo. Mas acredito que vale a pena. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”! Deve ser a frase mais usada nas redações vestibulares do nosso Brasil! Coitado do Fernando... (não o Vivaldo! O Português!).

Mas o nosso amigo português tinha lá sua razão. Principalmente, por que quando você se encontra em casa plena quinta à noite (Que já não é tão “noite” assim. Já até consigo ouvir o Corujão graças ao meu vizinho surdo) depois de assistir um filminho “meia boca” e ter toda melancolia transferida para uma latinha de cerveja que estava perdida no fundo da geladeira, temos o senso de ridículo diminuído drasticamente. Nestas horas, não sei se a alma é pequena, mas a vergonha é de proporções desprezíveis!

Sendo que o pior (ou seria melhor?) é que a pobre latinha desce insultantemente bem, contrariando assim toda minha expectativa de amarguramento das coisas por osmose. O que seria resultado natural devido ao fenomenal “auto-astral” em que me encontro. É, navegar é mesmo preciso... Principalmente quando se está morrendo afogado (“E Aí eu me afogo num copo de cerveja”. Veja a beleza dessa imagem: “morrer afogado X me afogo num copo de cerveja”. Quem diria que poderíamos juntar a poesia portuguesa do começo do século XX com a música sertaneja do final do século? Ah! As “cousas” da vida são mesmo uma caixinha de surpresa... “mas não para Josef Klimber!” É impossível não se lembrar dessa história...).

“Amar não é coisa para amadores” lembrou-nos o Millôr sabiamente. E seria possível não pensar em amor numa noite como essa? De qualquer maneira, não vou me ater muito sobre esse tema. Quem já me viu reclamar sobre isso vai entender por que. Admito meu caráter amador nessa arte (como em tantas outras). Paciência? Talvez... (e nessa hora que a cerveja começa a dar uma pequena lembrança para o estômago: “você tem gastrite, não?” Coincidência, ou não, a cerveja já está acabando, entretanto uma boa notícia: ela não era filha única. ReTomando...).

E então estou aqui, com cara de idiota, pensando em tudo que não precisava lembrar para me deixar ainda mais “down” (E infelizmente não dá para ir para “Porto Alegre e tchau” como quereriam o Kleiton e Kledir). E assim, bebendo solitariamente em uma madrugada desbotada, e para melhorar fria, esperando o final de semana (que sempre vem saturado de algum dos extremos: ou o excesso, ou a falta, do que fazer.) vai baixando aos poucos a consciência de que as coisas mudam. A máquina do mundo desponta tímida e incomunicável... Novos esquecimentos, velhas rotinas (?!). A questão talvez seja: Brilho Eterno de um Vivaldo Sem lembranças? É, bem que poderia ser... Mas ainda não é.

Apenas um adendo (uma pequena homenagem ao amigo Filipe Guerra que gosta deste tipo de interrupção. Vale lembrar aqui que este nosso amigo estará lançando logo mais -um dia - O livro: Crônicas sóbrias de (ou em) noites embriagadas. O livro, que será uma miscelânea de gêneros, irá contar com apenas dois capítulos: Relatos dos que não lembram e Lembranças dos que esqueceram. Aguardamos ansiosos o lançamento):

Silogismos do Vivaldo (Sempre que necessário- ou melhor, apesar de desnecessário, mas não podendo controlar o impulso- lançarei aqui tais pensamentos):

Silogismo 1°- Sobre a incomensurabilidade das coisas.
“A paixão, por qualquer objeto, edifica-se no estudo. E uma análise, bem apurada e séria, nos mostra como tudo (ou mais) é infinito.”


Sendo assim, vamos ao que, realmente interessa e é digno de estudo neste dado momento: A questão maior. Na verdade, não existe questão nenhuma. Esse texto não tem nenhum sentido para estar aqui. "Os textos mais tristes, podem vir de momentos mais alegres, e textos mais alegres, podem vir em momentos mais tristes" já disse Humberto Gessinger, o homem que musicou o atentado ao papa (Sim, o POP não poupa ninguém mesmo. Falando em Papa, o Ratizenger já se foi daqui faz tempo... Graça a Deus!). Seria o caso de um texto sem assunto surgir de um momento cheio de assunto? Ou vice e versa? Enfim, o que se esperar de um texto retalhado como esse?

Nada, evidentemente. Sendo assim, poderíamos acrescentar mais uma categoria para tudo isso (além da de testemunhal das cousas do mundo”): Reflexões sobre o nada. Entretanto, falar do nada é algo que pode gerar muita confusão (pergunte para um Físico, ou um Filósofo se você duvida...). Então, fica aqui somente a parte mais superficial do nada. E como já notamos que falar do nada é um assunto muito amplo, ficaremos (“vamos ficar”. E por que não? Quem tem medo do Gerundismo?) apenas com algumas partes do nada: Reflexões sobre algumas partes- mais superficiais- do nada. Mas ainda faltaria a parte do testemunhal, então: Um breve testemunhal sobre “cousas” do mundo teorizado frente a reflexões referentes a algumas partes- mais superficiais- do nada. O filósofo Nietzsche, Em seu livro ECCO HOMO (aonde vim a aprender somente em minhas aulas de latim que significa Eís o Homem) conta com os seguintes capítulos:

Por que sou tão sábio.
Por que sou tão esperto.
Por que escrevo livros tão bons.


Posso não ser tão sábio, nem tão esperto. Nem mesmo escrever livros tão bons (aliás, escrever livro nenhum). Mas pelo menos um Por que tenho títulos tão bons eu já merecia. Nem Hegel, nem Deleuze, conseguiram um título tão hermético! E tão... Vazio!

Vale ressaltar também, um pouco da relação da música neste momento. Estou surdo do ouvido direito. Minha gripe mal curada de Santos castigou-me severamente por algumas noite até mais tarde “na rua”. Acho que meu ouvido está infeccionado. Se minhas breves e remotas lembranças sobre as aulas de biologia estiverem certas, alguns peixes (ou seriam todos? É uma vergonha, mas os reinos do meu mundo são apenas dois agora, à saber; animal e planta. Platelmintos, Neoplatemintos, Briófitas, Pteridófitas, estão quase virando a mesma coisa, mas ainda resiste uma ponta de sanidade. A única coisa que me lembro bem é que “o nadar do anterozóide foi substituído pelo crescer do tubo polínio”. Tubo polínio = Pteridófilas, Anterozóide = Briófitas. Isso já deve dar uma dissertação para mestrado, não? Brincadeira...) teriam a bexiga natatória como base para o equilíbrio do corpo. E caso acontecesse algum dano nesta bexiga, o peixe ficaria boiando (piada irresistível). No homem, ficar com algum problema no ouvido é algo similar a ficar sem a bexiga natatória para um peixe. Tudo isso para dizer que estou desnorteado (alguém já se perguntou por que é des+NORTE+ado? Não poderia ser sul, leste, ou oeste?).

E o que isso tem haver com a música, tirando o fato que agora eu só precisaria de um fone de ouvido? Beethoven, claro. E eu não levo jeito para Beethoven. E acho que o que mais me incomoda nessa comparação é que não sou um gênio do piano, aliás, não toco piano. Então, por justiça, minha surdez é um disparate. Dê-a para algum gênio musical, não para mim! Até que tínhamos o campeão mundial Tigran Petrosian que era meio-surdo (quando jogava, reza a lenda, tirava o aparelhinho de surdez. Já pensou que silêncio?!) mas eu não sou russo, não tenho 2600, e não sacrifico qualidades posicionalmente tão bem quanto ele. Então, passo esse bastião para frente também. Tirando todas essas considerações, essa infecção está tomando proporções ridículas. Aproveitei esse feriado para testar a sabedoria popular, valendo-me do provérbio: “Matando o cão para acabar com as pulgas”. Nos dois dias que sai, cheguei as cinco e as sete, respectivamente. E agradeço a preocupação de todos. Já estava me sentindo recuperado da gripe, mas aí me vem essa surdez repentina. Logo mais estarei recuperado. Ou, terei desenvolvido um novo vírus no estilo RESIDENT EVIL, não é possível...!

E são nesses acontecimentos inusitados da vida que despontam o dínamo criador e visionário dos homens. Presenciei por esses dias a conversa de dois enxadristas brasileiros (e por que não dizer matonenses) onde um se questionava sobre algumas particularidades da vida enquanto o outro tentava solucioná-las (aconselhar). Depois de muitas especulações chegaram ao seguinte diálogo (aproximadamente):

“- Então cara, é complicado essas coisas. Não sei o que fazer.
- Ah, é duro. Complicado mesmo. Bom, sei lá, COLOCA NO FRITZ PARA VER O QUE ELE ACHA (!!!).”


Júlio Verne foi um visionário. Submarinos e idas a lua, mais viagens ao centro da terra, foi ele quem anteviu. Freud sofreu influência do “psicologismo” de Dostoievski. George Orwell previu a era do grande irmão (Chegamos, ou não, nela?!). “Sem Dante não teria existido um italiano unificado. Dante, em "De Vulgari Eloquentia", analisa e condena os vários dialetos italianos, propondo-se a forjar uma nova língua vulgar ilustrada.” E esses exemplos só para ficarmos na literatura. O que dizer então de Kekulé, o pai da química moderna, que tendo um sonho de uma cobra mordendo o próprio rabo conseguiu ligar isso ao anel benzênico e fazer fantásticas observações (Que me desculpe os meus grandes amigos químicos, mas essa história de ver cobra mordendo o rabo Freud explica...). O importante, e o que quero com tudo isso, é ressaltar a iluminação celestial com que certos homens são agraciados. E acredito piamente que presenciei esse fato.

Como interroga o TELECURSO 2000, vamos pensar um pouco?!

Você acorda. Escova os dentes. Pão ou bolacha?! Camisa azul ou branca?! Short (a roupa, não o mestre. Aliás, logo falaremos dele.) ou calça?!

Você já está na rua. De ônibus ou a pé?!
Essas questões ainda são simples, compliquemos um pouco mais:
Investir na loira ou na morena?! Tomar outro fora, ou ficar quieto?! Continuar junto ou “abandonar”?!

Estão vendo a grandiosidade disso tudo?! Como somos esmagados diariamente por escolhas, opções, e o máximo que conseguimos ter como auxílio é um “meu filho, não faça isso”? Short (agora sim, o mestre) lançou recentemente a máxima “o xadrez foi Emfritzado” mostrando que os programas estão evoluindo, ficando insuportavelmente fortes, e prevalecendo suas idéias sobre os tabuleiros (pelo menos, em nós mortais).

Você não tem idéia se o lance é bom? Coloca no Fritz! Quantas e quantas vezes ouvimos “é, aqui só o alemão para dizer”. Não irei discutir sobre uma partida ser melhor, ou pior, pela quantidade de memória RAM e não pela quantidade de ranting dos jogadores (não que isso diga muita coisa também). Deixarei esses pormenores na mão das autoridades competentes.

Mas, sinceramente, estou cansado da maioria das minhas escolhas me frustrarem mais tarde. E nada de pensamento zen-budista, ou epicurista, ou hedonista, ou qualquer outro “ista”! Eu quero resultados concretos! Então:

Vamos ENFRITZAR A vida!

Já pensou?!

“Você não sabe o que fazer?! Coloca no Fritz!
- 0,87 para a sopa de ervilha
- 2,7 para o jogo da Matonense
+ 2,4 para a morena
- 3,4 para a loira”


Olha que maravilha! E isso não é Organizações Tabajaras! É ciência! Pura e simples.
Com os próximos avanços da ciência, logo mais teremos o mapa-manual de todo o corpo humano. Nosso FRITZ IN LIVE traria com ele todas as considerações genéticas de todos os seres humanos, mais as particularidades do meio em que você se encontra.

Longas considerações para as equações de Murphy seriam de suma importância. Pelos meus cálculos (já faz tempo que fiz cálculo I e no meio do II eu abandonei, então pode ser que alguma coisa tenha escapado) cheguei à seguinte equação que resume “todas” as possibilidades humanas em uma dada situação:


Morra de inveja Einstein. Essa será a equação do século XXI. Para que se preocupar com a sopa de ervilha ou a sopa de mandioca? Coloca no Fritz! Relacionamentos?! Mais do que nunca, Coloca no Fritz! Acho que a humanidade poderá dormir tranqüilamente agora. UM MARAVILHOSO MUNDO NOVO se aproxima, cheio de possibilidades... Mas todas elas calculadas pelo seu Pentium 4! Seriamos uma Matrix ou algo mais parecido com Vannilha Sky?! Ou com a defesa siciliana, variante Najdorf, ataque inglês com h5, das negras?

Acredito que seja isso. Ou melhor, que não seja nada disso.
Se você conseguiu ler até este ponto, já deve ter percebido que não houve nenhum torneio com participações matonenses. Devido a isso tivemos a inauguração da série “Um breve testemunhal sobre “cousas” do mundo teorizado frente a reflexões referentes a algumas partes- mais superficiais- do nada”. Futuramente, teremos os seguintes tópicos (não necessariamente nesta ordem):

- Matrix, limbo, e quimeras potencialmente apocalípticas: Uma problematização do tema Gabriel Ricardo Name.

- Introdução a uma poética da vertigem: o sistema metafísico do Gambito do Rei.

-Fritz in live: Refutando a vida.



Já deixo aqui as mais sinceras desculpas para o pessoal de Marília, entenda-se Taís Julião, pelo nosso não-comparecimento no torneio que acontecerá no próximo domingo (dia 17). POR FAVOR! PERDOE-NOS! DO FUNDO DO CORAÇÃO! DESCULPE! (eu não disse que haveria certa humilhação neste processo?!).

Até mais.
Forte abraço.

(Se você conseguiu chegar até aqui, parabéns. Eu quase não consegui.
- A foto do início é de uma camiseta que ganhei do pessoal de São Carlos. Genialidade!
- O conselheiro daquela conversa era o El Debs. É ele o novo inventor da roda.
- O aconselhado era um dos Vivaldos que não era eu.
- Todas as citações biológicas, químicas, e matemáticas, tendem ao erro.
- Um abração ao amigo/irmão de fé Tekinho. Ele será meu advogado em qualquer problema futuro.
- As latinhas eram quadrigêmeas. Família pequena, infelizmente...).

5 comentários:

Anônimo disse...

Ler o blog do genial Leonardo Vivaldo: + 1.54;
Ser irmão dele: +12.97;
Genius!
Beijos!
Ass. O outro Vivaldo!

Anônimo disse...

vc naum deve,, nunca ,, em hipotese alguma chegar na felicidade ,,, naum sabemos de onde vem a criatividade ,,, mas c for por causa da depressao ,, por deus!!! q tu sofras!!!!!

Teu brow

Lais Pimentel disse...

Ufa!
Mais uma vez, eu olho o tamanho do texto.Não sei pq eu faço isso, sempre leio ^^

Meu comentário jamais poderá chegar a altura do teu post, e como vc disse, nd de comentários longos dessa vez.

soh digo que: Millôr é foda, Humbertor Gessinger e vc tbm.

Akokappokaopkapokpoakpakpakka

adoro suas visistas la na Minha Era .

Bêjo-bom-domingo

Filipe Guerra disse...

fala bedido boditooooooooo... É NÓISSSSSSSSS... quero ajuda para o Crônicas sóbrias de noites embriagadas.... valeu pela propagando.... hahahahahaha....
abração jovem

taís_julião disse...

"Com essa erudição o Nobel vem antes do tempo... E nesse dia, o xadrez finalmente será reconhecido pelo seu potencial estético!" - disse um profeta, com um copo de pinga Boazinha na mão, num dia desses em Marília...

Amo você, tchuchuco!